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FG+SG fotografia de arquitectura | architectural photography


Fernando Guerra foi pioneiro na forma de fotografar e comunicar a arquitectura. Há quinze anos abriu o estúdio FG+SG em colaboração com seu irmão e juntos são responsáveis por grande parte da difusão da arquitectura contemporânea portuguesa, nos últimos quinze anos.

Fernando Guerra é fotógrafo de arquitectura. A sua formação, porém, é de arquitecto. O seu olhar divide-se entre dois modos distintos de construir o mundo. Por esta circunstância, ele encontra-se numa posição privilegiada para protagonizar a metamorfose do campo fotográfico que fará com que esta prática de criação de imagens se venha a identificar, em parte, com o próprio campo arquitectónico.

Para compreender o espaço, os arquitectos, eventualmente com uma intencionalidade mais consciente que os simples utilizadores, circulam pelos edifícios. Captam a espacialidade da arquitectura deambulando, perscrutando, fazendo associações de ideias, de formas, de dimensões. É através desse movimento que descobrem as infinitas variáveis do espaço arquitectónico, as singularidades que fazem distinguir um espaço significante da miríade de construções insignificantes que invadem o nosso campo visual. E fazem-no cruzando aquilo que vêem com as memórias de outros edifícios que transportam consigo, muitas vezes adquiridas através da observação mediada pela fotografia. A nossa cultura arquitectónica, na impossibilidade de visitar todos os edifícios do mundo, é maioritariamente construída através do olhar de outros.

É neste sentido que Fernando Guerra lança um olhar generoso sobre a arquitectura que regista. Entre os edifícios que fotografa, não se percebe, exactamente, um juízo de valor sobre os conteúdos da arquitectura; antes um controle, ao nível das emoções, que busca homogeneizar todos os registos. Portanto, cultiva-se a ausência de qualquer moralismo-crítico que possa interferir com o resultado final da imagem e que busca posicionar-se (arquitectonicamente) num plano neutral, valendo-se a si mesmo. É simultaneamente um mundo onde não há arquitecturas melhores, nem piores. O fotógrafo, ao contrário do fotógrafo-artista, é convocado e responde através do seu conhecimento de expert. Se manipula a imagem, isto é, se lhe retira um excesso qualquer de “realismo”, fá-lo consciente que trabalha num domínio de imparcialidade.

Os seus trabalhos são editados regularmente em diversas publicações tanto a nível nacional como internacional, em revistas como Casabella, Wallpaper*, Dwell, Icon, Domus, A+U, entre muitas outras.
A FG+SG colabora com diversos arquitectos portugueses como Álvaro Siza, Carlos Castanheira, Manuel Mateus, Manuel Graça Dias, Gonçalo Byrne, ARX Portugal, João luís Carrilho da Graça, Promontório Arquitectos; assim como, arquitectos internacionais como Márcio Kogan, Isay Weifeld, Arthur Casas, Zaha Hadid, Pei Cobb Freed & Partners entre outros.

Em 2012, foi nomeado Canon Explorer, assumindo o papel de embaixador da Canon Europa ao nível da fotografia de arquitetura.

O site ultimasreportagens.com tornou-se no ponto de partida para consultar arquitectura contemporânea portuguesa com mais de seiscentas reportagens online, bem como artigos especiais e publicações.

 


Fernando Guerra has been a pioneer in the way architecture is photographed and divulged. Fifteen years ago, he opened studio FG+SG together with his brother, and both are responsible in large part for the diffusion of Portuguese contemporary architecture in the last fifteen years.

Fernando Guerra is an architectural photographer. His training, however, is as an architect. His gaze is divided between two distinct modes of constructing the world. Given this fact, he is in a prime position to personify the metamorphosis of the field of photography that will lead the practice of creating images to eventually identify itself, in part, with the field of architecture.

In order to understand a space, architects, possibly with a more conscious intentionality than mere users, walk about the buildings. They capture the spatiality of architecture by wandering, scrutinizing, and associating ideas, shapes, dimensions. It is through this movement that they discover the infinite variables of the architectural space, the singularities that distinguish a significant place from the myriad of insignificant constructions that invade our visual field. And they do it by blending what they see with the memories of other buildings they carry with them, often acquired through observation mediated by photography. Our architectural culture, given the impossibility of visiting all of the buildings in the world, is constructed mainly through the eyes of others. It is in this sense that Fernando Guerra casts a generous eye upon the architecture he registers. Among the buildings he photographs, it is not exactly a value judgment on architectural content that is perceived, but rather an examination, at the emotional level, that seeks to homogenize all of the registers. Thus, what is cultivated is the absence of any critical moralism that might interfere with the image's final result and that seeks to position itself (architecturally) on a neutral plane, becoming useful in its own right. It is simultaneously a world in which better or worse architectures do not exist. The photographer, contrary to the photographer-artist, is summoned and responds through his knowledge as an expert. If he manipulates the image, that is, if any excess of "realism" is removed from it, he does it conscious of the fact that he works in a field of impartiality.

Fernando Guerra's work is regularly published in various national and international publications, in magazines such as Casabella, Wallpaper*, Dwell, Icon, Domus, A + U, among many others. FG+SG collaborates with various Portuguese architects such as Álvaro Siza, Carlos Castanheira, Manuel Mateus, Manuel Graça Dias, Gonçalo Byrne, ARX Portugal, João Luís Carrilho da Graça, Promontório Arquitectos, as well as international architects such as Márcio Kogan, Isay Weifeld, Arthur Casas, Zaha Hadid, Pei Cobb Freed & Partners, among others.

The website ultimasreportagens.com has become the starting point for consulting contemporary portuguese architecture with more than six hundred online features, as well as special articles and publications.


 
  A Canon reuniu um grupo dos mais destacados fotógrafos profissionais. Fernando Guerra foi convidado a integrar este programa internacional de fotógrafos, tornando-se assim membro do grupo “Explorers of Light”.

Canon has assembled a group of the world's leading professional photographers. Fernando Guerra was invited by Canon to join this international programme of photographers, thus becoming a member of the "Explorers of Light" group.


 
Nasceu em 1970, em Lisboa.
Licenciou-se em arquitectura em 1993 pela Universidade Lusíada de Lisboa, trabalhou durante cinco anos em Macau como arquitecto (1994-1999).

Leccionou a cadeira de Projecto II no curso de Arquitectura da Arca-Euac (Escola Universitária das Artes de Coimbra), entre 1999 a 2005.

Certificado pela Epson Digigraphie® em 2007; desde 2008 agenciado por VIEW Pictures, Londres – Reino Unido; e também, desde 2006 agenciado por FAB PICS – International Architecture Photography, Colónia – Alemanha.

O seu trabalho encontra-se representado em diversas colecções particulares
e públicas.
 
Born in Lisbon in 1970.
Degree in Architecture in 1993 from Lusíada University in Lisbon, and worked five years as an architect in Macau (1994-1999).

Taught Projecto II for the Arquitectura da Arca-Euac (Escola Universitária das Artes de Coimbra) course between 1999 and 2005.

Certified by Epson Digigraphie® in 2007; represented by VIEW Pictures, London – United Kingdom since 2008; represented by FAB PICS – International Architecture Photography, Cologne – Germany since 2006.

His work is represented in various private and public collections.

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Textos | About

"A arquitectura da fotografia"
Manuel Graça Dias

“Reconfigurar o mundo”
Luís Urbano

"Mundo perfeito"
Ana Vaz Milheiro

"Foto-síntese"
Nuno Grande



 


O Fazedor
Pedro Gadanho

Já devem ter reparado que, dentro do universo da fotografia contemporânea, a fotografia de arquitectura se transformou, nos últimos anos, num campo à parte. Ganhou autonomia. Tem a sua história e as suas referências. Tem os seus autores e os seus subgéneros. Está prestes a lograr a perfeição.
Tal como a recurso à fotografia por parte da arte contemporânea detém um território especial –que por vezes se cruza com o do campo que aqui descrevo– também o olhar profissional sobre os mundos construídos da arquitectura ganhou as suas lógicas próprias.
Como se comprovava num recente seminário internacional sobre arquitectura e imagem, também este campo detém agora os seus historiadores, as suas estrelas e os seus debates internos.
E os media da fotografia de arquitectura começam, naturalmente, a imiscuir-se com os media da produção arquitectónica que essa fotografia retrata.
Enquanto os blogues internacionais começam a dedicar uma atenção particular aos autores deste campo – a entrevistá-los, a descobrir os seus temas, a analisar a especificidade da sua produção individual–  um dia destes, que já não está longe, perguntar-nos-emos se os media da arquitectura não se tornaram, entretanto, nos media desta fotografia específica.
Poderá parecer perverso que tal aconteça, mas a verdade é que, num mundo construído sobre a lógica da imagem, a fotografia ajuda a construir a arquitectura – e, portanto, é justo que um dia lhe tome parcialmente o lugar.
As ficções arquitectónicas da fotografia contemporânea, a que já me referi noutros contextos, não são senão uma evidência sub-reptícia desta metamorfose.

Fernando Guerra é fotógrafo de arquitectura. A sua formação, porém, é de arquitecto. O seu olhar divide-se entre dois modos distintos  de construir o mundo. Por esta circunstância, ele encontra-se numa posição privilegiada para protagonizar a metamorfose do campo fotográfico que fará com que esta prática de criação de imagens se venha a identificar, em parte, com o próprio campo arquitectónico.
Posso oferecer uma prova pessoal: sendo irónico que uma casa minúscula como a Casa Baltasar tenha tido uma projecção mediática tão proeminente, a imagem que teve o dom de projectar esta arquitectura menor para essa enorme visibilidade foi descoberta por Fernando Guerra.
O potencial estava lá, é certo, mas foi o olhar de Guerra que, entre outras imagens já antevistas, fixou em definitivo a espacialidade peculiar de um determinado ponto de vista.
Como acontece com outros, não se dá aqui o caso de que Fernando Guerra ambiciona transferir o seu desejo de fazer arquitectura para a elaboração de imagens que substituam a própria arquitectura. Mas a leitura e a interpretação também constroem mundos. E como na história dos cartógrafos de Jorge Luís Borges, pode acontecer que estes mundos se justaponham à realidade de forma tão justa que se vêm a confundir com ela.

Quando a FG+SG surgiu na arena da fotografia de arquitectura, oferecia aos arquitectos um modelo de negócio irresistível. Guerra não só fotografava, e bem, as obras de arquitectura, mas a sua presença estratégica na rede virtual funcionava, ainda, como uma importante plataforma de visibilidade para as imagens produzidas.
Construía-se, deste modo, não apenas um “mundo perfeito,” mas também as ferramentas perfeitas para a indispensável e desejável difusão das obras retratadas.
Com esta vantagem competitiva e o brio de um impecável profissionalismo, a FG+SG começou, primeiro inadvertidamente, depois conscientemente, a construir o mais vasto arquivo da arquitectura portuguesa contemporânea hoje disponível.
A sua obra fotográfica tornou-se expressiva de um potencial ainda inaudito na curta história da autonomia deste novo campo: a cartografia do seu arquivo tornou-se indistinguível da realidade da arquitectura portuguesa a que, naturalmente, todos os arquitectos portugueses aspiram pertencer.
Independentemente da sua própria vontade, Fernando Guerra tornou-se o fazedor do império.

Pedro Gadanho divide a sua actividade entre arquitectura, curadoria, crítica e docência universitária. É MA in Art & Architecture e realizou doutoramento na F.A.U.P., onde lecciona. É editor do blog ShrapnelContemporary e do bookazine Beyond, Short-Stories on the Post-Contemporary, em Amsterdão, contribuindo regularmente para outras publicações a nível internacional. Foi comissário de ‘Metaflux,’ representação portuguesa na Bienal de Veneza de Arquitectura de 2004, e de mostras como ‘Space Invaders,’ ‘Post. Rotterdam,’ ‘Pancho Guedes,Um modernista alternativo,’ e ‘Habitar Portugal 2006-2008.’ Integrou a direcção da ExperimentaDesign, entre 2000 e 2003. Os seus projectos de arquitectura incluem a Casa Laranja, em Carreço, o Art Center da Fundação Ellipse, e a Casa Baltasar, no Porto. shrapnelcontemporary

 

The Maker
Pedro Gadanho

You must have already noticed that within the world of contemporary photography, architectural photography has become a field apart in recent years. It has won its autonomy. It has its own history and references. It has its own authors and subgenres. It is about to achieve perfection.

Just as contemporary art’s use of photography is a special territory -sometimes intersecting with the field I describe here- so too has the professional gaze towards architecture’s constructed worlds gained its own logic.
As confirmed during a recent international seminar on architecture and image, this field also now has its historians, its stars, and its internal debates.
And the media of architectural photography are naturally starting to meddle with the media of architectural production depicted by the photography.
As international blogs start devoting particular attention to the auteurs of this field - interviewing them, discovering their subjects, examining their specific, individual productions - one day, in the not-so-distant future, we will ask ourselves if the media of architecture did not, in the meantime, become the media of this specific kind of photography.
It might seem perverse if this happens, but the truth is that in a world constructed according to the logic of the image, photography helps construct architecture - and, therefore, it is fair if it one day partially takes its place.
The architectural fictions of contemporary photography, which I have mentioned elsewhere, are nothing if not surreptitious evidence of this metamorphosis.

