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FG+SGfotografia de arquitectura | architectural photography

Fernando Guerra e Sérgio Guerra fundaram o estúdio FG+SG - Fotografia de Arquitectura, em 1999. São responsáveis por grande parte da difusão da arquitectura contemporânea portuguesa, nos últimos dez anos.
Fernando Guerra fotografa todos os trabalhos realizados, sendo Sérgio Guerra o responsável pela produção das reportagens e gestão do atelier. Após cinco anos de actividade, decidiram fundar a editora "FG+SG - Livros de Imagem" divulgando as várias obras que fotografam.
Os seus trabalhos são editados regularmente em diversas publicações tanto a nível nacional como internacional, em revistas como Casabella, Wallpaper*, Dwell, Icon, Domus, A+U, entre muitas outras. A FG+SG colabora com diversos arquitectos Portugueses como Álvaro Siza, Carlos Castanheira, Risco Arquitectos, Manuel Graça Dias + Egas José Vieira, ARX Portugal, Promontório Arquitectos, Belém Lima; assim como, arquitectos internacionais como Jordi Badia, Zaha Hadid, I. M. Pei, entre muitos outros.
O site ultimasreportagens.com tornou-se no ponto de partida para consultar arquitectura contemporânea Portuguesa com mais de três centenas de reportagens online, bem como artigos especiais e publicações.


 

Fernando Guerra and Sérgio Guerra founded studio FG+SG - Fotografia de Arquitectura in 1999. They have been responsible in large part for disseminating contemporary Portuguese architecture over the last 10 years.
Fernando Guerra photographs the architecture, while Sérgio Guerra is responsible for producing the articles and managing the atelier. After 5 years of activity, they decided to establish "FG+SG - Livros de Imagem" publishers to promulgate the various architectural works they photograph.
Their work is regularly featured in a variety of publications at both the national and international level including Casabella, Wallpaper*, Dwell, Icon, Domus, A+U, among many others. FG+SG collaborates with various Portuguese architects such as Álvaro Siza, Carlos Castanheira, Risco Arquitectos, Manuel Graça Dias + Egas José Vieira, ARX Portugal, Promontório Arquitectos, Belém Lima, in addition to international architects such as Jordi Badia, Zaha Hadid, I. M. Pei, among many others.
The website ultimasreportagens.com has become the starting point for consulting contemporary Portuguese architecture with more than three hundred online features, as well as special articles and publications.

Equipa:

Fernando Guerra +
Sérgio Guerra +
Vítor Gabriel +
Sérgio Marques +
David Pereira +
 
Team:

Fernando Guerra +
Sérgio Guerra +
Vítor Gabriel +
Sérgio Marques +
David Pereira +

 


 
Nasceu em 1970, em Lisboa.
Licenciou-se em arquitectura em 1993 pela Universidade Lusíada de Lisboa, trabalhou durante cinco anos em Macau como arquitecto (1994-1999).
Leccionou a cadeira de Projecto II no curso de Arquitectura da Arca-Euac (Escola Universitária das Artes de Coimbra), entre 1999 a 2005.
Certificado pela Epson Digigraphie® em 2007; desde 2008 agenciado por VIEW Pictures, Londres – Reino Unido; e também, desde 2006 agenciado por FAB PICS – International Architecture Photography, Colónia – Alemanha.
O seu trabalho encontra-se representado em diversas colecções particulares e públicas.
 
Born in Lisbon in 1970.
Degree in Architecture in 1993 from Lusíada University in Lisbon, and worked five years as an architect in Macau (1994-1999).
Taught Projecto II for the Arquitectura da Arca-Euac (Escola Universitária das Artes de Coimbra) course between 1999 and 2005.
Certified by Epson Digigraphie® in 2007; represented by VIEW Pictures, London – United Kingdom since 2008; represented by FAB PICS – International Architecture Photography, Cologne – Germany since 2006.
His work is represented in various private and public collections.

follow on
 
 

Exposições

2009

entre reportagens 01 | Galeria Colorfoto | Porto, Portugal.

2008
Mundo Perfeito | Casa da Cultura Fernando Távora | Aveiro, Portugal –
Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, Portugal – Ordem dos Arquitectos | Lisboa, Portugal.
Álvaro Siza. Modern Redux | Instituto Tomie Ohtake | São Paulo, Brasil
Álvaro Siza. Mundo Perfeito | dARQ, Universidade de Coimbra | Coimbra, Portugal.
PHOTOARQUITECTURA 08 | Collegi Oficial d’Arquitects de les Illes Balears, Palma de Mallorca, Espanha.

2007
Álvaro Siza obras | Embaixada de Portugal em Nova Delhi/Instituto Camões - Galeria Lali Kala Academi, no âmbito da VIII Cimeira EU-Índia | Nova Delhi, Índia.
Álvaro Siza obras | Russian Avantgarde Foundation, Schusev State Museum of Architecture, Embaixada de Portugal em Moscovo/Instituto Camões - Schusev State Museum of Architecture | Moscovo, Rússia.
Álvaro Siza obras | Accademia di Architettura di Mendrisio - Galeria da Accademia di Architettura di Mendrisio | Mendrisio, Suiça.
Álvaro Siza | Trienal de Arquitectura de Lisboa 2007, Museu da Electricidade | Lisboa, Portugal.
Álvaro Siza obras | Benaki Museum | Atenas, Grécia.
20 anos Atelier Arquiprojecta | Lisboa, Portugal.
Representante da Epson Portugal | Institut du Monde Arabe | Paris, França.


2006
Álvaro Siza – Fotografias de Fernando Guerra | Anyang Álvaro Siza Hall, Anyang, Coreia do Sul.
Álvaro Siza: pavellons et museus, 1993-2005 | Embaixada de Portugal em Andorra - Claustre dês Miralls dês Santuari de Meritxell - Andorra a Velha, Andorra, Espanha.
A Arquitectura pela objectiva de Fernando Guerra | Universidade Lusíada, Lisboa, Portugal.

