Centro Cultural do Município do Cartaxo
Cristina Veríssimo e Diogo Burnay
C

 

O projecto procura dar resposta às novas necessidades culturais e de lazer que a zona urbana do Cartaxo, em efectivo crescimento,tem vindo a sentir. Propõe-se um novo edifício que, pela sua versatilidade e actualidade, possa ser um factor diversamente activo nas vidas cultural e social locais. A passagem de um simples cinema já existente a um quase complexo cultural é exemplo e resposta à alteração natural dos interesses e procuras culturais da região. O novo Centro Cultural do Cartaxo contempla duas salas de dimensões e finalidades distintas. A sala mais pequena é destinada a cinema. Será uma sala de uso mais frequente e com a possibilidade de ser explorada para pequenas audiências, como conferências ou palestras. A sala maior visa um uso mais ocasional, apresentando a possibilidade de receber acontecimentos tão variados como apresentações de grupos recreativos locais, de teatro (musicado ou não), de dança, ou distintos espectáculos de música.
O edifício localiza-se na praça principal da cidade, junto ao centro administrativo e social onde se encontram a Câmara Municipal do Cartaxo, o Tribunal, a Praça de Touros e o Mercado. O novo Centro Cultural do Município do Cartaxo chama a atenção pelo espaço sob a consola de betão que, como uma 'barriga de baleia', se projecta sobre a rua e sobre o foyer para albergar a sala do teatro. Situado entre duas empenas,na modesta escala urbana da principal praça do Cartaxo, o edifício introduz um carácter iconográfico de sentido público que permite equilibrar a relação entre a exiguidade do lote disponível e o extenso programa pedido. As relações de transparência deixam que tanto do interior se estabeleça uma relação visual com a extensão do largo,como do exterior se sinta o movimento e o uso do edifício em funcionamento. Parte da fachada é ocupada por um elemento mediador de escalas, um pórtico em betão e vidro.
Por este meio habita-se a periferia e trabalhase a parede exterior como um espaço utilizável. A dinâmica social do edifício é sublinhada pelo foyer – espaço público – e pelo carácter afirmativo e contemporâneo de transparência e fluidez, em relação à cidade, que se imprimiu à fachada principal. Os espaços do foyer procuram construir uma certa dimensão cenográfica e coreográfica, potenciada através das suas diversas escalas e da presença de elementos que pontuam e organizam estes espaços.
O foyer estrutura-se entre a superfície de betão e uma caixa de vidro/biombo de luz que ilumina e organiza o modo como nos movimentamos entre os vários pisos deste espaço. As paredes da cave, revestidas por placas empilhadas de ardósia clivada, enfatizam o sentido de espaço esculpido, enquanto as paredes laterais de todo o foyer, constituídas por um ripado de madeira de pinho, atribuem uma certa continuidade entre os diversos espaços do foyer e a praça.
O foyer é pontuado por um conjunto de elementos dispersos pelos seus vários pisos, tal como as escadas metálicas, permitindo alguma transparência, de acesso ao mezanino, as instalações sanitárias, bilheteira, bar, bengaleiro, de modo a potenciar e diversificar o movimento das pessoas nestes espaços. O acesso à sala maior é feito quer através de umas escadas laterais, também revestidas a ardósia, quer de umas rampas a partir do piso do mezanino. A fachada principal permite, através de profundidades diversas, criar diversos recantos de estar, com visibilidade tanto para o interior como para o jardim da praça. Um pequeno volume de vidro, como uma 'bow-window', projecta-se a partir da fachada para a rua, colocando-se como um ponto especial de relacionamentocom todo este espaço urbano.
O corpo do palco encontra-se na parte posterior do edifício, acessível através da Rua palestras. A sala maior visa um uso mais ocasional, apresentando a possibilidade de receber acontecimentos tão variados como apresentações de grupos recreativos locais, de teatro (musicado ou não), de dança, ou distintos espectáculos de música.
O edifício localiza-se na praça principal da cidade, junto ao centro administrativo e social onde se encontram a Câmara Municipal do Cartaxo, o Tribunal, a Praça de Touros e o Mercado. O novo Centro Cultural do Município do Cartaxo chama a atenção pelo espaço sob a consola de betão que, como uma 'barriga de baleia', se projecta sobre a rua e sobre o foyer para albergar a sala do teatro. Situado entre duas empenas, na modesta escala urbana da principal praça do Cartaxo, o edifício introduz um carácter iconográfico de sentido público que permite equilibrar a relação entre a exiguidade do lote disponível e o extenso programa pedido. As relações de transparência deixam que tanto do interior se estabeleça uma relação visual com a extensão do largo, como do exterior se sinta o movimento e o uso do edifício em funcionamento. Parte da fachada é ocupada por um elemento mediador de escalas, um pórtico em betão e vidro. Por este meio habita-se a periferia e trabalhase a parede exterior como um espaço utilizável.
A dinâmica social do edifício é sublinhada pelo foyer – espaço público – e pelo carácter afirmativo e contemporâneo de transparência e fluidez, em relação à cidade, que se imprimiu à fachada principal. Os espaços do foyer procuram construir uma certa dimensão cenográfica e coreográfica, potenciada através das suas diversas escalas e da presença de elementos que pontuam e organizam estes espaços.
O foyer estrutura-se entre a superfície de betão e uma caixa de vidro/biombo de luz que ilumina e organiza o modo como nos movimentamos entre os vários pisos deste espaço. As paredes da cave, revestidas por placas empilhadas de ardósia clivada, enfatizam o sentido de espaço esculpido, enquanto as paredes laterais de todo o foyer, constituídas por um ripado de madeira de pinho, atribuem uma certa continuidade entre os diversos espaços do foyer e a praça.
O foyer é pontuado por um conjunto de elementos dispersos pelos seus vários pisos, tal como as escadas metálicas, permitindo alguma transparência, de acesso ao mezanino, as instalações sanitárias, bilheteira, bar, bengaleiro, de modo a potenciar e diversificar o movimento das pessoas nestes espaços. O acesso à sala maior é feito quer através de umas escadas laterais, também revestidas a ardósia, quer de umas rampas a partir do piso do mezanino. A fachada principal permite, através de profundidades diversas, criar diversos recantos de estar,com visibilidade tanto para o interior como para o jardim da praça. Um pequeno volume de vidro, como uma 'bow-window', projecta-se a partir da fachada para a rua, colocando-se como um ponto especial de relacionamento com todo este espaço urbano.
O corpo do palco encontra-se na parte posterior do edifício, acessível através da Rua suas qualidades naturais de textura, cor,brilho, sejam qualificadoras desses espaços. Nas áreas técnicas e camarins optou-se pelo reboco pintado com cores fortes e saturadas,evidenciando a clara distinção destas áreas com as áreas do público.

 

 

 

 

 

 

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