Fernando Guerra is an architectural photographer. Yet, his degree is in architecture. His vision is divided between two distinct ways of constructing the world. Due to these circumstances, he is in a privileged position to serve as a protagonist in the metamorphosis of photography that will lead the practice of creating images to identify, in part, with the field of architecture itself.
I offer personal proof: it is ironic that a tiny house like the Casa Baltasar had such prominent media projection. The image with the power to project this minor example of architecture towards such enormous visibility was discovered by Fernando Guerra.
Admittedly, the potential was always there, but it was Guerra’s vision, among other previously imagined images, that definitively cemented the peculiar concept of space of a determined point of view.
Contrary to what happens with others, Fernando Guerra does not attempt to transfer his desire to make architecture by creating images that substitute architecture itself. But reading and interpretating also construct worlds. And like the story of the cartographers of Jorge Luis Borges, it is possible that these worlds are juxtaposed with reality in such an accurate way that they merge.
When FG+SG entered the arena of architectural photography, it offered architects an irresistible business model. Guerra not only photographed –and well- works of architecture, but his strategic presence on the virtual network still functioned as an important platform for visibility of the images produced.

In this way, not only was a "perfect world" constructed, but also the perfect tools were created for the essential and desirable dissemination of the depicted works.
With this competitive advantage and the commitment of impeccable professionalism, FG+SG began, first inadvertently, then consciously, to build the largest archive of contemporary Portuguese architecture available today.
His photographic work has become the expression of a still unprecedented potential in the short history of this new autonomous field. His archive has become indistinguishable from the reality of Portuguese architecture to which, naturally, all Portuguese architects aspire to be a part. Regardless of his own volition, Fernando Guerra has become the maker of the empire.

Pedro Gadanho is an architect, curator and writer based in Lisbon. He is an MA in art & architecture, holds a PHD on architecture & mass-media from F.A.U.P., where he currently teaches. He is the editor-in-chief of the bookazine BEYOND, Short-stories on the Post-Contemporary, curates the blog Sfrapnel Contemporary and contributes regularly to other international publications. He co-authored two TV series and, between 2000 and 2003, was one of the chief curators of ExperimentaDesign, the Lisbon Biennial. He curated Metaflux, the Portuguese representation at the 2004 Architecture Venice Biennale, and other exhibitions such as Post.Rotterdam, for Porto2001, Space Invaders, for the British Council London, Pancho Guedes, for the Swiss Architecture Museum, and most recently Habitar Portugal 2006-1008. Amongst exhibition layouts, galleries and refurbishments, his designs include the Ellipse Foundation in Lisbon, and the widely published Orange House, in Carreço, and Family Home, in Oporto. shrapnelcontemporary


 


A ARQUITECTURA DA FOTOGRAFIA
Manuel Graça Dias

Teve que passar bastante tempo, depois de 1839 e dos primeiros daguerreotipos que reproduziam "quadros" postos à frente do fotógrafo (para alegria e espanto sobretudo daqueles que sempre tinham, secreta e miticamente, ambicionado poder um dia ficar fixados numa tela através do "génio" de um artista pintor), para que a fotografia ganhasse um estatuto próprio, como se sabe.

Se para a pintura foi fundamental essa data -- para se poder começar a desvincular da obrigação de "reproduzir" o real, para se poder dedicar ao que sempre verdadeiramente lhe interessara (o recorte, os contrastes, a luz, a sombra, o despertar da cor ou o seu súbito desvanecimento, tomando como base troços visualizados do mundo real, mas também outras imagens: inventadas, sonhadas, derivadas ou irreconhecíveis) --, para a própria fotografia terá parecido muito pouco provável a saída imediata desse inicial universo de figuração e de composição em espelho, a devolver, simbólico, a quem se desejava ver retratado.

No entanto, ganha a "objectividade" da devolução da imagem, sobrava ainda o subjectivo "olhar" aberto através do quadrado onde batia a luz, nas costas do fole das câmaras fotográficas. O sublime da arte foi descoberto quando se compreendeu o encanto de re-olhar o que já conhecíamos, deixando "em fundo" garantido o "documento" e trazendo "para a frente", a espécie de renovação rectangular que, simultaneamente, o isolava do mundo e do contexto.

[As "câmaras mentem tanto", diz-nos Bill Watterson através da boca de Calvin ("Calvin & Hobbes", Público, 15 de Outubro de 2002)].

A fotografia "documental" passou a existir (daí o seu encanto) neste estreito esmagamento temporal, entre a felicidade do acontecimento, do ambiente ou da acção a reproduzir e o vislumbrado novo modo de os "enquadrar" (com a assistência da "técnica", que permitirá a melhor abertura face à luz, o melhor "foco", a melhor profundidade de campo).

A "Fotografia de Arquitectura" inserindo-se nesta categoria, obrigará, ainda, suplementarmente, a um enorme rigor em qualquer dos níveis considerados.

Exigir-se-lhe-á, primeiro, que nos devolva a compreensão do espaço retratado. Tarefa impossível, porquanto o espaço e as suas múltiplas dimensões não se deixam "prender" na bidimensionalidade da convergência perspéctica da reprodução fotográfica; mas uma "aproximação", uma "aproximação" que nos acorde as memórias de outras experiências e que nos sugestione o tipo de espaço, as preocupações do autor, o que sentiu o fotógrafo que o habitou antes de no-lo tentar devolver e à pesada leveza do que o envolve.

Quanto tempo (dias) aguardará pelo sol? Aquele sol -- daquele dia -- as sombras que provoca? Não para "falsear" na revelação a sua estadia, mas porque sentiu caracterizador (e então uma boa hipótese de sugestão), aquela particular sombra de um dia de Verão.

Depois o olhar, o tal quadrado ou quadro que é o interior do enquadramento: como vai o fotógrafo de arquitectura "enquadrar"? O que omitirá? De que cuidados e éticas se rodeará, com a caixa aberta perscrutando o construído? Procurando o real? Revendo o real?

Só depois a "técnica", mediando ambas, pedida por ambas. E representar a Arquitectura irá exigir a ilusão de eliminar a distorção perspéctica, encontrando o non troppo herdado da composição renascentista, regressando à alvenaria plasmada em plano que o nosso olhar, educado por séculos de imagens, aprendeu a admitir. Entram as lentes ajustadas e as baterias de máquinas aqui; por vezes, ainda um pouco de photoshop, para anular um prematuro grafitti, uma mancha quase mínima ou uma sombra que só a cuidadosa observação posterior da imagem revelou.

Mostrar a arquitectura. Todos os arquitectos se julgam fotógrafos. Vítor Figueiredo especulava sobre o tema.

O que levará os arquitectos a sentirem-se tão à vontade por aí, sabendo nós que só de alguns -- poucos --, nos interessarão as fotografias?

Os arquitectos emocionam-se com a arquitectura: com a do passado, com a moderna, com a qualidade e com a originalidade do espaço, com o acerto geométrico do espaço que o espaço parecerá conter. E querem guardar essas emoções. Querem (imaginam querer), mais tarde, poder olhar o pedaço de real, recompondo mentalmente esse real. Querem copiar, transportar aquela emoção, refundi-la, eventualmente, noutros contextos, também reais.

Muitos tropeçarão, por isso, na armadilha da "objectividade". Outros divagarão sobre o olhar, propondo-nos outros olhares. A poucos sobrará a necessária paciência para, emocionados, aguardarem o acordar da manhã, o primeiro raio de sol ou então o último, a sombra longa estendida, o brilho no cerâmico, a passagem dos bandos de pássaros à hora da algazarra.

Na sua actividade solitária, privilegiarão os corredores vazios para melhor poderem, e mais à vontade, experimentar, testar, inventar o olhar.

Só quando virem passar ao longe fugaz um aluno, numa escola em férias, compreenderão então, quanto aquele vulto, subitamente, é de tal modo definitivo para a compreensão da dimensão do corredor, para o corte da luz que "rebenta" o fundo, para a inscrição da escala, face à altura do todo.

Mas a lenta artilharia técnica não se compadece com a frescura da reportagem que o arquitecto desejaria atenta, acordada e "plástica" face aos acontecimentos.

Ali, onde os acontecimentos seriam o espaço parado existente, mexido pela solene passagem do sol, no enfiado preciso com a porta-corredor-tubo, é o arquitecto-fotógrafo que, depois de tudo ajustar, emprestará ainda o seu corpo à imagem do espaço que anteviu, na ausência desse aluno que só verá do espaço a imagem mais tarde.

 
THE ARCHITECTURE OF PHOTOGRAPHY
Manuel Graça Dias

As is known, it took quite a long time before photography gained its own independent status following 1839 and the first daguerreotypes reproducing “portraits” in front of the photographer (to the delight and surprise of especially those who had, secretly and mythically, always wished to be permanently captured on canvas through the painter’s “genius”).

If this date was fundamental for painting -- in order to begin to free itself from the obligation of “reproducing” reality and to focus on what had always been of true interest (contour, contrasts, light, shadow, bursts of colour or its sudden vanishing, taking as a starting point glimpses of the real world, but also of other images: invented, dreamt, derived or unrecognisable) --, for the photograph itself, an immediate escape from this initially mirrored compositional universe was very unlikely, as it constituted a symbolic return to whomever desired a portrait of themselves.

Nevertheless, with the image’s new-found “objectivity”, a subjective “view” remained, opened by the square where the light shone on the back of the camera’s bellows. The art’s sublime nature was discovered through a marvelled re-examination of what we were already familiar with, leaving the “document” in the “background” and bringing to the “foreground” a kind of rectangular renovation that simultaneously isolated it from the world and its context.

The “documental” photograph has come to exist within this narrow, temporal crush (therein its charm), between reproducing the joy of an environment, event or action and the transient, novel method for “capturing” it (with “technical” assistance, allowing for greater aperture, “focus”, and depth of field).

As part of this category, the “Photography of Architecture” would eventually demand enormous, albeit supplementary, rigour at any one of the levels considered.

First of all, it would require that it return our understanding of the depicted space to us: an impossible task seeing that the space and its multiple dimensions do not lend themselves to being “captured” by the two-dimensional, perspectival convergence of photographic reproduction; it is rather an “approximation”, an “approximation” evoking memories of other experiences and which is suggestive of the type of space, the author’s concerns, of what the photographer who inhabited the space felt before attempting to return it to us, and the heavy lightness surrounding it.

How long (days) will he wait for the sun? That sun -- on that day -- the provocative shadows? Not in order to “distort” his sojourn during development, but because he felt that particular shadow on a summer’s day to be characteristic (and thus a good suggestive possibility).

Following the view, thesaid square in the interior of the frame: how is the architectural photographer going to “frame” it? What will he omit? What precautions and ethics will he surround himself with, the open shutter scrutinising the structure. Searching for what is real? Re-examining what is real?

Only afterwards comes the “technique”, mediating both and required by both. Depicting architecture would come to require the illusion of eliminating perspectival distortion, finding the non troppo inherited from Renaissance composition, returning to the flat moulded masonry that our eye, educated by centuries of images, has learnt to allow for. Adjusted lenses and batteries enter here; sometimes even a bit of photoshop to delete untimely graffiti, an almost minimal spot or a shadow that only a subsequent careful observation of the image has revealed.

Show architecture. All architects see themselves as photographers. Vítor Figueiredo speculated on the subject.

What leads architects to feel so at ease in this field, knowing that the photographs will only interest a few?

Architects are excited by architecture: both from the past as well as modern, by the quality and originality of the space, with the geometric reason it seems to contain. They want to preserve this excitement. They want (imagine they want) to be able to look at a piece of reality later, mentally recomposing this reality. They want to copy and transport that excitement, reshaping it, possibly, for other, real contexts.

Many will therefore fall into the trap of “objectivity”. Others will skirt around the view, proposing new ones. A few will remain with the necessary patience to excitedly preserve the dawn, the first or last of the sun’s rays, the long, extended shadow, its glimmer on the ceramics, the passing of flocks of birds during the hour of din.

In their solitary activity, they will favour the empty corridors to be better able to (and more at ease to) experiment, test, and invent their “view”.

Only in the fleeting distance, when they catch a student in a school closed for the holidays, will they then understand how much that figure is suddenly so definitive for understanding the corridor's dimensions, the sliver of light that splinters the background, the scale’s inscription, faced with the height of the whole.

But the slow technical artillery is not compatible with the freshness of the piece that the architect would like to maintain alert, awake and “malleable” in the face of events.

There, where events would constitute the existing, immobile space, moved by the solemn passage of the sun, on the threaded precision with the door-corridor-tube, it is the architect-photographer who, after adjusting everything, will lend even his body to the space’s image that he has foreseen, in the absence of this student who only later will see the image’s space.




 
RECONFIGURAR O MUNDO
Luís Urbano

Não acredito na objectividade da fotografia. Por mais que muitos tentem apagar as contingências subjectivas da vida quotidiana que contaminam os espaços puros que os arquitectos desenham, uma imagem de um qualquer objecto arquitectónico, ou simplesmente de um objecto, é sempre a imposição de um ponto de vista. De quem fotografa, de quem escolhe o enquadramento, de quem escolhe a luz, o tempo de exposição, o tipo de lente, a máquina. É um olhar que implica uma escolha, ou infinitas escolhas, e é por definição (definitivamente?) subjectivo.