2005
Arquiprojecta | Escritório da Simmons & Simmons Rebelo de Sousa,
Lisboa, Portugal.
A Arquitectura pela objectiva de Fernando Guerra | Galeria Colorfoto,
Porto, Portugal - Teatro Académico de Gil Vicente | Coimbra, Portugal - Galeria Design Dimensão | Lisboa, Portugal.
Prémio Revista Constructiva | Colégio de Arquitectos da Catalunha,
Girona, Espanha.

2004
Retornos de Olhar | FNAC Chiado | Lisboa, Portugal.

2003
Fernando Guerra | Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa (FAUTL) | Lisboa, Portugal.


 

Exhibitions

2009
between reports 01 | Colorfoto Gallery | Porto, Portugal.

2008
Perfect World | Casa da Cultura Fernando Távora | Aveiro, Portugal - Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, Portugal – Ordem dos Arquitectos | Lisbon, Portugal.
Álvaro Siza. Modern Redux | Instituto Tomie Ohtake | São Paulo, Brazil.
Álvaro Siza. Perfect World | dARQ, Universidade de Coimbra | Coimbra, Portugal.
PHOTOARQUITECTURA 08 | Collegi Oficial d’Arquitects de les Illes Balears, Palma de Mallorca, Spain.

2007
Álvaro Siza works | Embassy of Portugal in New Delhi Nova/Instituto Camões - Gallery Lali Kala Academi, under the VIII EU-Índia Summit,
New Delhi, India.
Álvaro Siza works | Russian Avantgarde Foundation, Schusev State Museum of Architecture, the Embassy of Portugal in Moscow/Instituto Camões - Schusev State Museum of Architecture | Moscow, Russia.
Álvaro Siza works | Accademia di Architettura di Mendrisio – Gallery of the Accademia di Architettura di Mendrisio | Mendrisio, Switzerland.
Álvaro Siza | Architecture Triennale of Lisbon 2007, the Electricity Museum, Lisbon, Portugal.
Álvaro Siza works | Benaki Museum | Athens, Greece.
20 years Atelier Arquiprojecta | Lisbon, Portugal.
The representative of Epson Portugal at the European K3 Press Launch - Institut du Monde Arabe | Paris, France.

2006
Álvaro Siza - Photos by Fernando Guerra | Álvaro Siza Hall Anyang, Anyang, South Korea.
Álvaro Siza: Pavellons et museums, 1993-2005 | Embassy of Portugal in Andorra - Claustre dês Miralls dês Santuari de Meritxell - Andorra la Vella, Andorra, Spain.
Architecture through the lens of Fernando Guerra | Universidade Lusíada, Lisbon, Portugal.

2005
Arquiprojecta | Office of Simmons & Simmons Rebelo de Sousa | Lisbon, Portugal.
Architecture through the lens of Fernando Guerra | Colorfoto Gallery | Porto, Portugal - Teatro Académico de Gil Vicente | Coimbra, Portugal - Design Dimensão Gallery | Lisbon, Portugal.
Award from Constructiva Magazine | Colégio de Arquitectos da Catalunha, Girona, Spain.

2004
Return to Watch | FNAC Chiado | Lisbon, Portugal.

2003
Fernando Guerra | Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa (FAUTL) | Lisbon, Portugal.

Conferências

2009
Portugal Convida | Centre de Cultura Contemporània de Barcelona, Espanha.

2008
PHOTOARQUITECTURA 08 | Collegi Oficial d’Arquitects de les Illes Balears, Palma de Maiorca, Espanha.
Mundo Perfeito | Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, Portugal.

2006
Fernando Guerra | LG Festival | Seoul, Coreia do Sul.

2003
Fernando Guerra | Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa (FAUTL) | Lisboa, Portugal.

 

Conferences

2009
Portugal Calls | Centre de Cultura Contemporània de Barcelona, Spain.

2008
PHOTOARQUITECTURA 08 | Collegi Oficial d’Arquitects de les Illes Balears, Palma de Mallorca, Spain.
Perfect World | Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, Portugal.

2006
Fernando Guerra | LG Festival | Seoul, South Korea.

2003
Fernando Guerra | Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa (FAUTL) | Lisbon, Portugal.

Entrevistas

2009
"Mi forma de mirar es la de um Arquitecto" | Ceramicaplus magazine, Espanha.

a | c - Reed Business Information magazine | Lisboa, Portugal.

2008
Um olhar sobre a arquitectura | #27 n*style magazine | Portugal.
Fotografia de Arquitectura | Super Foto Magazine - Março 2008 | Portugal.
Jornal Meia Hora | 162 - 13 de Março | Lisboa, Portugal.
Dibujos Visuais | 022 +arquitectura revista | Lisboa, Portugal.

2006
Luz sobre Portugal | www.arkinetia.com

 

Interviews

2009
My way of seeing is that of an Architect | Ceramicaplus magazine | Spain.
a | c - Reed Business Information Magazine | Lisbon, Portugal.

2008
“Um olhar sobre a arquitectura” | #27 n*style magazine | Portugal.
"Fotografia de Arquitectura" | Super Foto Magazine - March 2008 | Portugal.
Meia Hora Daily | 162 - March 13th | Lisbon, Portugal.
“Dibujos Visuais” | 022 +arquitectura magazine | Lisbon, Portugal.

2006
“Luz sobre Portugal” | www.arkinetia.com


Online

2009
ULTIMAS MAG | Centro de Documentação Álvaro Siza www.ultimasreportagens.com/mag | Revista online (Pt | Eng)

2007
ULTIMAS MAG | Adega Mayor – Álvaro Siza www.ultimasreportagens.com/mag | Revista online (Pt | Eng)

2005
www.ultimasreportagens.com (Pt | Eng)

2003
www.fernandoguerra.com


 

Online

2009
ULTIMAS MAG | Centro de Documentação Álvaro Siza
www.ultimasreportagens.com/mag | Revista online (Pt | Eng)

2007
ULTIMAS MAG | Adega Mayor – Álvaro Siza www.ultimasreportagens.com/mag | Revista online (Pt | Eng)

2005
www.ultimasreportagens.com (Pt | Eng)

2003
www.fernandoguerra.com






Textos | ABOUT

"A arquitectura da fotografia"
Manuel Graça Dias

“Reconfigurar o mundo”
Luís Urbano

"Mundo perfeito"
Ana Vaz Milheiro

"Foto-síntese"
Nuno Grande



 