Não acredito no mito do fotógrafo de arquitectura contemplador que acha possível escolher a priori um único olhar sintético que conjugue tudo o que uma obra de arquitectura encerra. A arquitectura é por definição múltipla, dependente de inúmeras variáveis, nunca totalmente apreensível, infinitamente interpretável. A percepção da arquitectura depende da conjugação de múltiplos pontos de vista, da reconstituição mental de inúmeros espaços.

Aldo Rossi, na sua “Autobiografia Científica” reconhece que “a observação das coisas permaneceu, provavelmente, como a minha mais importante educação formal e isto porque a observação se transforma mais tarde em memória”. Ao olhar para trás, Rossi cruza a sua própria cultura, a memória das coisas, “que consigo ver dispostas ordenadamente, como num herbário, num catálogo ou num dicionário”, com a imaginação. Este processo não é linear, havendo um cruzamento entre ambas que produz diferentes significados, isto é, o resultado dessa hibridação é mais do que a simples soma das partes. “Este catálogo, situado algures entre a imaginação e a memória, não é neutral. Reaparece quase sempre nalguns objectos constituindo a sua deformação e, em certa medida, a sua evolução”. O que observámos no passado reaparece na presença do novo, filtrado pela força da memória das coisas, permitindo um novo olhar, com sentido crítico. É a memória que forma o olhar, permitindo a deformação dos objectos, isto é, quando olhamos para um qualquer objecto, arquitectónico ou não, ele transfigura-se quando cruzado com a recordação daquilo que já vivemos.

O olhar de Fernando Guerra é um olhar de arquitecto. Para compreender o espaço, os arquitectos, eventualmente com uma intencionalidade mais consciente que os simples utilizadores, circulam pelos edifícios. Captam a espacialidade da arquitectura deambulando, perscrutando, fazendo associações de ideias, de formas, de dimensões. É através desse movimento que descobrem as infinitas variáveis do espaço arquitectónico, as singularidades que fazem distinguir um espaço significante da miríade de construções insignificantes que invadem o nosso campo visual. E fazem-no cruzando aquilo que vêem com as memórias de outros edifícios que transportam consigo, muitas vezes adquiridas através da observação mediada pela fotografia. A nossa cultura arquitectónica, na impossibilidade de visitar todos os edifícios do mundo, é maioritariamente construída através do olhar de outros.

Através da generosidade de nos oferecer múltiplos pontos de vista de um edifício, as reportagens fotográficas de Fernando Guerra aproximam-se da vivência real do espaço, ao permitir que reconstituamos um lugar através da soma de todas imagens. Nesse sentido aproxima-se também da linguagem cinematográfica, não só pela implícita ideia de movimento que as suas imagens transmitem mas também pelo sentido narrativo que lhes imprime o fotógrafo. E daí a necessidade, quase obsessiva, de incluir personagens nos seus enquadramentos. Por vezes personagens anónimas, outras vezes os arquitectos, muitas vezes o próprio fotógrafo. Certamente não por qualquer vontade de auto representação, mas pela necessidade de dar sentido e escala a um determinado espaço, que na ausência de uma figura humana se tornaria incompreensivelmente abstracto. Há uma vontade de que cada imagem encerre um fragmento de vida, uma história pessoal, mas onde os personagens são suficientemente indefinidos, vultos quase, para deixar o observador imaginar o quadro que entender. Como em Julius Schulman, as imagens de Fernando Guerra procuram, para além de representar a arquitectura, captar um sentido de lugar, uma atmosfera que define a época contemporânea. Mas o que em Schulman era intencionalmente encenado, com um sentido narrativo por vezes demasiado literal, em Guerra é intencionalmente difuso, permitindo imaginar todas as histórias que aí terão lugar.

A palavra perfeição encerra uma certa radicalidade, já que implica um estado limite, sem evolução possível. Quando se atinge a perfeição nada mais há a fazer senão contemplar o belo. Mas ao mesmo tempo a busca da perfeição pode ser um acto generoso. Quando se tem por objectivo encontrar as melhores imagens para representar a essência e o conceito de um edifício, está-se a responder aos desejos daqueles que o projectaram. Tal como os arquitectos reconstroem um mundo particular em cada projecto, procurando dar um sentido de unicidade a partir das variáveis com que se confrontam - do cliente ao lugar, da geografia ao orçamento, das contingências materiais às limitações estruturais - as fotografias de Fernando Guerra devolvem à arquitectura essa procura da perfeição possível, “intensificando a realidade retratada”, reconfigurando o mundo que a rodeia.

Mundo Perfeito, livro e exposição, mostra também a vontade de conjugar arquitecturas que partilham uma mesma identidade, a arquitectura feita em Portugal, hoje. Não fossem as conotações demasiado politizadas, mundo aqui poderia querer dizer mundo português. Mas um mundo português agora aberto aos outros mundos, plural, democrático, cosmopolita. A circunstância de serem obras feitas em território português ou por portugueses noutros territórios, e apesar da volatilidade do que hoje representa a ideia de fronteiras e identidades nacionais, não deixa de constituir um denominador comum que justifica a sua aglutinação num conjunto reconhecidamente heterogéneo mas unificado pelo olhar de Fernando Guerra. O seu trabalho, e basta passar pelo ultimasreportagens.com para o perceber, não se limita apenas a um acervo de imagens de arquitectura, valiosíssimo por sinal, pelo que significa de possibilidades de divulgação dentro e fora de portas; antes se institui como um discurso autónomo e original sobre a arquitectura portuguesa contemporânea.


 

MUNDO PERFEITO
Ana Vaz Milheiro

A arquitectura está associada aos primórdios da fotografia: “No início da invenção fotográfica, devido aos longos tempos de exposição e à pouca maleabilidade dos químicos, a imobilidade do objecto fotografado era indispensável." De objecto adequado à reprodução através do método daguerreótipo, o edifício acabou mais recentemente como tema para a fotografia contemporânea. A tendência tem-se sobreposto à prática corrente de fotografar arquitectura. O efeito sobre o observador comum é relevante. Tomando-se como objecto de artistas, mais precisamente de fotógrafos-artistas, a arquitectura perde materialidade na mesma proporção em que a fotografia que a representa deixa de desejar captar uma dimensão “real”.

O processo pode ser talvez ilustrado através da forma como também os meios de produção da arquitectura – como as maquetas – têm vindo a incorporar o universo dos artistas e dos fotógrafos. Casos como o de Thomas Demand são disso exemplo. Demand fotografa maquetas simulando lugares ou construções onde ocorreram factos “reais” e, na maior parte das vezes, mediáticos. Por vezes essas maquetas são “adulteradas”, intervindo-se deste modo sobre a memória colectiva de um determinado acontecimento onde a arquitectura desempenhou um papel significativo. Ao fotografar a maqueta de um edifício não construído de Albert Speer para a Exposição Internacional de Paris de 1937, Demand “refez” a maqueta sem os símbolos do nazismo, e assim “em Modell, o edifício de Speer aparece representado a branco na tradição modernista.”

Estes registos são todavia “não documentais”, inscrevendo-se portanto no domínio da arte. A sua relevância para a arquitectura assenta no entendimento sobre a prática que de modo genérico provoca no público – precisamente por alterar as percepções ligadas ao contexto, ao espaço, ou aos materiais (cores, texturas, etc.).

Fotógrafos conceituados mantêm uma forte ligação com obras de certos autores. O trabalho de Thomas Ruff, por exemplo, tem um vínculo importante com a arquitectura de Jacques Herzog e Pierre de Meuron, chegando mesmo a conseguir que imagens bidimensionais substituam no imaginário corrente os edifícios projectados pelos dois arquitectos.

A ligação data de 1991, quando Ruff realizou as fotografias que representaram o trabalho deste escritório sediado em Basileia na Bienal de Veneza. Não foi a primeira incursão de Ruff pela arquitectura (que remontava a 1987), mas revelou-se exemplar: “Ruff had never heard of the Swiss architects and initially turned the job down. He knew how demanding architectural photography is. You can only work on Sunday morning when traffic and pedestrians are at a minimum and only from the beginning of January to mid March, when the lighting is right, thanks to the overcast skies.” Supostamente, exigências técnicas restritas dificultavam a concretização do projecto.

Havia ainda um outro argumento significativo que Ruff a dada altura teria evocado: tratando-se de um artista plástico não desejava ser recrutado para um trabalho. Este aspecto da relação inicial entre Ruff e os arquitectos mostra como há nesta ligação uma liberdade muito particular que é gerida pelo artista e não pelo “encomendador”. Fica claro neste testemunho que quem definiu as regras foi o fotógrafo, não os arquitectos. Dos edifícios fotografados, seriam míticos os processos utilizados com o objectivo de tornar o resultado “pictórico”. Sem profundidade, o espaço manter-se-ia “não representado”. Em alguns casos as imagens foram manipuladas ao ponto de se retirar os elementos que inibissem uma leitura “plana” dos edifícios. E também aqui se chegou a fotografar maquetas em vez das obras.

“A arquitectura torna-se imagem”, escreve a este propósito Pedro Bandeira. A fotografia autonomiza-se do seu tema – apropria-se e modifica…“A picture is a picture. It should not generate the illusion of depth. Reality can be as deep as it wants. I make my picture on the surface.” Não se trata exactamente de desenvolver uma relação com a arquitectura, antes com uma imagem que se pode fabricar a partir dela.

Para Herzog & de Meuron, Ruff fotografa essencialmente exteriores; enquanto Candida Höfer, outra alemã, prefere os espaços interiores escolhidos ao acaso e sem um enquadramento arquitectónico autoral, histórico ou estilístico. “As fotografias de Candida Höfer são sobre as qualidades estéticas do espaço, os seus limites e sobre a relação que o olhar estabelece com as grandezas determinadas arquitectónica e escultoricamente”. Se as suas imagens surgem conjecturalmente como mais “arquitectónicas”, na verdade, não o são e o “seu ímpeto é … puramente fotográfico.” Höfer recorda-o: “Há sempre uma diferença entre a imagem e o que chamamos de realidade. Às vezes as pessoas esquecem-se disso quando deparam com o ‘medium’ fotográfico. Trata-se de um mal entendido histórico sobre esse ‘medium’.”

Apesar de se afastarem do mundo da arquitectura, como é aqui explicado pela fotógrafa alemã, imagens de artistas como Ruff ou Höfer têm causado um forte impacto entre os arquitectos, repercutindo-se nas representações que alguns procuram – enquanto autores de edifícios – da sua própria arquitectura. Talvez porque reforçam o carácter esteta da obra e uma certa inacessibilidade que garante a conotação do edifício como peça de excepção. Em Portugal, a representação da obra dos irmãos Aires Mateus pelo fotógrafo Daniel Malhão aproxima-se desta tendência. No entanto, para que essa representação não perca eficácia comunicativa é indispensável que a arquitectura seja o objecto da fotografia e não apenas o tema, isto é, que não seja somente um tema tratado como o nu ou a natureza morta na pintura. Este facto faz sobreviver a fotografia de arquitectura enquanto acto isolado da produção de arte. E frequentemente essas imagens não são vistas com autonomia artística, merecendo até desconfiança nos circuitos expositivos.
É também habitual, os arquitectos estabelecerem ligações de dependência em relação a certos “enquadramentos fotográficos”. Fazendo a conversão para a realidade portuguesa, pode-se trazer aqui o caso dos edifícios de João Luís Carrilho da Graça, maioritariamente fotografados por Maria Timóteo, fotógrafa “residente” do escritório. E há, é claro, o domínio da objectiva “realista” de Luís Ferreira Alves que imprime um cunho “não artificioso” aos seus registos – aproximando-se de uma captação tendencialmente mais “autêntica”. A sua “visão” acabaria por interpretar um certo tom lacónico da arquitectura portuguesa inscrita na tradição da Escola do Porto, tornando-o um dos mais “alinhados” fotógrafos nacionais. Num plano mais autoral estaria, por exemplo, José Manuel Rodrigues, na sua prática intermitente de fotógrafo-de-arquitectura onde claramente predomina a persona artística, como comprovam os seus registos de edifícios sizianos. Os diferentes registos das Piscinas de Leça, captados num tempo longo, são a este propósito eloquentes.

Estamos, é claro, no universo de fotógrafos que, ao contrário de Demand, Ruff ou Höfer, estão em condições de reproduzir edifícios e não apenas de fabricar imagens motivadas por eles. Significa que a fotografia não é aqui um fim em si mesmo, mas um meio. Fernando Guerra está neste último grupo. É um fotógrafo que, tendo formação como arquitecto, mede bem as demandas que a arquitectura solicita. Deliberadamente não a trata como tema artístico, o que não significa que as suas imagens não sejam extremamente “calculadas”.

Fotografar arquitectura é, na sua génese, um gesto “comedido”: trata-se de entrar na obra do “outro” e captar o que lhe é fundamental, sem comprometer a lógica dos seus conteúdos. Não se deseja “modificar” – numa referência óbvia ao trabalho de Ruff sobre os edifícios de Herzog & de Meuron –, antes “fixar”. Parece portanto ser um lugar difícil à criatividade de autor já que, aparentemente, o fotógrafo prescinde da centralidade do seu olhar para deixar o edifício fluir através das imagens. As mesmas imagens que construirão a memória futura que se formará desses edifícios.