O Fazedor
Pedro Gadanho

Já devem ter reparado que, dentro do universo da fotografia contemporânea, a fotografia de arquitectura se transformou, nos últimos anos, num campo à parte. Ganhou autonomia. Tem a sua história e as suas referências. Tem os seus autores e os seus subgéneros. Está prestes a lograr a perfeição.
Tal como a recurso à fotografia por parte da arte contemporânea detém um território especial –que por vezes se cruza com o do campo que aqui descrevo– também o olhar profissional sobre os mundos construídos da arquitectura ganhou as suas lógicas próprias.
Como se comprovava num recente seminário internacional sobre arquitectura e imagem, também este campo detém agora os seus historiadores, as suas estrelas e os seus debates internos.
E os media da fotografia de arquitectura começam, naturalmente, a imiscuir-se com os media da produção arquitectónica que essa fotografia retrata.
Enquanto os blogues internacionais começam a dedicar uma atenção particular aos autores deste campo – a entrevistá-los, a descobrir os seus temas, a analisar a especificidade da sua produção individual–  um dia destes, que já não está longe, perguntar-nos-emos se os media da arquitectura não se tornaram, entretanto, nos media desta fotografia específica.
Poderá parecer perverso que tal aconteça, mas a verdade é que, num mundo construído sobre a lógica da imagem, a fotografia ajuda a construir a arquitectura – e, portanto, é justo que um dia lhe tome parcialmente o lugar.
As ficções arquitectónicas da fotografia contemporânea, a que já me referi noutros contextos, não são senão uma evidência sub-reptícia desta metamorfose.

Fernando Guerra é fotógrafo de arquitectura. A sua formação, porém, é de arquitecto. O seu olhar divide-se entre dois modos distintos  de construir o mundo. Por esta circunstância, ele encontra-se numa posição privilegiada para protagonizar a metamorfose do campo fotográfico que fará com que esta prática de criação de imagens se venha a identificar, em parte, com o próprio campo arquitectónico.
Posso oferecer uma prova pessoal: sendo irónico que uma casa minúscula como a Casa Baltasar tenha tido uma projecção mediática tão proeminente, a imagem que teve o dom de projectar esta arquitectura menor para essa enorme visibilidade foi descoberta por Fernando Guerra.
O potencial estava lá, é certo, mas foi o olhar de Guerra que, entre outras imagens já antevistas, fixou em definitivo a espacialidade peculiar de um determinado ponto de vista.
Como acontece com outros, não se dá aqui o caso de que Fernando Guerra ambiciona transferir o seu desejo de fazer arquitectura para a elaboração de imagens que substituam a própria arquitectura. Mas a leitura e a interpretação também constroem mundos. E como na história dos cartógrafos de Jorge Luís Borges, pode acontecer que estes mundos se justaponham à realidade de forma tão justa que se vêm a confundir com ela.

Quando a FG+SG surgiu na arena da fotografia de arquitectura, oferecia aos arquitectos um modelo de negócio irresistível. Guerra não só fotografava, e bem, as obras de arquitectura, mas a sua presença estratégica na rede virtual funcionava, ainda, como uma importante plataforma de visibilidade para as imagens produzidas.
Construía-se, deste modo, não apenas um “mundo perfeito,” mas também as ferramentas perfeitas para a indispensável e desejável difusão das obras retratadas.
Com esta vantagem competitiva e o brio de um impecável profissionalismo, a FG+SG começou, primeiro inadvertidamente, depois conscientemente, a construir o mais vasto arquivo da arquitectura portuguesa contemporânea hoje disponível.
A sua obra fotográfica tornou-se expressiva de um potencial ainda inaudito na curta história da autonomia deste novo campo: a cartografia do seu arquivo tornou-se indistinguível da realidade da arquitectura portuguesa a que, naturalmente, todos os arquitectos portugueses aspiram pertencer.
Independentemente da sua própria vontade, Fernando Guerra tornou-se o fazedor do império.

Pedro Gadanho divide a sua actividade entre arquitectura, curadoria, crítica e docência universitária. É MA in Art & Architecture e realizou doutoramento na F.A.U.P., onde lecciona. É editor do blog ShrapnelContemporary e do bookazine Beyond, Short-Stories on the Post-Contemporary, em Amsterdão, contribuindo regularmente para outras publicações a nível internacional. Foi comissário de ‘Metaflux,’ representação portuguesa na Bienal de Veneza de Arquitectura de 2004, e de mostras como ‘Space Invaders,’ ‘Post. Rotterdam,’ ‘Pancho Guedes,Um modernista alternativo,’ e ‘Habitar Portugal 2006-2008.’ Integrou a direcção da ExperimentaDesign, entre 2000 e 2003. Os seus projectos de arquitectura incluem a Casa Laranja, em Carreço, o Art Center da Fundação Ellipse, e a Casa Baltasar, no Porto. shrapnelcontemporary

 
The Maker
Pedro Gadanho

You must have already noticed that within the world of contemporary photography, architectural photography has become a field apart in recent years. It has won its autonomy. It has its own history and references. It has its own authors and subgenres. It is about to achieve perfection.

Just as contemporary art’s use of photography is a special territory -sometimes intersecting with the field I describe here- so too has the professional gaze towards architecture’s constructed worlds gained its own logic.
As confirmed during a recent international seminar on architecture and image, this field also now has its historians, its stars, and its internal debates.
And the media of architectural photography are naturally starting to meddle with the media of architectural production depicted by the photography.
As international blogs start devoting particular attention to the auteurs of this field - interviewing them, discovering their subjects, examining their specific, individual productions - one day, in the not-so-distant future, we will ask ourselves if the media of architecture did not, in the meantime, become the media of this specific kind of photography.
It might seem perverse if this happens, but the truth is that in a world constructed according to the logic of the image, photography helps construct architecture - and, therefore, it is fair if it one day partially takes its place.
The architectural fictions of contemporary photography, which I have mentioned elsewhere, are nothing if not surreptitious evidence of this metamorphosis.

Fernando Guerra is an architectural photographer. Yet, his degree is in architecture. His vision is divided between two distinct ways of constructing the world. Due to these circumstances, he is in a privileged position to serve as a protagonist in the metamorphosis of photography that will lead the practice of creating images to identify, in part, with the field of architecture itself.
I offer personal proof: it is ironic that a tiny house like the Casa Baltasar had such prominent media projection. The image with the power to project this minor example of architecture towards such enormous visibility was discovered by Fernando Guerra.
Admittedly, the potential was always there, but it was Guerra’s vision, among other previously imagined images, that definitively cemented the peculiar concept of space of a determined point of view.
Contrary to what happens with others, Fernando Guerra does not attempt to transfer his desire to make architecture by creating images that substitute architecture itself. But reading and interpretating also construct worlds. And like the story of the cartographers of Jorge Luis Borges, it is possible that these worlds are juxtaposed with reality in such an accurate way that they merge.
When FG+SG entered the arena of architectural photography, it offered architects an irresistible business model. Guerra not only photographed –and well- works of architecture, but his strategic presence on the virtual network still functioned as an important platform for visibility of the images produced.

In this way, not only was a "perfect world" constructed, but also the perfect tools were created for the essential and desirable dissemination of the depicted works.
With this competitive advantage and the commitment of impeccable professionalism, FG+SG began, first inadvertently, then consciously, to build the largest archive of contemporary Portuguese architecture available today.
His photographic work has become the expression of a still unprecedented potential in the short history of this new autonomous field. His archive has become indistinguishable from the reality of Portuguese architecture to which, naturally, all Portuguese architects aspire to be a part. Regardless of his own volition, Fernando Guerra has become the maker of the empire.

Pedro Gadanho is an architect, curator and writer based in Lisbon. He is an MA in art & architecture, holds a PHD on architecture & mass-media from F.A.U.P., where he currently teaches. He is the editor-in-chief of the bookazine BEYOND, Short-stories on the Post-Contemporary, curates the blog Sfrapnel Contemporary and contributes regularly to other international publications. He co-authored two TV series and, between 2000 and 2003, was one of the chief curators of ExperimentaDesign, the Lisbon Biennial. He curated Metaflux, the Portuguese representation at the 2004 Architecture Venice Biennale, and other exhibitions such as Post.Rotterdam, for Porto2001, Space Invaders, for the British Council London, Pancho Guedes, for the Swiss Architecture Museum, and most recently Habitar Portugal 2006-1008. Amongst exhibition layouts, galleries and refurbishments, his designs include the Ellipse Foundation in Lisbon, and the widely published Orange House, in Carreço, and Family Home, in Oporto. shrapnelcontemporary


 


A ARQUITECTURA DA FOTOGRAFIA
Manuel Graça Dias

Teve que passar bastante tempo, depois de 1839 e dos primeiros daguerreotipos que reproduziam "quadros" postos à frente do fotógrafo (para alegria e espanto sobretudo daqueles que sempre tinham, secreta e miticamente, ambicionado poder um dia ficar fixados numa tela através do "génio" de um artista pintor), para que a fotografia ganhasse um estatuto próprio, como se sabe.

Se para a pintura foi fundamental essa data -- para se poder começar a desvincular da obrigação de "reproduzir" o real, para se poder dedicar ao que sempre verdadeiramente lhe interessara (o recorte, os contrastes, a luz, a sombra, o despertar da cor ou o seu súbito desvanecimento, tomando como base troços visualizados do mundo real, mas também outras imagens: inventadas, sonhadas, derivadas ou irreconhecíveis) --, para a própria fotografia terá parecido muito pouco provável a saída imediata desse inicial universo de figuração e de composição em espelho, a devolver, simbólico, a quem se desejava ver retratado.

No entanto, ganha a "objectividade" da devolução da imagem, sobrava ainda o subjectivo "olhar" aberto através do quadrado onde batia a luz, nas costas do fole das câmaras fotográficas. O sublime da arte foi descoberto quando se compreendeu o encanto de re-olhar o que já conhecíamos, deixando "em fundo" garantido o "documento" e trazendo "para a frente", a espécie de renovação rectangular que, simultaneamente, o isolava do mundo e do contexto.

[As "câmaras mentem tanto", diz-nos Bill Watterson através da boca de Calvin ("Calvin & Hobbes", Público, 15 de Outubro de 2002)].

A fotografia "documental" passou a existir (daí o seu encanto) neste estreito esmagamento temporal, entre a felicidade do acontecimento, do ambiente ou da acção a reproduzir e o vislumbrado novo modo de os "enquadrar" (com a assistência da "técnica", que permitirá a melhor abertura face à luz, o melhor "foco", a melhor profundidade de campo).

A "Fotografia de Arquitectura" inserindo-se nesta categoria, obrigará, ainda, suplementarmente, a um enorme rigor em qualquer dos níveis considerados.

Exigir-se-lhe-á, primeiro, que nos devolva a compreensão do espaço retratado. Tarefa impossível, porquanto o espaço e as suas múltiplas dimensões não se deixam "prender" na bidimensionalidade da convergência perspéctica da reprodução fotográfica; mas uma "aproximação", uma "aproximação" que nos acorde as memórias de outras experiências e que nos sugestione o tipo de espaço, as preocupações do autor, o que sentiu o fotógrafo que o habitou antes de no-lo tentar devolver e à pesada leveza do que o envolve.

Quanto tempo (dias) aguardará pelo sol? Aquele sol -- daquele dia -- as sombras que provoca? Não para "falsear" na revelação a sua estadia, mas porque sentiu caracterizador (e então uma boa hipótese de sugestão), aquela particular sombra de um dia de Verão.

Depois o olhar, o tal quadrado ou quadro que é o interior do enquadramento: como vai o fotógrafo de arquitectura "enquadrar"? O que omitirá? De que cuidados e éticas se rodeará, com a caixa aberta perscrutando o construído? Procurando o real? Revendo o real?