A fotografia constrói uma imagem alternativa à arquitectura e, num universo mediático, confunde-se com a própria arquitectura. No domínio do público, o reconhecimento da “excepcionalidade” de um edifício está muitas vezes associado ao seu registo em fotografia. Significa que, para chegar a um plano de maior comunicabilidade, a arquitectura depende muito de quem a fotografa; principalmente do modo como é fotografada.

Metodologicamente, o processo de trabalho de Fernando Guerra é extremamente escrupuloso, procurando não descurar algum detalhe que possa vir a revelar-se fundamental na compreensão do edifício: a exposição à luz (diurna/nocturna); o posicionamento da objectiva; o movimento coreografado das pessoas. Fernando Guerra “vê” inclusive pormenores que estão inacessíveis a olho nu; perspectivas insondáveis. Possui um profundo domínio dos skills técnicos. As suas fotografias são meticulosamente preparadas, mesmo na gestão do próprio serviço que as tecnologias podem fornecer para um apuramento da “perfeição”. Evolui depois para a determinação do melhor enquadramento possível, o que faz delas, imagens límpidas e “puras”, livres de qualquer intromissão que possa comprometer o equilíbrio compositivo (que também é gráfico) e a clareza do objecto fotografado. O universo da arquitectura que Fernando Guerra nos propõe é, quase sempre, um mundo perfeito. Panorâmico. Não-contaminado. Luminoso.

É neste sentido que Fernando Guerra lança um olhar generoso sobre a arquitectura que regista. Entre os edifícios que fotografa, não se percebe, exactamente, um juízo de valor sobre os conteúdos da arquitectura; antes um controle, ao nível das emoções, que busca homogeneizar todos os registos. Portanto, cultiva-se a ausência de qualquer moralismo-crítico que possa interferir com o resultado final da imagem e que busca posicionar-se (arquitectonicamente) num plano neutral, valendo-se a si mesmo. É simultaneamente um mundo onde não há arquitecturas melhores, nem piores. O fotógrafo, ao contrário do fotógrafo-artista, é convocado e responde através do seu conhecimento de expert. Se manipula a imagem, isto é, se lhe retira um excesso qualquer de “realismo”, fá-lo consciente que trabalha num domínio de imparcialidade.

Este aspecto opõe-se às relações históricas que durante o século XX lançaram uma teia de cumplicidades “emocionais” e discursivas entre arquitectura e fotografia. Basta recordar que Reyner Banham associou as raízes do Movimento Moderno à vulgarização de imagens de complexos fabris americanos e canadenses a partir da sua publicação num artigo de Walter Gropius editado no âmbito da Deutscher Werkbund, “Die Entwicklung Modern Industriebaukunst”, em 1913. “The impact of these illustrations … was felt throughout ‘modern Europe’ and registered as early as 1914 in the work of Antonio Sant’Elia and Mario Chiattone, the architects members of the Futurist circle in Italy, and even more strikingly in the sketchbooks and imaginary projects of Erich Mendelsohn.” Também se reconhecia nas imagens a preto e branco que divulgaram os primeiros edifícios de Le Corbusier ou de Mies van der Rohe, uma forte intencionalidade plástica “moderna”. O mesmo princípio que anulou as fortes cores primárias do neoplasticismo De Stilj ou o expressinismo de Bruno Taut, possibilitando essa invenção incrível que foi o International Style.

Mas talvez uma conivência de carácter mais “ideológico” seja mais perceptível nos ensaios sobre imagem que o edifício da Bauhaus, em Dessau, de Gropius, provocou entre os estudantes da escola. Aí, um certo experimentalismo arquitectónico manifestava-se na desconstrução da estaticidade fotográfica. Em Portugal, Mario Novaes, por exemplo, procurou igualmente servir os arquitectos modernos portugueses na propagação de uma imagem de “modernidade”. Imagens nocturnas registadas pelo seu irmão Horácio Novaes, como a de um edifício de Keil do Amaral – a Feira das Indústrias Portuguesas, em Lisboa –, mostram bem até onde o trabalho do fotógrafo podia ser determinante na consolidação de uma iconografia moderna.

Nas fotografias de Fernando Guerra desfazem-se as cargas mais idiossincráticas de cada um dos projectos que o fotógrafo vai percorrendo. Fernando Guerra trabalha sobre a imagem como se descarnasse os edifícios – cuidadosamente –, até sobrarem somente elementos, texturas, luzes, sombras. Invariavelmente, os edifícios são sempre fotografados antes de existir dentro deles uma vida “normal”. As pessoas são contornos, figuras estilizadas e fugidias. Há uma tonalidade semelhante nos vários trabalhos que os aproxima, mais do que os diferencia, permitindo reconhecer o “olho” do fotógrafo e, apesar do tempo se encontrar “parado” nestas imagens, há inequivocamente a expressão de uma época, visível num quadro harmonioso.

Talvez por isso, numa primeira impressão, revisitam-se as obras que dão corpo às fotografias como se percorresse “mentalmente” o mesmíssimo objecto. Mas os fragmentos (arquitectónicos), que delas vão transbordando, são reconhecíveis e possibilitam, apesar de tudo, chegar-se a cada um dos edifícios, impedindo que a leitura passe para um plano totalmente abstracto.
Retirados do seu contexto específico e reintroduzidos numa sequência genérica, estes elementos permitem, por contraste, refazer um quadro mais aberto. Essa abertura comporta um risco – que aqui parece ter sido previamente ponderado –, o de filtrar todos os projectos pela mesma rede, reduzindo-lhes a espessura própria que os distancia. Alguns edifícios suportam pior esta abordagem, o que ameaça a estabilidade desse “mundo perfeito” que aqui se recria. Tornando-se corpos estranhos no trabalho de Fernando Guerra, também o enriquecem e permitem-nos fazer notar que muito provavelmente estamos perante um dos mais eficazes fotógrafos portugueses que se dedicam a esta área tão específica e, à qual, a arquitectura tanto exige.

Adaptação do artigo “Mundo Perfeito, Arquitectura e Fotografia”, publicado no jornal Público, suplemento Mil Folhas, 26/03/2005, p. 22



 

FOTO-SÍNTESE
Nuno Grande

«A evolução recente daquilo a que podemos chamar “fotografia de arquitectura” tem sido um espelho eloquente das relações que a sociedade contemporânea estabelece com a produção arquitectónica.
Se olharmos esse espelho a partir do campo da arte, percebemos que, nunca como hoje, tantos criadores retrataram a arquitectura enquanto objecto das contradições dessa sociedade, expondo-a de forma crítica e crua. Que dizer, por exemplo, da visão de fotógrafos como Andreas Gursky, Thomas Ruff ou Axel Hütte?
Olhando para o outro lado do espelho, e desde o campo da cultura mediática, constatamos que, nunca como hoje, tantos “meios” retrataram a arquitectura como um produto sedutor dessa mesma sociedade, expondo-a de forma ostensiva e espectacularizada. Que dizer da profusão recente de artigos e imagens selectas de “arquitecturas de autor” em suplementos culturais e turísticos de jornais ou revistas de lifestyle?
Este duplo tratamento constitui um sinal dos tempos: no seu esforço de apropriação do quotidiano cultural e social, iniciado na década de 60, a arquitectura tornou-se, ela própria, num peão desse jogo extremado entre a reflexão crítica, na arte, e o consumo acrítico, no mercado. No mesmo sentido, a commodification da obra arquitectónica – isto é, a sua conversão num “consumível” –, dificulta hoje o posicionamento de um “fotógrafo de arquitectura” que se apresente, não como artista, nem como mercador de imagens, mas tão-somente como um viajante entre espaços.
É neste contexto que devemos situar o trabalho de Fernando Guerra, arquitecto e fotógrafo que, desde 1999, se vem afirmando no panorama nacional, documentando a produção arquitectónica portuguesa, e sobretudo a obra de uma nova geração de criadores. O seu apuro fotográfico sedimentou-se em sucessivas “reportagens” de viagem que, a partir de 1987, tomaram como tema central a paisagem urbana do Oriente, e sobretudo de Macau, cidade onde viveu alguns anos. Disparando compulsivamente a sua Reflex de 35 mm, sempre em punho, Fernando Guerra foi definindo um método errante mas diligente de retratar ambientes, gentes e pormenores que acabaria por distingui-lo da postura mais tradicional de outros fotógrafos portugueses já consagrados nesta área. Essa distinção estabeleceu-se não apenas na dimensão utilizada – raramente optando por câmaras de médio ou grande formato – como também no modo de apropriação da obra de arquitectura.
Assim, e enquanto outros estudam demoradamente os melhores ângulos, Fernando Guerra “deixa-se perder” no espaço, captando empiricamente essa descoberta irreflectida e inocente; enquanto outros instalam pacientemente as suas câmaras sobre tripés à espera da melhor luz, Guerra procura, irrequieto, a incerteza do “instante” em que uma sombra muda ou um vulto passa; enquanto outros retratam fria e analiticamente o seu objecto em apenas duas ou três exposições, ele colecciona centenas de imagens que reedita depois, enquanto síntese da sua “reportagem”. Uma postura demasiado “comercial” ou “artificial”, dirão uns; uma postura descomplexada, dizemos nós, que percebe o seu tempo e que define inteligentemente o seu lugar nesse jogo contemporâneo entre arte e mercado, a que nos referimos antes.
Fernando Guerra conhece as regras da composição fotográfica, a importância da luz, o poder de um enquadramento; isto é, compreende a fotografia como “ofício” artístico. Conhece, por outro lado, os mecanismos hoje impostos à edição de arquitectura, a importância de uma “foto-síntese”, o poder da massificação e da celeridade do consumo mediático; isto é, compreende a imagem como instrumento insubstituível da difusão cultural, algo que vem testando, juntamente com o seu irmão Sérgio, a partir do “sítio” digital que ambos criaram sobre o seu trabalho (contando hoje com mais de 250 obras fotografadas e mais de 1000 visitas diárias).
Poderá parecer-nos perverso que essa difusão nos “novos media” – em sites, blogues ou newsletters – se tenha tornado num meio comum de descoberta dos arquitectos e das suas obras, conferindo aos fotógrafos e webdesigners o papel que antes pertencia aos críticos e editores tradicionais; mas esta é a realidade global em que Fernando e Sérgio Guerra se movem e que procuram qualificar fazendo do seu “sítio” uma plataforma de cruzamento e de ligação entre tantos outros endereços e autores com diferentes aprofundamentos. Não surpreende, por isso, que num momento em que, a nível internacional, se acentua o interesse editorial pela nova arquitectura portuguesa – em publicações recentes, da Espanha ao Japão, da Itália à Rússia, da França à Coreia – as fotografias de Fernando Guerra preencham as capas e os conteúdos de revistas como Arquitectura Viva, L’Architecture d’Aujourd’hui, A+U ou Casabella, ou ainda da Wallpaper, Ícon, Blueprint, ou Frame. Embora distintas, todas elas constituem, como dissemos, faces do mesmo espelho.»

Excerto do texto publicado in “Mundo Perfeito – Fotografias de Fernando Guerra”, Publicações FAUP, 1ª edição, Porto 2008.

 


 

Nasceu em Lisboa, em 1975.

Licenciou-se em Arquitectura em 1998 pela Universidade Lusíada de Lisboa.

Trabalhou em diversos ateliers em Lisboa antes de fundar o atelier e estúdio FG+SG - Fotografia de Arquitectura, em sociedade com o seu irmão Fernando Guerra.

É o responsável pela produção das reportagens e gestão geral do atelier.
 


Born in Lisbon in 1975.

Degree in Architecture in 1998 from Lusíada University in Lisbon.

Worked in various ateliers in Lisbon before establishing the atelier and studio FG+SG - Architectural Photography, in association with his brother Fernando Guerra.

Is responsible for managing the office.

 
DESTAQUES / HIGHLIGHTS



NOTÍCIAS / NEWS

EXHIBITION: SHADOW OF LIGHT / A PORTRAIT OF ÁLVARO SIZA
A obra de Álvaro Siza por Fernando Guerra


A LUZ DA SOMBRA / UM RETRATO DE SIZA
A obra de Álvaro Siza por Fernando Guerra

O que ambos anseiam é dominá-la, controlá-la, manipulá-la. Nessa procura criam sombras, volumes, espaços, perspectivas, ambientes, profundidades, detalhes. Realidades quase irreais de beleza, de conforto, de harmonia. Em ambos há intranquilidade na procura e a vontade de fazer melhor. Sempre. Retratam-se, mutuamente, no espaço e no tempo, tornando-se intemporais. Álvaro Siza e Fernando Guerra trabalham a luz. Sem ela o trabalho de ambos não tem significado, objectivo, razão.


SHADOW OF LIGHT / PORTRAIT OF SIZA
The work of Álvaro Siza by Fernando Guerra

What they both yearn for is to dominate it, control it, manipulate it. In their search they make shadows, volumes, spaces, perspectives, environments, depths, details. Realities that are almost unreal in their beauty, comfort and harmony. Both of them are unsettled by their pursuit and desire to do better. Always. They both portray themselves, in space and time, and have become timeless. Álvaro Siza and Fernando Guerra work with light. Without light the work of either is without meaning objective or reason.

Galeria Macpro, Macau, CHINA
5-28 September 2014

LOJA MISTRAL | STUDIO ARTHUR CASAS
International Property Awards


Loja Mistral | Studio Arthur Casas
INTERNATIONAL PROPERTY AWARDS

A Loja de vinhos Mistral do Studio Arthur Casas, fotografada em 2012 por Fernando Guerra é a vencedora do International Property Awards 2014-2015 na categoria Retail Interior.

ILHA DO FOGO
FG Stories


FULL STORY
 
Parque Natural da Ilha do Fogo, Cabo Verde
Oto arquitectos


"Na Ilha do Fogo, a 1800 m de altitude, dentro da cratera do vulcão, está fixada uma povoação com cerca de 1200 pessoas, à margem da legalidade, ocupando terrenos do Estado, onde organizam as suas actividades principalmente agrícolas, garantido a sua sobrevivência numa das mais pobres zonas de Cabo Verde.
O estatuto de área protegida de interesse nacional forçou a delimitação de zonas de cultivo, com limites de construção e introdução de normas, contrariando a ocupação livre da povoação, gerando colisões de vontades e interesses com confrontos frequentes.
O Projecto da Sede do Parque Natural do Fogo, nasce das necessidades da consolidação da identidade de uma área protegida e da conciliação da povoação com a nova gestão do Parque.
Assim, foram concebidos e criados espaços de lazer e culturais para usufruto tanto dos habitantes de Chã das Caldeiras como de visitantes; espaços de trabalho também foram criados para a fixação de técnicos ligados à gestão e tratamento da área protegida.
A paisagem natural, muito marcada pelo vulcão e cratera, é de uma beleza única e rara, com potencial para vir a alcançar estatuto de património mundial. Neste contexto, a ideia base passou por projectar um edifício de modo a ser parte da paisagem e a paisagem ser parte do edifício, havendo como que uma fusão de peles escuras.
De dia os muros compridos desenham o edifício e cozem-se com a estrada criando um labirinto e jogos de sombra.
De noite qualquer luz é demasiada, pelo que para proteção das aves autóctones, toda a iluminação é indireta.
Os desafios da escassez de recursos locais tornaram-se em oportunidades e, desta forma, o edifício foi feito pela população e para a população, utilizando técnicas e materiais locais.
Para colmatar a não existência de qualquer rede pública, o edifício tem a autonomia energética garantida com energia solar e a rede de águas é dupla, aproveitando a água das coberturas e as águas da utilização diária complementada com grandes depósitos, abastecidos anualmente com recurso à pluviosidade.
Todo o edifício é envolvido por rampas e espaços com espécies vegetais representativas do parque natural que se estendem para o exterior do edifício, fundindo-o com a envolvente.
O edifício é dividido em duas zonas; Zona cultural composta por auditório coberto, auditório aberto, biblioteca e bar esplanada; Zona Administrativa composta por salas de reuniões, salas de trabalho, laboratório e áreas técnicas.
Com a sede em funcionamento, está valorizado o Parque Natural do Fogo, acrescentando algo mais aos tecidos social, cultural e económico da Ilha, passando a integrar e a valorizar de uma forma harmoniosa todo o espaço envolvente; a sede é para ser sentida como uma nôs cása nas terras de Djarfogo".

Oto arquitectos
  Fogo Island Natural Park, Cape Verde
Oto arquitectos


"On Fogo Island, at 1800 meters of altitude, in the crater of the volcano, there is a village with about 1200 people living on the fringes of legality, occupying lands of the state where they organize mainly agricultural activities, ensuring their survival in one of the poorest areas of Cape Verde.
The status of protected area of national interest forced the zoning of farming, with limitation to construction, and introduced rules against the free occupation of the town, generating collisions of interests with frequent clashes.
The Project of the Headquarters of Fogo’s Natural Park was born from the need to consolidate the identity of a protected area and to conciliate the population with the new park management. Accordingly, we designed and created spaces for cultural and recreational enjoyment for both residents of Chã das Caldeiras as for visitors; Workspaces were also created for employing technicians that will be responsible for the management and treatment of the protected area.
The natural landscape, deeply marked by the volcano and its crater, is a unique and rare beauty, with the potential to become a world heritage site. In this context, the basic idea was to design a building so as to be part of the landscape and the landscape being part of the building, and to have sort of a melting of darker skins.
During daytime, the long walls shape the building and blend with the road creating a maze and a mix of shadows.
At night, bright light is avoided, so to protect the native birds, all lighting is indirect.
The challenges of shortage of local resources became an opportunity and, therefore, the building was made by the people and for the people, using local materials and techniques.
To address the lack of any public utility grids, the building has a guaranteed energy independence with solar energy as the main source and a double water grid; water is taken from the roofs and daily used water supplemented with large deposits, stocked annually after the rainy season.
The whole building is surrounded by ramps and spaces with representative plant species of the natural park extending to the exterior of the building and merging it with the surroundings.
The building is divided into two zones: Cultural Zone - composed of a covered auditorium, an open auditorium, library and terrace bar; Administrative Zone - comprises meeting rooms, offices, laboratory and technical areas.
With the Headquarter fully operational, the Natural Park is increasingly valued, which contributes to enrich the social, cultural and economic sectors of the island, starting to integrate and enhance in a harmonious way the surrounding space. The head office is to be felt as nôs cása in the land of Djarfogo".

Oto arquitectos


O LAGO DOS CISNES
FG Stories


FULL STORY

O Lago dos Cisnes
Companhia Nacional de Bailado

A Companhia Nacional de Bailado apresenta nesta temporada uma curta série de espectáculos de ‘O LAGO DOS CISNES‘ uma nova produção estreada no ano passado e que conta com os figurinos assinados por JOSÉ ANTÓNIO TENENTE.

De 17 a 25 de Maio
Teatro Camões, Lisboa

SUL
FG Edition




FG Edition é uma linha de acessórios de fotografia desenhada pelo fotógrafo português Fernando Guerra.

"Privilegiamos a simplicidade e perfeição. As nossas alças resistem ao tempo e ao peso da sua máquina fotográfica. São executadas à mão, por artesãos, em edições limitadas, numa pequena aldeia perto de Lisboa. Alças que envelhecem desgastando-se nas suas viagens, marcadas pelo toque das mãos, pescoço, suor e sol. Acompanham-no no registo de momentos únicos, gravados, não como pixéis, mas como tatuagens sobre a pele. Alguns modelos podem apresentar irregularidades, imperfeições e cicatrizes na pele, próprias de um curtimento sem tratamento."

Disponível no website SUL


FG Edition is a line of photo accessories designed by portuguese photographer Fernando Guerra.

"We favour simplicity and perfection. We make straps that endure the test of time and the weight of the camera. They are manufactured in limited editions in a small village near Lisbon using leathers that truly inspire us. Leather that ages along with your travels and becomes worn and marked with the repetitive touch of hands, neck, sweat and sun. Along with your camera, they keep you company, collecting moments, recorded not as pixels but as tattoos on its skin. Simple straps, inspired and designed by a renowned photographer. And called FG Edition. Because we only use natural leather, it might have minor color or shape irregularities in the same strap. We call it, history."

Available on the SUL website




Também disponível na:
Also available on:

Colorfoto
Av. da Igreja, 39 D/E
1700-233 Lisboa

A Vida Portuguesa
Rua Anchieta, 11
1200-023 Chiado, Lisboa

JORNAL i 29 Abr 2014
Fernando Guerra: À procura da imagem impossível de replicar


Jornal i 29 Abr 2014
por Vanda Marques

"As sessões fotográficas são como tatuagens: não há desculpas para erros. Quem o diz é Fernando Guerra, fotógrafo de arquitectura, que está a chegar aos 2500 trabalhos publicados em revistas de referência mundial, como “Casabella”, “Wallpaper*”, “Dwell”, “Icon”, “Domus” ou “A+U”. Com 43 anos, colabora com vários arquitectos portugueses, como Álvaro Siza, Manuel Mateus, Manuel Graça Dias, e internacionais, como Márcio Kogan ou Zaha Hadid, entre outros. Criou o estúdio FG+SG com o irmão Sérgio Guerra, e juntos tornaram-se os difusores da arquitectura contemporânea portuguesa nos últimos 15 anos. Pode acompanhar tudo no site ultimasreportagens.com. Falámos com o fotógrafo sobre um dos seus mais recentes trabalhos, as imagens do Centro de Artes Nadir Afonso, em Boticas. Ideias trocadas por email, já que anda sempre em trânsito. O embaixador da Canon Europa na categoria de fotografia de arquitectura tinha acabado de chegar de Cabo Verde, onde captou “um edifício que vai fazer história, no meio da cratera do vulcão do parque natural da ilha do Fogo”. Uma conversa feita de imagens, já que o seu trabalho é uma entrega total: «É preciso trabalhar todos os dias e não ter tempo para mais nada».”

Ler artigo em PDF

PAPERHOUSES
Decisive Moment: Conversation with Fernando Guerra


I do not want to call it an interview - it was a fabulous discussion that Fernando Guerra led as a loose narrative with notes on work that he practices with hedonism and filled with life. They are all stories dedicated to the great beauty of doing what one loves and letting it grow.

Decisive Moment: Conversation with Fernando Guerra
Read interview at Paperhouses

Instante decisivo: Una conversación con Fernando Guerra
Ler entrevista en Archdaily

BEST NEW PRIVATE HOUSE
Isay Weinfeld


GENESES HOUSE by Isay Weinfeld
Photographed last month by Fernando Guerra


In the São Paulo neighbourhood of Morumbi, this family home efortlessly blends indoors and outdoors in characteristic Brazilian style. Designed by Isay Weinfeld, it is spread across three foors. Staf quarters and a car park are on the lower ground; the family’s sleeping areas and guest bedrooms are on the frst; and the main living areas, gym and relaxation room are on the top foor. The interior is clad in reclaimed wood, and large glass openings create a glimmering light and open the main living spaces onto a garden and pool.

PORTUGUESE CONTEMPORARY HOUSES
Uzina Books


PORTUGUESE CONTEMPORARY HOUSES
224 arquitectos | 231 casas


Portuguese Contemporary Houses é a mais recente edição da Uzina Books que representa 231 casas da melhor arquitectura feita em Portugal nos últimos 15 anos, das quais 111 projectos fotografados por Fernando Guerra.

Mais informação em Portuguese Contemporary Houses

WITHIN
Arquitectura – Fotografia – Memória


WITHIN
Arquitectura – Fotografia – Memória


O cubo, metáfora de arquitectura, é desconstruído, revelando a jóia no seu interior.
Primeira edição de uma série exclusiva que pretende divulgar a arquitectura portuguesa. Disponível na Livraria A+A.

As a metaphor for architecture, the cube is deconstructed, disclosing the jewel within.
First edition of a series, that proposes to reveal and promote portuguese architecture. Available at Livraria A+A.


Fotografias de Fernando Guerra
Design Rui Grazina

LIMITED EDITIONS PRINTS
Nova série de impressões


Como vem sendo habitual no final de cada ano, lançamos uma nova série de impressões que disponibilizamos aos nossos clientes e ao público em geral. Esta nova série que tem a particularidade de ter dimensões mais reduzidas e um valor de aquisição mais acessível, é lançada para já com três fotografias que estarão disponíveis na Livraria A+A da Ordem dos Arquitectos e por encomenda directa no nosso site. Uma tiragem limitada de 30 provas assinadas e carimbadas com o selo de qualidade Digigraphie.

01 Casa em Leiria | Manuel Aires Mateus | Fine art digigraphie | 27,4 x 25 cm | 150 eur | Buy

02 Amore Pacific Campus | Álvaro Siza Vieira | Fine art digigraphie | 21,5 x 32 cm | 150 eur | Buy

03 Escola Superior de Música | Carrilho da Graça | Fine art digigraphie | 21,5 x 32 cm | 150 eur | Buy

SMITHSONIAN MAGAZINE COVER © FERNANDO GUERRA / FG + SG
December 2013 issue


Smithsonian Magazine cover
December 2013 issue


Smithsonian Magazine featured one of Fernando photographs of the light bulb installation by LIKE architects in Lisbon as the cover for the December 2013 issue.

Is a special issue where we announce our "Ingenuity Award" winners. The awards are given to people who have made significant accomplishments in the arts, history, technology, science, and social research.

Smithsonian Magazine has a readership of two million, and features articles by world-class writers and photographers on travel, history, natural history, art and science. It is affiliated with the Smithsonian Institution in Washington, DC.