Só depois a "técnica", mediando ambas, pedida por ambas. E representar a Arquitectura irá exigir a ilusão de eliminar a distorção perspéctica, encontrando o non troppo herdado da composição renascentista, regressando à alvenaria plasmada em plano que o nosso olhar, educado por séculos de imagens, aprendeu a admitir. Entram as lentes ajustadas e as baterias de máquinas aqui; por vezes, ainda um pouco de photoshop, para anular um prematuro grafitti, uma mancha quase mínima ou uma sombra que só a cuidadosa observação posterior da imagem revelou.

Mostrar a arquitectura. Todos os arquitectos se julgam fotógrafos. Vítor Figueiredo especulava sobre o tema.

O que levará os arquitectos a sentirem-se tão à vontade por aí, sabendo nós que só de alguns -- poucos --, nos interessarão as fotografias?

Os arquitectos emocionam-se com a arquitectura: com a do passado, com a moderna, com a qualidade e com a originalidade do espaço, com o acerto geométrico do espaço que o espaço parecerá conter. E querem guardar essas emoções. Querem (imaginam querer), mais tarde, poder olhar o pedaço de real, recompondo mentalmente esse real. Querem copiar, transportar aquela emoção, refundi-la, eventualmente, noutros contextos, também reais.

Muitos tropeçarão, por isso, na armadilha da "objectividade". Outros divagarão sobre o olhar, propondo-nos outros olhares. A poucos sobrará a necessária paciência para, emocionados, aguardarem o acordar da manhã, o primeiro raio de sol ou então o último, a sombra longa estendida, o brilho no cerâmico, a passagem dos bandos de pássaros à hora da algazarra.

Na sua actividade solitária, privilegiarão os corredores vazios para melhor poderem, e mais à vontade, experimentar, testar, inventar o olhar.

Só quando virem passar ao longe fugaz um aluno, numa escola em férias, compreenderão então, quanto aquele vulto, subitamente, é de tal modo definitivo para a compreensão da dimensão do corredor, para o corte da luz que "rebenta" o fundo, para a inscrição da escala, face à altura do todo.

Mas a lenta artilharia técnica não se compadece com a frescura da reportagem que o arquitecto desejaria atenta, acordada e "plástica" face aos acontecimentos.

Ali, onde os acontecimentos seriam o espaço parado existente, mexido pela solene passagem do sol, no enfiado preciso com a porta-corredor-tubo, é o arquitecto-fotógrafo que, depois de tudo ajustar, emprestará ainda o seu corpo à imagem do espaço que anteviu, na ausência desse aluno que só verá do espaço a imagem mais tarde.

 
THE ARCHITECTURE OF PHOTOGRAPHY
Manuel Graça Dias

As is known, it took quite a long time before photography gained its own independent status following 1839 and the first daguerreotypes reproducing “portraits” in front of the photographer (to the delight and surprise of especially those who had, secretly and mythically, always wished to be permanently captured on canvas through the painter’s “genius”).

If this date was fundamental for painting -- in order to begin to free itself from the obligation of “reproducing” reality and to focus on what had always been of true interest (contour, contrasts, light, shadow, bursts of colour or its sudden vanishing, taking as a starting point glimpses of the real world, but also of other images: invented, dreamt, derived or unrecognisable) --, for the photograph itself, an immediate escape from this initially mirrored compositional universe was very unlikely, as it constituted a symbolic return to whomever desired a portrait of themselves.

Nevertheless, with the image’s new-found “objectivity”, a subjective “view” remained, opened by the square where the light shone on the back of the camera’s bellows. The art’s sublime nature was discovered through a marvelled re-examination of what we were already familiar with, leaving the “document” in the “background” and bringing to the “foreground” a kind of rectangular renovation that simultaneously isolated it from the world and its context.

The “documental” photograph has come to exist within this narrow, temporal crush (therein its charm), between reproducing the joy of an environment, event or action and the transient, novel method for “capturing” it (with “technical” assistance, allowing for greater aperture, “focus”, and depth of field).

As part of this category, the “Photography of Architecture” would eventually demand enormous, albeit supplementary, rigour at any one of the levels considered.

First of all, it would require that it return our understanding of the depicted space to us: an impossible task seeing that the space and its multiple dimensions do not lend themselves to being “captured” by the two-dimensional, perspectival convergence of photographic reproduction; it is rather an “approximation”, an “approximation” evoking memories of other experiences and which is suggestive of the type of space, the author’s concerns, of what the photographer who inhabited the space felt before attempting to return it to us, and the heavy lightness surrounding it.

How long (days) will he wait for the sun? That sun -- on that day -- the provocative shadows? Not in order to “distort” his sojourn during development, but because he felt that particular shadow on a summer’s day to be characteristic (and thus a good suggestive possibility).

Following the view, thesaid square in the interior of the frame: how is the architectural photographer going to “frame” it? What will he omit? What precautions and ethics will he surround himself with, the open shutter scrutinising the structure. Searching for what is real? Re-examining what is real?

Only afterwards comes the “technique”, mediating both and required by both. Depicting architecture would come to require the illusion of eliminating perspectival distortion, finding the non troppo inherited from Renaissance composition, returning to the flat moulded masonry that our eye, educated by centuries of images, has learnt to allow for. Adjusted lenses and batteries enter here; sometimes even a bit of photoshop to delete untimely graffiti, an almost minimal spot or a shadow that only a subsequent careful observation of the image has revealed.

Show architecture. All architects see themselves as photographers. Vítor Figueiredo speculated on the subject.

What leads architects to feel so at ease in this field, knowing that the photographs will only interest a few?

Architects are excited by architecture: both from the past as well as modern, by the quality and originality of the space, with the geometric reason it seems to contain. They want to preserve this excitement. They want (imagine they want) to be able to look at a piece of reality later, mentally recomposing this reality. They want to copy and transport that excitement, reshaping it, possibly, for other, real contexts.

Many will therefore fall into the trap of “objectivity”. Others will skirt around the view, proposing new ones. A few will remain with the necessary patience to excitedly preserve the dawn, the first or last of the sun’s rays, the long, extended shadow, its glimmer on the ceramics, the passing of flocks of birds during the hour of din.

In their solitary activity, they will favour the empty corridors to be better able to (and more at ease to) experiment, test, and invent their “view”.

Only in the fleeting distance, when they catch a student in a school closed for the holidays, will they then understand how much that figure is suddenly so definitive for understanding the corridor's dimensions, the sliver of light that splinters the background, the scale’s inscription, faced with the height of the whole.