SHED76 / GETTING THROUGH ANALYSIS
Associated Project CLOSE, CLOSER / 2013 Lisbon Architecture Triennale


EXPOSIÇÃO GETTING THROUGH ANALYSIS


Esta exposição questiona a relação de 20 indivíduos e do seu corpo perante o uso de um objeto particular e da subsequente conexão com a arquitetura

FERNANDO GUERRA / Velocímetro

"Quando penso em objectos marcantes, penso primeiro nas máquinas fotográficas que me acompanham há anos e das quais nunca me desfiz. Cada uma tem a sua história e ligação a momentos, viagens e fotografias especiais. É difícil escolher uma, e por isso nunca o faço. Como qualquer fotógrafo de arquitectura vivo quase permanentemente na estrada, entre trabalhos. Quase sempre sozinho e quase sempre... a conduzir o meu carro.
Para além do meu trabalho diário de visitar, fotografar e divulgar a arquitectura, gosto de ocupar o tempo que me sobra a restaurar, a cuidar de um carro antigo, arranjar peças e inventar outras. Motivo pelo qual, a par das máquinas fotográficas, os automóveis estão sempre presentes. Os que me acompanham nas minhas viagens de trabalho ou passeio. Ou aqueles que irão acompanhar-me quando terminar o seu geralmente longo restauro.
Escolhi por isso o velocímetro de um dos carros que mais gosto. Pela relação que sempre tive com este tipo de peças que, quase sem dar por isso, fui coleccionando, sem que necessariamente estivessem instalados no carro a que pertenciam e sobretudo pela paixão que tenho por este carro.
Os velocímetros são peças singulares, pela sua ligação à década em que foram desenhados, e pela sua completa inutilidade quando desligadas de um automóvel. São como relógios que não funcionam, mas são para mim repletos de sentido por os associar ao prazer de os ver funcionar como parte de uma máquina maior. A minha vida está sempre repleta de pessoas que lhe dão sentido mas, muitas vezes, são as máquinas que me rodeiam que funcionam como o convite ideal para a fuga. Seja a fotografar ou a guiar, esteja sozinho ou acompanhado. Por tudo isto, a minha escolha tinha de ser uma máquina... Ainda que não seja aquela que mais se espera..."

Fernando Guerra
na estrada perto da Covilhã / 12 Setembro 2013

Velocimetro Porsche 911 (modelo 993) Targa

SHED76 / GETTING THROUGH ANALYSIS
Local: R. das Fontainhas, 76, Alcântara, 1100-341 Lisboa
 
EXHIBITION: GETTING THROUGH ANALYSIS


This exhibition questions the relationship of individuals 20 and their bodies to the use of a particular object and its subsequent connection to architecture

FERNANDO GUERRA / Speedometer

"When I think of remarkable objects, I first think about the cameras that I've had for years and never disposed of. Each one has its own history and connection to special moments, trips and photographs. It is hard to pick one over the others, so I never do. Just like any photographer of architecture, between jobs I live almost permanently on the road: almost always alone and almost always... driving my car.
Besides my day-to-day job of visiting, photographing, and promoting architecture, I enjoy spending the time I have leftover restoring and caring for an antique car, arranging parts and making others. This is the reason why, besides a couple of cameras, I am always surrounded by cars. The ones that accompany me on my travels for business or leisure. Or the ones that will accompany me when their generally long restoration is complete.
For this reason, I chose the speedometer of one of the cars I like most. I chose it for the relationship I've always had with this type of car part that, almost without realizing it, I'd been collecting, and which isn't necessarily installed in the car it belongs to. But above all, I chose it because of the passion I have for this car.
Speedometers are unique pieces, due to their connection to the decade in which they were designed, and their complete uselessness when disconnected from a car. They're like broken watches but are full of meaning to me because I associate them with the pleasure of seeing them work as part of a larger machine. My life is always full of people who give it meaning, but often it is the machines around me which function as the ideal invitations to escape. Whether it's shooting photographs or driving, on my own or with someone. For all these reasons, my choice had to be a machine... although not the one most expected of me..."

Fernando Guerra
on the road near Covilhã / September 12, 2013

Porsche 911 (model 993) Targa speedometer

SHED76 / GETTING THROUGH ANALYSIS
Location: R. das Fontainhas, 76, Alcântara, 1100-341 Lisboa


HABITAR PORTUGAL 2009 / 2011
34 PROJECTOS SELECCIONADOS COM FOTOGRAFIAS © FERNANDO GUERRA / FG + SG


34 DOS 79 PROJECTOS SELECCIONADOS PELA INICIATIVA HABITAR PORTUGAL FORAM FOTOGRAFADOS POR FERNANDO GUERRA / FG + SG ARCHITECTURAL PHOTOGRAPHY

PROPOSTA PARA UM NOVO MAPA DO HABITAR

A presente edição Habitar Portugal 2009 / 2011, iniciativa do Conselho Directivo Nacional da Ordem dos Arquitectos apresenta uma selecção de obras construídas por arquitectos portugueses, entre 2009 e 2011, em território nacional ou estrangeiro.

Propõem-se os seguintes itinerários e lugares:

Itinerário I: Entre Dávida e Encontro
Itinerário II: Entre Vazio e Intimidade
Itinerário III: Entre Percurso e Cristalização
Itinerário IV: Entre Paisagem e Janela
Itinerário V: Entre Variação e Simbiose

mais info: website oficial Habitar Portugal

projectos seleccionados com fotografias © Fernando Guerra / FG + SG

LA FONDATION DES ARCHITECTES DE L'URGENCE
EXPOSITION AU PAVILLON DE L'ARSENAL | PARIS


BENEFIT AUCTION FOR THE FOUNDATION OF EMERGENCY ARCHITECTS
Drawings, furniture of architects and architecture photographies


Over 100 architects, designers, draughtsmen and architectural photographers rally in favor of the Emergency Architects

This is an unprecedented movement of solidarity and generosity where architects, draughtsman, designers and architectural and urban photographers come together from around 15 nations.

Approximately 100 original pieces will be auctioned on October 16. The Pavillon de l’Arsenal will display these pieces the weekend before on over 600 m2, giving visitors a rare insight into the conceptual process of some of the greatest architects via sketches, drawings, aquarelle paintings, photomontages, furniture and prototypes. The exhibition also holds one of the largest urban photography collections ever assembled.

ARCHITECTS: Manuel Aires Mateus / Tadao Ando / Will Alsop / Paul Andreu / Ron Arad / Aldric Beckmann / Patrick Berger / Christian Biecher / Frédéric Borel / Andrea Branzi / Mario Botta / Paul Chemetov / Odile Decq / Bernard Desmoulin / Didier Faustino / Édouard François / Yona Friedman / Sou Fujimoto / Massimiliano Fuksas / Manuelle Gautrand / Frank Gehry / Franck Hammoutène / Steven Holl / Anne Holtrop / Junya Ishigami / Anne Lacaton & Jean-Philippe Vassal / Antti Lovag / Daniel Libeskind / Yansong Ma / Stéphane Maupin / Thom Mayne / Richard Meier / Marc Mimram / Hans-Walter Müller / Jean Nouvel / Patrice Novarina / Office / Pierre Parat / Claude Parent / Dominique Perrault / Renzo Piano / Point Supreme / Christian de Portzamparc / RCR arquitectes / Jacques Rougerie / Rudy Ricciotti / Philippe Samyn / Sanaa / François Seigneur / Alvaro Siza / Francis Soler / Bernard Tschumi / Robert Venturi / Riken Yamamoto/ Aymeric Zublena

PHOTOGRAPHS: 11h45 / Hervé Abbadie / Olivier Amsellem / Daici Ano / Gaston F. Bergeret / Luc Boegly / Nicolas Borel / Gautier Deblonde / Michel Denancé / Laurent Dequick / Pierre-Olivier Deschamps / Antoine Espinasseau / Georges Fessy / Vincent Fillon / Michel Gomart / Sergio Grazia / Benoît Grimbert / FERNANDO GUERRA / Lucien Hervé / Alain Issock / JR / Julien Lanoo / Meffre & Marchand / Claude Pauquet / Bas Princen / Christian Richters / Philippe Ruault / David de Rueda / Edmund Sumner / Patrick Tourneboeuf / Paolo Verzone / Cyrille Weiner / Guillaume Zuili

DRAWERS: Aurel / Philippe Tastet / Luc Tesson

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Fernando Guerra: Dois modos distintos de construir o Mundo
Viagens & Resorts | Edição Out / Nov 2013

165 FRONT COVERS © Fernando Guerra
Últimas publicações que fizeram capa


While Fernando is on the road, our team in Lisbon is busy working with editors from all the leading magazines, to make sure that your work gets to the biggest audience possible. We selected some of the most beautiful covers that we made on the last months.

See all front covers

PRÉMIO NACIONAL DE ARQUITECTURA EM MADEIRA 2013
COMOCO Arquitectos com fotografias © Fernando Guerra FG+SG


Pela segunda edição consecutiva o Prémio Nacional de Arquitectura em Madeira é atribuído a um projecto fotografado por Fernando Guerra.
A distinção foi atribuída a COMOCO arquitectos (Luís Miguel Correia, Nelson Mota, Susana Constantino) pelo projecto N10-II Indoor.
A edição de 2011 distinguiu Carlos Castanheira com o projecto Casa no Gerês igualmente fotografado por Fernando Guerra.

Para visualizar a reportagem completa:
http://ultimasreportagens.com/573.php

N10-II Indoor
Coimbra / Eiras, Portugal

COMOCO ARQUITECTOS
Luís Miguel Correia, Nelson Mota, Susana Constantino


O projecto para o N10-II Indoor tinha como propósito instalar um novo equipamento de apoio aos campos de futebol indoor em duas das três naves de um armazém de materiais de construção desactivado, localizado na zona industrial a norte de Coimbra (Eiras).

O sistema construtivo define a materialização do volume. Uma estrutura porticada, construída com elementos de pinho americano, assinala a estrutura principal. O preenchimento desta grelha, tanto na cobertura como nas paredes, é efectuado através do uso de placas de MDF, com dimensões sistematizadas e aplicadas de forma a assumirem tanto estruturalmente como formalmente a definição da construção. O uso do MDF com acabamento natural relaciona-se com as outras opções de materialização, como o uso de azulejos brancos 10x10 na área dos balneários e com o desenho das peças de mobiliário em pinho e placas de MDF lacado a preto.

The infill of this structure, both in the roof as in the walls, is made through the use of MDF boards, assembled in such a way as to perform both structural and formal roles in the overall construction. The raw use of the MDF boards is followed by a straightforward use of white ceramic tiles in the changing rooms and showers, and by the design of the furniture components, which are also made of raw pine wood elements and black lacquered MDF panels.

NOTÍCIAS MAGAZINE: Os criadores de edifícios perfeitos
por Susana Pinheiro | fotografia de Jorge Simão


Continuam a ser arquitetos, mas deixaram de projetar para passar a fotografar. Alguns dos maiores nomes da arquitetura, como Siza Vieira ou Zara Hadid, já não passam sem as imagens de Fernando Guerra tira e Sérgio Guerra vende para o mundo inteiro e são publicadas em revistas da especialidade. Na véspera do Dia Mundial da Arquitetura, uma história de sucesso em português.

Herdaram do pai o gosto pela arquitetura. Com ele, Fernando e Sérgio Guerra aprenderam a dar valor ao espaço e à forma e a decifrar a verdadeira essência da obra. Cresceram entre esquissos e maquetes de edifícios, e o inevitável aconteceu: os filhos do arquiteto seguiram a profissão do pai. Mas há 15 anos dispararam o flash que lhes mudou a vida. Trocaram os estiradores pela câmara fotográfica para registar obras de sonho e edifícios emblemáticos, em imagens que correm mundo. Hoje, os irmãos Guerra então entre os mais requisitados fotógrafos de arquitetura do mundo.


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FG+SG media partner of CLOSE, CLOSER
Lisbon Architecture Triennale 12.09 - 15.12.2013


Na qualidade de media martner da Trienal de Arquitectura de Lisboa, temos o prazer de convidar para a semana inaugural da sua 3ª edição: Close, Closer. Uma investigação sobre o campo em expansão que é a prática arquitetónica contemporânea.

As media partner of the Lisbon Architecture Trienal, it's our pleasure to invite you to the opening of the third edition: Close, Closer. An investigation into the expanding field of architecture practice today.

TRIENNALE DI MILANO
Exposição de Fernando Guerra sobre a obra de Álvaro Siza na Trienal de Milão
13 Setembro - 27 Outubro 2013


Obras de arquitetos como Álvaro Siza, Eduardo Souto de Moura ou Fernando Távora serão exibidas no Museu de Arquitetura e Design Triennale di Milano, em Itália, entre 13 de setembro e 27 de outubro de 2013, no âmbito da exposição Porto Poetic, apoiada pelo Camões, IP.

A exposição tem como principal objetivo “apoiar a internacionalização e a divulgação de obras de arquitetura de arquitetos portugueses da região norte do país, que incluem no seu método projetual o desenho de objetos e mobiliário que complementam a obra”, de acordo com a organização.

Assim, serão apresentadas obras de Álvaro Siza, Eduardo Souto de Moura, Fernando Távora, Adalberto Dias, Camilo Rebelo e Tiago Pimentel, Carlos Castanheira, Francisco Vieira de Campos, Isabel Furtado e João Pedro Serôdio, João Mendes Ribeiro, José Carvalho Araújo e Nuno Brandão Costa.

A inauguração da mostra será assinalada com uma conferência/debate, no dia 12 de setembro, às 17h00, no Museu Triennale di Milano, com a participação de Álvaro Siza, Eduardo Souto de Moura, Vittorio Gregotti, Pierluigi Nicolin, Francesco dal Co e Giovanna Borasi (moderadora).

Promovida pela Ordem dos Arquitetos da Secção Regional Norte (OASRN), a exposição realiza-se em colaboração com a Fondazione La Triennale di Milano, e em parceria com a Associação das Indústrias de Madeira e Mobiliário de Portugal (AIMMP). Os arquitetos Manuel Maria Reis e Paula Santos são responsáveis pelo comissariado, ficando a curadoria a cargo do também arquiteto Roberto Cremascoli.