 
RECONFIGURAR O MUNDO
Luís Urbano

Não acredito na objectividade da fotografia. Por mais que muitos tentem apagar as contingências subjectivas da vida quotidiana que contaminam os espaços puros que os arquitectos desenham, uma imagem de um qualquer objecto arquitectónico, ou simplesmente de um objecto, é sempre a imposição de um ponto de vista. De quem fotografa, de quem escolhe o enquadramento, de quem escolhe a luz, o tempo de exposição, o tipo de lente, a máquina. É um olhar que implica uma escolha, ou infinitas escolhas, e é por definição (definitivamente?) subjectivo.

Não acredito no mito do fotógrafo de arquitectura contemplador que acha possível escolher a priori um único olhar sintético que conjugue tudo o que uma obra de arquitectura encerra. A arquitectura é por definição múltipla, dependente de inúmeras variáveis, nunca totalmente apreensível, infinitamente interpretável. A percepção da arquitectura depende da conjugação de múltiplos pontos de vista, da reconstituição mental de inúmeros espaços.

Aldo Rossi, na sua “Autobiografia Científica” reconhece que “a observação das coisas permaneceu, provavelmente, como a minha mais importante educação formal e isto porque a observação se transforma mais tarde em memória”. Ao olhar para trás, Rossi cruza a sua própria cultura, a memória das coisas, “que consigo ver dispostas ordenadamente, como num herbário, num catálogo ou num dicionário”, com a imaginação. Este processo não é linear, havendo um cruzamento entre ambas que produz diferentes significados, isto é, o resultado dessa hibridação é mais do que a simples soma das partes. “Este catálogo, situado algures entre a imaginação e a memória, não é neutral. Reaparece quase sempre nalguns objectos constituindo a sua deformação e, em certa medida, a sua evolução”. O que observámos no passado reaparece na presença do novo, filtrado pela força da memória das coisas, permitindo um novo olhar, com sentido crítico. É a memória que forma o olhar, permitindo a deformação dos objectos, isto é, quando olhamos para um qualquer objecto, arquitectónico ou não, ele transfigura-se quando cruzado com a recordação daquilo que já vivemos.

O olhar de Fernando Guerra é um olhar de arquitecto. Para compreender o espaço, os arquitectos, eventualmente com uma intencionalidade mais consciente que os simples utilizadores, circulam pelos edifícios. Captam a espacialidade da arquitectura deambulando, perscrutando, fazendo associações de ideias, de formas, de dimensões. É através desse movimento que descobrem as infinitas variáveis do espaço arquitectónico, as singularidades que fazem distinguir um espaço significante da miríade de construções insignificantes que invadem o nosso campo visual. E fazem-no cruzando aquilo que vêem com as memórias de outros edifícios que transportam consigo, muitas vezes adquiridas através da observação mediada pela fotografia. A nossa cultura arquitectónica, na impossibilidade de visitar todos os edifícios do mundo, é maioritariamente construída através do olhar de outros.

Através da generosidade de nos oferecer múltiplos pontos de vista de um edifício, as reportagens fotográficas de Fernando Guerra aproximam-se da vivência real do espaço, ao permitir que reconstituamos um lugar através da soma de todas imagens. Nesse sentido aproxima-se também da linguagem cinematográfica, não só pela implícita ideia de movimento que as suas imagens transmitem mas também pelo sentido narrativo que lhes imprime o fotógrafo. E daí a necessidade, quase obsessiva, de incluir personagens nos seus enquadramentos. Por vezes personagens anónimas, outras vezes os arquitectos, muitas vezes o próprio fotógrafo. Certamente não por qualquer vontade de auto representação, mas pela necessidade de dar sentido e escala a um determinado espaço, que na ausência de uma figura humana se tornaria incompreensivelmente abstracto. Há uma vontade de que cada imagem encerre um fragmento de vida, uma história pessoal, mas onde os personagens são suficientemente indefinidos, vultos quase, para deixar o observador imaginar o quadro que entender. Como em Julius Schulman, as imagens de Fernando Guerra procuram, para além de representar a arquitectura, captar um sentido de lugar, uma atmosfera que define a época contemporânea. Mas o que em Schulman era intencionalmente encenado, com um sentido narrativo por vezes demasiado literal, em Guerra é intencionalmente difuso, permitindo imaginar todas as histórias que aí terão lugar.

A palavra perfeição encerra uma certa radicalidade, já que implica um estado limite, sem evolução possível. Quando se atinge a perfeição nada mais há a fazer senão contemplar o belo. Mas ao mesmo tempo a busca da perfeição pode ser um acto generoso. Quando se tem por objectivo encontrar as melhores imagens para representar a essência e o conceito de um edifício, está-se a responder aos desejos daqueles que o projectaram. Tal como os arquitectos reconstroem um mundo particular em cada projecto, procurando dar um sentido de unicidade a partir das variáveis com que se confrontam - do cliente ao lugar, da geografia ao orçamento, das contingências materiais às limitações estruturais - as fotografias de Fernando Guerra devolvem à arquitectura essa procura da perfeição possível, “intensificando a realidade retratada”, reconfigurando o mundo que a rodeia.

Mundo Perfeito, livro e exposição, mostra também a vontade de conjugar arquitecturas que partilham uma mesma identidade, a arquitectura feita em Portugal, hoje. Não fossem as conotações demasiado politizadas, mundo aqui poderia querer dizer mundo português. Mas um mundo português agora aberto aos outros mundos, plural, democrático, cosmopolita. A circunstância de serem obras feitas em território português ou por portugueses noutros territórios, e apesar da volatilidade do que hoje representa a ideia de fronteiras e identidades nacionais, não deixa de constituir um denominador comum que justifica a sua aglutinação num conjunto reconhecidamente heterogéneo mas unificado pelo olhar de Fernando Guerra. O seu trabalho, e basta passar pelo ultimasreportagens.com para o perceber, não se limita apenas a um acervo de imagens de arquitectura, valiosíssimo por sinal, pelo que significa de possibilidades de divulgação dentro e fora de portas; antes se institui como um discurso autónomo e original sobre a arquitectura portuguesa contemporânea.



 

MUNDO PERFEITO
Ana Vaz Milheiro

A arquitectura está associada aos primórdios da fotografia: “No início da invenção fotográfica, devido aos longos tempos de exposição e à pouca maleabilidade dos químicos, a imobilidade do objecto fotografado era indispensável." De objecto adequado à reprodução através do método daguerreótipo, o edifício acabou mais recentemente como tema para a fotografia contemporânea. A tendência tem-se sobreposto à prática corrente de fotografar arquitectura. O efeito sobre o observador comum é relevante. Tomando-se como objecto de artistas, mais precisamente de fotógrafos-artistas, a arquitectura perde materialidade na mesma proporção em que a fotografia que a representa deixa de desejar captar uma dimensão “real”.

O processo pode ser talvez ilustrado através da forma como também os meios de produção da arquitectura – como as maquetas – têm vindo a incorporar o universo dos artistas e dos fotógrafos. Casos como o de Thomas Demand são disso exemplo. Demand fotografa maquetas simulando lugares ou construções onde ocorreram factos “reais” e, na maior parte das vezes, mediáticos. Por vezes essas maquetas são “adulteradas”, intervindo-se deste modo sobre a memória colectiva de um determinado acontecimento onde a arquitectura desempenhou um papel significativo. Ao fotografar a maqueta de um edifício não construído de Albert Speer para a Exposição Internacional de Paris de 1937, Demand “refez” a maqueta sem os símbolos do nazismo, e assim “em Modell, o edifício de Speer aparece representado a branco na tradição modernista.”

Estes registos são todavia “não documentais”, inscrevendo-se portanto no domínio da arte. A sua relevância para a arquitectura assenta no entendimento sobre a prática que de modo genérico provoca no público – precisamente por alterar as percepções ligadas ao contexto, ao espaço, ou aos materiais (cores, texturas, etc.).

Fotógrafos conceituados mantêm uma forte ligação com obras de certos autores. O trabalho de Thomas Ruff, por exemplo, tem um vínculo importante com a arquitectura de Jacques Herzog e Pierre de Meuron, chegando mesmo a conseguir que imagens bidimensionais substituam no imaginário corrente os edifícios projectados pelos dois arquitectos.

A ligação data de 1991, quando Ruff realizou as fotografias que representaram o trabalho deste escritório sediado em Basileia na Bienal de Veneza. Não foi a primeira incursão de Ruff pela arquitectura (que remontava a 1987), mas revelou-se exemplar: “Ruff had never heard of the Swiss architects and initially turned the job down. He knew how demanding architectural photography is. You can only work on Sunday morning when traffic and pedestrians are at a minimum and only from the beginning of January to mid March, when the lighting is right, thanks to the overcast skies.” Supostamente, exigências técnicas restritas dificultavam a concretização do projecto.

Havia ainda um outro argumento significativo que Ruff a dada altura teria evocado: tratando-se de um artista plástico não desejava ser recrutado para um trabalho. Este aspecto da relação inicial entre Ruff e os arquitectos mostra como há nesta ligação uma liberdade muito particular que é gerida pelo artista e não pelo “encomendador”. Fica claro neste testemunho que quem definiu as regras foi o fotógrafo, não os arquitectos. Dos edifícios fotografados, seriam míticos os processos utilizados com o objectivo de tornar o resultado “pictórico”. Sem profundidade, o espaço manter-se-ia “não representado”. Em alguns casos as imagens foram manipuladas ao ponto de se retirar os elementos que inibissem uma leitura “plana” dos edifícios. E também aqui se chegou a fotografar maquetas em vez das obras.

“A arquitectura torna-se imagem”, escreve a este propósito Pedro Bandeira. A fotografia autonomiza-se do seu tema – apropria-se e modifica…“A picture is a picture. It should not generate the illusion of depth. Reality can be as deep as it wants. I make my picture on the surface.” Não se trata exactamente de desenvolver uma relação com a arquitectura, antes com uma imagem que se pode fabricar a partir dela.

Para Herzog & de Meuron, Ruff fotografa essencialmente exteriores; enquanto Candida Höfer, outra alemã, prefere os espaços interiores escolhidos ao acaso e sem um enquadramento arquitectónico autoral, histórico ou estilístico. “As fotografias de Candida Höfer são sobre as qualidades estéticas do espaço, os seus limites e sobre a relação que o olhar estabelece com as grandezas determinadas arquitectónica e escultoricamente”. Se as suas imagens surgem conjecturalmente como mais “arquitectónicas”, na verdade, não o são e o “seu ímpeto é … puramente fotográfico.” Höfer recorda-o: “Há sempre uma diferença entre a imagem e o que chamamos de realidade. Às vezes as pessoas esquecem-se disso quando deparam com o ‘medium’ fotográfico. Trata-se de um mal entendido histórico sobre esse ‘medium’.”

Apesar de se afastarem do mundo da arquitectura, como é aqui explicado pela fotógrafa alemã, imagens de artistas como Ruff ou Höfer têm causado um forte impacto entre os arquitectos, repercutindo-se nas representações que alguns procuram – enquanto autores de edifícios – da sua própria arquitectura. Talvez porque reforçam o carácter esteta da obra e uma certa inacessibilidade que garante a conotação do edifício como peça de excepção. Em Portugal, a representação da obra dos irmãos Aires Mateus pelo fotógrafo Daniel Malhão aproxima-se desta tendência. No entanto, para que essa representação não perca eficácia comunicativa é indispensável que a arquitectura seja o objecto da fotografia e não apenas o tema, isto é, que não seja somente um tema tratado como o nu ou a natureza morta na pintura. Este facto faz sobreviver a fotografia de arquitectura enquanto acto isolado da produção de arte. E frequentemente essas imagens não são vistas com autonomia artística, merecendo até desconfiança nos circuitos expositivos.
É também habitual, os arquitectos estabelecerem ligações de dependência em relação a certos “enquadramentos fotográficos”. Fazendo a conversão para a realidade portuguesa, pode-se trazer aqui o caso dos edifícios de João Luís Carrilho da Graça, maioritariamente fotografados por Maria Timóteo, fotógrafa “residente” do escritório. E há, é claro, o domínio da objectiva “realista” de Luís Ferreira Alves que imprime um cunho “não artificioso” aos seus registos – aproximando-se de uma captação tendencialmente mais “autêntica”. A sua “visão” acabaria por interpretar um certo tom lacónico da arquitectura portuguesa inscrita na tradição da Escola do Porto, tornando-o um dos mais “alinhados” fotógrafos nacionais. Num plano mais autoral estaria, por exemplo, José Manuel Rodrigues, na sua prática intermitente de fotógrafo-de-arquitectura onde claramente predomina a persona artística, como comprovam os seus registos de edifícios sizianos. Os diferentes registos das Piscinas de Leça, captados num tempo longo, são a este propósito eloquentes.