Esta iniciativa surge no seguimento da exposição “O Design por Arquitetos”, apresentada em 2012 no contexto da Feira Internacional do Porto – Exponor, e prevê-se que o projeto possa ser itinerante a Portugal e a outros países, de acordo com a OASRN.

A Porto Poetic conta com o apoio institucional da Embaixada de Portugal em Roma, do Camões - Instituto da Cooperação e da Língua, e da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), contando ainda com o patrocínio da AXA, e com o apoio de diversas entidades e empresas.


MIMESIS ART MUSEUM 2005-2013
The Book | Photography by Fernando Guerra


Mimesis Art Museum 2005-2013

The construction of the Mimesis Art Museum, designed by Portuguese architect Álvaro Siza, was completed in 2009. It was built to function first and foremost as an art museum. Therefore, the museum is lit by natural light rather than electric lights to make people focus more intently on the artwork. This beautiful architectural achievement is located in Paju Book City near Seoul, a new town dedicated to 21st Century publishing and architecture.

The building was built jointly by Álvaro Siza, Carlos Castanheira and Korean architect Kim June-song. With three floors, a basement and a total area of more than 3,600 square meters, the Mimesis Art Museum offers an expansive exhibition space as well as administrative and office areas on the mezzanine. On the inside, white and wooded surfaces are lit by indirect, natural lighting. On the outside, light grey, exposed cast concrete emphasizes the feline curves and sharp angles of the building.
The beauty and purity of its design and its cultural function make it an outstanding landmark among the many fine pieces of contemporary architecture that populate Paju Book City.

Paperback / 635 pags
ISBN: 9788990641977
Open Books

CONSTRUCTING: ON THE WORK OF ÁLVARO SIZA
MARU | Photography by Fernando Guerra | su:mvie


CONSTRUCTING: On the Work of Álvaro Siza

Acabado de chegar da Coreia do Sul, o novo livro que fizemos com Álvaro Siza. Durante os últimos 8 anos, Fernando Guerra já fotografou para mais de quinze livros sobre o seu trabalho. Esta última obra documenta com textos de vários autores, desenhos e fotografias, o longo processo de desenho e construção, do centro de R&D da Amore Pacific em Seoul.

Just arrived from South Korea, the new book we did with Alvaro Siza. During the last eight years, Fernando Guerra has photographed for over fifteen books on his work. This last one documents with texts by various authors, drawings and photographs the long process of design and construction of the center of R&D Amore Pacific in Seoul.

Hard cover / 341 pags
Editor: su:mvie

ÁLVARO SIZA: COMPLETE WORKS 1952-2013
Philip Jodio | Photography by Fernando Guerra & Duccio Malagamba | TASCHEN


ÁLVARO SIZA: Complete Works 1952-2013

A TASCHEN lançou a compilação dos trabalhos de Álvaro Siza. Depois de há uns anos termos colaborado com a Phaidon, numa edição similar. Esta monografia com projetos e imagens novas, realizada em colaboração com o próprio Álvaro Siza, resulta num catálogo das suas obras até à data. De 1952 a 2013, é possível revisitar projectos marcantes como a casa na Coreia do Sul ou a Fundação Iberê Camargo no Brasil.

TASCHEN released the compilation of the work of Álvaro Siza. A few years after we had collaborated with Phaidon in a similar issue. This monograph with new projects and pictures held in collaboration with Alvaro Siza himself, resulting in a catalog of his works to date. From 1952 to 2013, it is possible to revisit notable projects as the House in South Korea or Iber Camargo Foundation in Brazil.

Hard cover / 499 pags
Editor: Taschen

DISPLAYING ARCHITECTURE: FILM AND PHOTOGRAPHY
MSUV - Museum Savremene Umetnosti Vojvodine



16 January - 8 February 2013 - Galerija Meandar
MSUV - Museum Savremene Umetnosti Vojvodine - Serbia

Artists: Ivana Stojanović (Srbija), Daniel Kariko (SAD), Fernando Guerra (Portugal)

The exhibition displays, side by side, three specific photographic studies in which architecture is directly or indirectly present as a theme, as a reflection of certain social phenomena. The photo series touched several topics concerning the relationship of architecture and photography: from curatorial questions about what kind of dialogue can exist between these two creative disciplines, to think about all situations where architecture recognize the problems of culture, economics and environment.




STOREFRONT FOR ART AND ARCHITECTURE
Fernando Guerra exhibit in New York


Aircraft Carrier surveys the period between two crises of capitalism, 1973 and 2008, to understand the radical change in Israeli architecture. The eventful year of 1973 marks a watershed in the workings of global capitalism, in the American strategic interest in the Middle East, and in Israel’s social, economic and political structures. Together, these elements, shaped by territorial struggles and energy crises, dramatically transformed Israeli architecture. The exhibition deals with this transformative period and with the American influences through which its innovations, and tragedies, were enabled.

The exhibition is accompanied by a book, published by German publisher Hatje Cantz and edited by the curators, which contextualizes the phenomena in larger transformative processes. The book include Texts by Milton Friedman, Justin Fowler, and Eeva-Liisa Pelkonen and Visual works by participating artists and by Baltimore-based graphic designers Post Typography.

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ehxibition book


WALLPAPER*
ARCHITECTURE FROM THE AIR BY FERNANDO GUERRA

Archaeological Museum of Praça Nova Do Castelo de São Jorge by João Luís Carrilho da Graça, Portugal


Fernando Guerra foi convidado a criar um artigo mensal na Wallpaper* online, no qual escolhe os projetos que fotografou do ar durante cada mês. A editora da revista Ellie Stathaki fez a apresentação da colaboração, agora publicada no site da Wallpaper*:

Architecture from the Air: Part I
By Fernando Guerra

For most of us, architecture is predominantly experienced from the ground, but there is something about the aerial view that fascinates. More often than not, it remains the privilege of high-rise living or part of the fun of flying, but it also reveals a rare way of experiencing design and one that shows architecture within its surroundings from a unique angle; be it a single building, a complex or a landscape.

To bring you a new, elevated perspective, we've teamed up with portuguese photographer Fernando Guerra. He and his team have been experimenting with cameras attached to a lightweight, flying drone. For part one of a new series, we show you a selection of new and recent architecture projects in Portugal and beyond - all seen from air. Check back soon for the next instalment.

more on wallpaper.com


Archdaily Building of the Year Awards
Finalist projects photographed by Fernando Guerra

We proudly announce the Archdaily Building of the Year Awards. 7 of the 30 finalists this year are projects from our clients photographed by Fernando Guerra, which is a big pleasure for us, achieving our goal of spreading architecture worlwide. This award recognizes architects whose work has most impressed the community of ArchDaily readers over 2700 projects.
         
   
COMOCO
Castelo Novo
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  Luís Rebelo de Andrade & Diogo Aguiar
Pedras Salgadas Eco-Resort
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  Luís Rebelo de Andrade / Tiago Rebelo de Andrade / Manuel Cachão Tojal
House in Travessa de Patrocinio
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3ndy Studio
Corten Apartments
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ch+qs arquitectos
Cinema Center in Matadero de Legazpi
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João Tiago Aguiar
Apartment RF
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Exit Architects
Rehabilitation of Former Prison of Palencia as Cultural Civic​ Center
Vote here

   

The Man Behind The Camera Of Modern Architecture:
An Insightful Interview With Fernando Guerra

Fernando Guerra has been behind a camera since he was 16 years old. His life has taken him on a considerable journey to document the most pivotal architecture of our generation. You might not know it, but you know his work. If you have seen the architecture of Álvaro Siza, Isay Weinfeld, Arthur Casas, or Zaha Hadid, then you have seen the photographs of Guerra. After working with Guerra for the past two years, publishing an array of his photographs on KNSTRCT, we thought it was time to hear the voice of such a monumental figure in the world of architecture.

Guerra is a humble man, passionate, talented and if you ask his brother, he’s a workaholic. Together, Fernando and his brother Sérgio, formed Ulitmas Reportagens, an image bank full of Fernando’s high quality photographs back in 2004. Fernando says Ultimas Reportagens “started based on this idea of sharing and today has become a mandatory stopping point for any architect to pass through. It will be online forever. These works will never cease being available online. And in 20 or 30 years, the children I photographed in a house will be able to see themselves in their parents’ house, when the house was new. It ends up almost being a time capsule.”

read interview


ZAHA HADID architects
Galaxy Soho | Beijing, China

Galaxy Soho by Zaha Hadid architects
Shoot by Fernando Guerra in Beijing last December


"Galaxy Soho constitutes a new office, retail and entertainment complex for the heart of this great Chinese city – matching its grand scale. The complex comprises five continuous flowing volumes, set apart yet fused or linked by a sequence of stretched bridges. Each volume adapts outwards, generating a panoramic architecture devoid of corners or abrupt transitions.

Galaxy Soho reinvents the great interior courts of Chinese antiquity to create an internal world of continuous open spaces. Here, architecture no longer incorporates rigid blocks, but instead comprises volumes which coalesce to achieve continuous mutual adaptation and fluid movement between buildings. Shifting plateaus impact upon each other to generate a deep sense of immersion and envelopment, allowing visitors to discover intimate spaces as they move deeper in the building.

The structure’s three lower levels contain retail and entertainment facilities, those above provide works spaces for innovative businesses of many kinds, while top levels are dedicated to bars, restaurants and cafes – many with views along the city’s great avenues".

Zaha Hadid Architects

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A DIMENSÃO QUE FALTAVA: FOTOGRAFIA AÉREA
THE MISSING DIMENSION: AERIAL PHOTOGRAPHY

A dimensão que faltava…
FG+SG Fotografia aérea

Depois de mais de um ano a desenvolver e adaptar equipamento que nos permitisse explorar a dimensão que nos faltava, chegou o momento de anunciar o novo serviço da FG+SG de recolha de imagens aéreas. Uma forma complementar de ver a arquitetura na paisagem, sem os custos associados de um avião ou helicóptero. 

Neste último ano modificámos várias máquinas fotográficas até encontrar a ideal para cada tipo de vôo, tendo experimentado paralelamante várias formas de as controlar remotamente. Redesenhámos o nosso drone e fabricámos novas peças. Experimentámos diversos motores e hélices até conseguir uma máquina que, por ser em fibra de carbono, é leve, robusta e com autonomia suficiente para nos garantir as condições de vôo ideais de forma a obter as imagens que o nosso cliente pretende.

As fotografias são da autoria de Fernando Guerra que com a colaboração do nosso "piloto", o mais recente membro da nossa equipa, garantem o enquadramento e a qualidade desejáveis.

Esta nova opção, ao possibilitar o registo de imagens do projecto visto do ar, seja ele um edifício, uma parte de cidade ou um campo de golf, permite complementar uma sessão tradicional com uma nova dimensão. 

Informações sobre este novo serviço no ultimasreportagens.com a biblioteca portuguesa de projetos de arquitetura. 

Agora com mais uma dimensão.

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The missing dimension...
FG+SG Aerial photography

After more than a year of developing and adapting equipment that would allow us to explore the missing dimension, it is time to announce FG+SG's new service of collecting aerial images, providing a complementary form for viewing architecture against the landscape without the associated costs of an aeroplane or helicopter.

This past year we modified several cameras until we found the ideal match for every type of flying, having experimented in parallel various ways to control them remotely. We redesigned our drone and manufactured new parts. We experimented with different motors and propellers until we had a machine made of carbon fiber that is lightweight, robust and autonomous enough to guarantee optimal flying conditions in order to obtain the images that our clients want.

The photographs are by Fernando Guerra, who, together with the help of our "pilot", our newest team member, guarantees the desired framing and quality.

In allowing project images to be taken from the air, be it of a building, part of a cityscape, or a golf course, this new option complements the traditional photo shoot with a new dimension.

Information about this new service can be found at ultimasreportagens.com, the portuguese library for architectural projects.

Now with another dimension.

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EXHIBITION FG+SG in Beijing, China
30.11.2012 | Artkey Gallery, 798 Art District


Curated by Emanuel Barbosa

Uma parcería entre a revista CASA INTERNATIONAL e a CASARTE
Com a presença do Embaixador de Portugal na China, Tadeu Soares

ARCAID IMAGES
Architectural Photography Awards 2012


Arcaid Images is the world’s premier source of high quality architectural imagery.

World Architecture Festival is the world’s largest festival and live awards competition dedicated to celebrating, and sharing architectural excellence from across the globe. Now in its fifth year, the World Architecture Festival has welcomed over 8000 attendees to date. WAF 2012 is the most packed World Architecture Festival date with more seminars, keynotes, crit presentations, learning and networking opportunities than ever before.

The Architectural Review is the only complete global architecture magazine, read and enjoyed in over 130 countries. World renowned for its truly global and inspirational perspective, it is the one magazine in which architects aspire to have their work published.

CANON: Photographer’s path to profit
Big Shot 3: Fernando Guerra, Architectural Photographer

LA BIENNALE DI VENEZIA
13th Mostra Internazionale di Architettura


Out and about in Venice
Fernando Guerra

Being invited to be part of an event such as this in Venice on the recent history of a country such as Israel - a country I had never visited before nor had any connection to- was a very special opportunity. Not only because it was a unique trip that took me across the whole country, but also because it took me away from the routine of my daily reports, allowing me to participate on a different level as a artist invited to the 13th edition of the Venice Biennial in the Israeli pavilion called "Aircraft Carrier". The collected works on display confront the dramatic changes in Israeli architecture since 1973, and the American influences that made them possible.

Venice, a city as beautiful as it is impractical, expensive and full of tourists, still preserves its natural charm, and this edition of the biennial has many reasons to make it worth a visit. The theme for this year's Biennale, chosen by its British director David Chipperfield, is 'Common Ground'. It's a choice that hints at architecture's need to refocus on issues like engagement and communication, and to establish shared values.

In the midst of so many exhibitions, book launches and awards ceremonies, personally the most important was the emphasis throughout the event on architectural photography. Not just as a mere illustrator of structures, but as its centerpiece. Several exhibits confirm the photographic image as the communicator par excellence of architecture. Only a visit to the actual site can beat it. Never before has so much been photographed, nor architecture so much discussed, and photography is increasingly fulfilling its relevant role in this communication process. This is important for all those whose make their living from it, such as Iwan Ban, Leonardo Finotti, and Cristobal Palma whom I had the opportunity to meet once again in Venice. Fellow architectural photographers whom I very much respect. We all photograph in different, often competing registers, but above all, we are friends, who reconnect through the structures photographed on the same day, or at events like this.

Having been appointed Canon Explorer, assuming the role of ambassador for Canon Europe in terms of architectural photography, as well as all the collaborations launched in recent months with architectural offices in Brazil, Italy, Spain, France and China, have served to give us strength and contributed to counteracting the prevailing crisis in Portugal, and especially the dismay that it causes.

I feel we are just starting our engines and that everything still remains to be done. And I write "we" because FG+SG are actually 5 people, and the work we do today is more demanding than ever and requires a totally committed team to communicate the best work in Portugal and worldwide every day of the week. Never have we had so much work or high levels of responsibility. Nor have I had as much pleasure in making photography my way of life as today.

Here's to the next events, but above all here's to reconnecting with friends, may there be time for that. Here's to an autumn full of beautiful images.

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LA BIENNALE DI VENEZIA
13th Mostra Internazionale di Architettura

AIRES MATEUS
Radix | Installation in the exteriors of the Arsenale


ÁLVARO SIZA
Percorso | Installation in the Giardino delle Vergini

In the exteriors of the Arsenale is located the installation designed by portuguese office Aires Mateus, an elegant contemporary response to the architectural setting of the Biennale.The installation recognises the nearby docks of the Arsenale designed by Jacopo Sansovino between 1568 and 1573, which is flanked by arched walkways that inspire this structure. Radix is an arch supported on three points with the fourth corner hanging over the water,  turning the otherwise massive steel structure into a lightweight balanced volume. more info   Alvaro Siza, winner of the 13th Venice Biennale Lifetime Achievement, created this structure in the gardens of the Arsenale, right next to another structure by Eduardo Soto de Moura that we will feature on a separate article. This follows the longtime collaboration of the two Portuguese masters.Alvaro Siza’s structure establishes a relationship with a different aspect of Venice – that of the dense urban environment. Three faceted walls generate two intimate spaces in the middle of the garden designed for the 12th Biennale in 2012 by Piet Oudolf, a tribute to the compact urban tissue of Venice, which frames particular views of the exteriors of the Arsenale. more info



EDUARDO SOUTO DE MOURA
Windows | Installation in the Giardino delle Vergini



MÁRCIO KOGAN
The Brazilian Pavilion

Souto de Moura’s structure overlooks the old buildings in front of the Arsenale from the waterfront, on the path leading to Alvaro Siza. This structure is an exploration of material, building systems and language. The facades frame views of these old buildings, reinterpreting the existing landscape, according to the will of the viewer. According to Souto de Moura “geography becomes how we want it to be. This it the great leap of the modern movement, and as a result of postmodernism”. more info   Marcio Kogan's peephole installation in Brazil's national pavillion is among the Venice Architecture Biennale's highlights, in which visitors ltook through a variety of peepholes in either side of a long black wall. Through each peephole are little video mini-dramas set in the elegant, luxurious V4 house in São Paulo designed by Marcio Kogan. more info

HGTV Documentary
Extreme Houses

O canal norte americano HGTV a esta a realizar o programa Extreme Houses, sobre casas em Portugal fotografadas por Fernando Guerra. Álvaro Leite Siza, Aires Mateus, Marco Guarda e Nélson Resende são alguns dos arquitectos em destaque neste episódio filmado em Portugal nas últimas semanas.

CANON NEW EXPLORERS FOR AMBASSADORS PROGRAMME
Fernando Guerra é o primeiro fotógrafo de arquitectura nomeado Canon Explorer

Canon Europe has announced the expansion of its Ambassadors Programme with the addition of a new tier of ‘Explorers’ that will see top class photographers from across Europe sharing their passion for the power of photography with a love of shooting with Canon equipment.

The first 17 Explorers joining the Ambassadors Programme have been specially selected by Canon representatives from around Europe and come from a wide range of photographic and film making genres including wildlife, sports, fashion, photojournalism, travel, portrait and weddings.

The first Explorers to join the Ambassadors Programme are:

Wildlife photographer and filmmaker Charlie Hamilton James (UK)
Photojournalist and documentary filmmaker Ulla Lohmann (Germany)
Nature photographer Martin Eisenhawer (Germany/Switzerland)
Travel and documentary photographer Johnny Haglund (Norway)
Top wedding photographer Flavio Bandiera (Italy)
Award-winning Aftonbladet newspaper photojournalist Magnus Wennman (Sweden)
Specialist architecture shooter Fernando Guerra (Portugal) view +
Wildlife shooter Danny Green (UK)
Photojournalist and filmmaker Ilvy Njiokiktjien (the Netherlands)
Award-winning landscape and travel photographer David Noton (UK)
Portrait photographer Laerke Posselt (Denmark)
Travel and landscape photographer Joel Santos (Portugal)
Chief Sports Photographer for The Times newspaper Marc Aspland (UK)
Fashion and advertising photographer Quentin Caffier (France)
Sports photographer Ángel Martínez (Spain)
Fashion, beauty and portrait photographer and filmmaker Clive Booth (UK)
Travel, landscape and portrait photographer Alessandra Meniconzi (Switzerland)


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The Ambassadors Programme initiative is inspired by the ‘Explorers of Light’ scheme, which Canon USA has been running very successfully since 1996. Canon Europe’s Ambassadors Programme was launched in June 2008 with world-class photographers from a wide range of photographic disciplines – including news, sport, nature, fashion, advertising and portraiture – and from all corners of the world. Over the past four years they have lent their expertise to workshops, seminars and major photography shows, including Visa Pour l’Image and Photokina, to create unique opportunities for photographers at all levels.

Kieran Magee, Professional Imaging Marketing Director, Canon Europe, explained: “The newly expanded Ambassadors Programme strengthens the relationship between Canon and professional photographers, honours the talents of the world’s leading photographers, and engages with the wider photographic community. Photographers are inspired by other photographers; whose work invokes future creativity. The Ambassadors Programme is a really exciting platform to bring the photographic industry together to share their knowledge.”

The Ambassadors Programme is scheduled to expand further with many more top photographers from around the world, who use and enjoy shooting with Canon equipment every day, joining to share their photographic passions and technical expertise.

In the near future a third tier will be added to the Ambassadors Programme with the addition of Canon ‘Masters’. The addition of the ‘Masters’ will open up the Ambassadors Programme even further to the wider photographic community by incorporating highly influential photographic industry professionals, as well as top, internationally renowned photographers who will provide their expert opinions for the Ambassadors Programme.

To find out more about Canon Europe’s expanded Ambassadors Programme, and discover more about all of the Explorers who have already joined the scheme, just click here.


SIZA SINGS THE BEATLES
Jorge Figueira


Siza sings: Film by Fernando Guerra
Artigo publicado na revista Ípsilon do Jornal Público em 8 Julho de 2012

ARTIGO IPSILON / PÚBLICO
Paulo Martins Barata
"Hoje a arquitectura é “interessante” na medida em que ela própria é um “marketing by-product.” Hoje, o que importa é comunicação pura ou anti-comunicação, que é uma forma de comunicar bastante mais sofisticada e igualmente eficaz. Ficar in loco parentis neste meio pode indiciar um perigoso estado de desespero.





Paulo Martins Barata é arquitecto em Doha e Lisboa (PROMONTORIO)
Artigo publicado na revista Ípsilon do Jornal Público em 8 Junho de 2012

Ler artigo integral

113 NOVAS REPORTAGENS
113 NEW PROJECTS

JERUSALEM
A short film by Fernando Guerra


While on assignment for the "Aircraft Carrier"
The Israeli Pavilion at the Venice Biennale


Explorers of Light
A Canon reune uma vez mais um grupo dos mais destacados fotógrafos profissionais que inspiram e formam futuras gerações de fotógrafos e criativos. Este prestigiado grupo de cerca de 80 fotógrafos internacionais, conhecido como “Explorers of Light” elabora seminários, workshops, exposições e apresentações do seu trabalho em várias associações, grupos e faculdades. Representam diversas categorias e estilos que se estendem na vasta gama abrangente das expressões fotográficas. Fernando Guerra foi convidado a integrar este programa internacional de fotógrafos, tornando-se assim membro do mais recente grupo dos “Explorers of Light”.

Canon has once again assembled a group of the world's leading professional photographers to provide insight, inspiration and education to future generations of creative photographers. Known as the “Explorers of Light," this prestigious panel of 80 Canon photographers delivers seminars, workshops, gallery showings and photo presentations at a variety of professional association and amateur photo groups and colleges across the country as a means of fostering imaging excellence and nurturing the increasingly digital art's next wave. Representing specialties and styles that span the gamut of photographic expression within the imaging profession. Fernando Guerra was invited by Canon to join this international programme of photographers, thus becoming a member of the "Explorers of Light" group.


Documentary featuring Fernando Guerra in Lisbon


O programa Euromaxx da estação de televisão alemã DW, numa série de documentários dedicado às principals cidades europeias, à sua cultura, locais e figuras que se destacam, acompanhou Fernando Guerra por Lisboa ao longo de dois dias intensos, que pretendem mostrar em Lisboa alguns lugares de eleição, e ilustrar o quotidiano de Fernando durante as suas sessões de trabalho.

In a series of documentaries highlighting the culture, places and figures of major European cities, the Euromaxx programme by the German television network DW accompanied Fernando Guerra around Lisbon for two intense days, with the intent of showing some of his favourite places, and depicting Fernando's daily life during his work sessions.


Venice Architecture Biennale
Fernando Guerra foi convidado a participar na representação de Israel da 13º Bienal de Arquitectura de Veneza, comissariada por Erez Ella, Dan Handel and Milana Gitzin Adiram.

Fernando Guerra is going to participate at the Israeli representation at the 13th Venice Architecture Biennale, curated by Erez Ella, Dan Handel and Milana Gitzin Adiram.

Nova Pesquisa Indexada por Arquitecto
New Feature: Indexed Search by Architect

ARQUITECTOS DE A a Z
Um simples clique para desdobrar os projectos indexados por arquitecto
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O Últimas Reportagens oferece agora a possibilidade de fazer a pesquisa indexada de projectos por arquitecto. Na barra lateral à direita encontra agora sempre disponível e em constante actualização uma lista de todos os arquitectos presentes na nossa base de dados, tornando-se assim ainda mais fácil encontrar todos os projectos de cada arquitecto apenas com um clique. Num esforço constante e sempre renovado para divulgar a arquitectura portuguesa e internacional, torna-se assim mais acessível e simples através desta pesquisa encontrar cada projecto na vasta lista de arquitectos que constitui a nossa biblioteca. Uma funcionalidade que privilegia quem pesquisa e em particular editores, revistas e publicações, e por outro lado os autores dos projectos ou arquitectos que passam a dispôr de um portfolio mais organizado e indexado a cada obra.

ARCHITECTS FROM A to Z
A simple click to unfold projects indexed by architect:


Últimas Reportagens now offers the possibility of carrying out an indexed search of projects by architect. The right sidebar contains a permanently available and constantly updated list of all the architects present in our database, making it even easier to find all projects by a given architect with a single click. In a constant and renewed effort to publicize portuguese and international architecture, this search feature makes each project more accessible and easier to find among the extensive list of architects that constitutes our library. This feature benefits researchers and in particular editors, magazines, and other publications, as well as project authors and architects who will enjoy a more organized and indexed portfolio of each work.

Time Out Israel
February 2012

Friday 15:30, Herbert Samuel Promenade, Tel Aviv

"Fernando Guerra, one of the most celebrated names in architectural photography today, arrived to Tel Aviv in a good time. The unstable weather allowed him to take a great series of photos. Guerra was in Israel as part of the "Aircraft Carrier" - The Israeli Pavilion at the Venice Biennale. He toured the country and photographed Israeli projects he will exhibit in Venice. As part of his visit, he even shot the building where we are based. Mr. Guerra, try to make us look nice, will you?"

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1. last 2. latest, most recent; Latest is the superlative of late. adj You use latest to describe something that is the most recent thing of its kind. 3 adj You can use latest to describe something that is very new and modern and is better than older things of a similar kind.









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