Estamos, é claro, no universo de fotógrafos que, ao contrário de Demand, Ruff ou Höfer, estão em condições de reproduzir edifícios e não apenas de fabricar imagens motivadas por eles. Significa que a fotografia não é aqui um fim em si mesmo, mas um meio. Fernando Guerra está neste último grupo. É um fotógrafo que, tendo formação como arquitecto, mede bem as demandas que a arquitectura solicita. Deliberadamente não a trata como tema artístico, o que não significa que as suas imagens não sejam extremamente “calculadas”.

Fotografar arquitectura é, na sua génese, um gesto “comedido”: trata-se de entrar na obra do “outro” e captar o que lhe é fundamental, sem comprometer a lógica dos seus conteúdos. Não se deseja “modificar” – numa referência óbvia ao trabalho de Ruff sobre os edifícios de Herzog & de Meuron –, antes “fixar”. Parece portanto ser um lugar difícil à criatividade de autor já que, aparentemente, o fotógrafo prescinde da centralidade do seu olhar para deixar o edifício fluir através das imagens. As mesmas imagens que construirão a memória futura que se formará desses edifícios.

A fotografia constrói uma imagem alternativa à arquitectura e, num universo mediático, confunde-se com a própria arquitectura. No domínio do público, o reconhecimento da “excepcionalidade” de um edifício está muitas vezes associado ao seu registo em fotografia. Significa que, para chegar a um plano de maior comunicabilidade, a arquitectura depende muito de quem a fotografa; principalmente do modo como é fotografada.

Metodologicamente, o processo de trabalho de Fernando Guerra é extremamente escrupuloso, procurando não descurar algum detalhe que possa vir a revelar-se fundamental na compreensão do edifício: a exposição à luz (diurna/nocturna); o posicionamento da objectiva; o movimento coreografado das pessoas. Fernando Guerra “vê” inclusive pormenores que estão inacessíveis a olho nu; perspectivas insondáveis. Possui um profundo domínio dos skills técnicos. As suas fotografias são meticulosamente preparadas, mesmo na gestão do próprio serviço que as tecnologias podem fornecer para um apuramento da “perfeição”. Evolui depois para a determinação do melhor enquadramento possível, o que faz delas, imagens límpidas e “puras”, livres de qualquer intromissão que possa comprometer o equilíbrio compositivo (que também é gráfico) e a clareza do objecto fotografado. O universo da arquitectura que Fernando Guerra nos propõe é, quase sempre, um mundo perfeito. Panorâmico. Não-contaminado. Luminoso.

É neste sentido que Fernando Guerra lança um olhar generoso sobre a arquitectura que regista. Entre os edifícios que fotografa, não se percebe, exactamente, um juízo de valor sobre os conteúdos da arquitectura; antes um controle, ao nível das emoções, que busca homogeneizar todos os registos. Portanto, cultiva-se a ausência de qualquer moralismo-crítico que possa interferir com o resultado final da imagem e que busca posicionar-se (arquitectonicamente) num plano neutral, valendo-se a si mesmo. É simultaneamente um mundo onde não há arquitecturas melhores, nem piores. O fotógrafo, ao contrário do fotógrafo-artista, é convocado e responde através do seu conhecimento de expert. Se manipula a imagem, isto é, se lhe retira um excesso qualquer de “realismo”, fá-lo consciente que trabalha num domínio de imparcialidade.

Este aspecto opõe-se às relações históricas que durante o século XX lançaram uma teia de cumplicidades “emocionais” e discursivas entre arquitectura e fotografia. Basta recordar que Reyner Banham associou as raízes do Movimento Moderno à vulgarização de imagens de complexos fabris americanos e canadenses a partir da sua publicação num artigo de Walter Gropius editado no âmbito da Deutscher Werkbund, “Die Entwicklung Modern Industriebaukunst”, em 1913. “The impact of these illustrations … was felt throughout ‘modern Europe’ and registered as early as 1914 in the work of Antonio Sant’Elia and Mario Chiattone, the architects members of the Futurist circle in Italy, and even more strikingly in the sketchbooks and imaginary projects of Erich Mendelsohn.” Também se reconhecia nas imagens a preto e branco que divulgaram os primeiros edifícios de Le Corbusier ou de Mies van der Rohe, uma forte intencionalidade plástica “moderna”. O mesmo princípio que anulou as fortes cores primárias do neoplasticismo De Stilj ou o expressinismo de Bruno Taut, possibilitando essa invenção incrível que foi o International Style.

Mas talvez uma conivência de carácter mais “ideológico” seja mais perceptível nos ensaios sobre imagem que o edifício da Bauhaus, em Dessau, de Gropius, provocou entre os estudantes da escola. Aí, um certo experimentalismo arquitectónico manifestava-se na desconstrução da estaticidade fotográfica. Em Portugal, Mario Novaes, por exemplo, procurou igualmente servir os arquitectos modernos portugueses na propagação de uma imagem de “modernidade”. Imagens nocturnas registadas pelo seu irmão Horácio Novaes, como a de um edifício de Keil do Amaral – a Feira das Indústrias Portuguesas, em Lisboa –, mostram bem até onde o trabalho do fotógrafo podia ser determinante na consolidação de uma iconografia moderna.

Nas fotografias de Fernando Guerra desfazem-se as cargas mais idiossincráticas de cada um dos projectos que o fotógrafo vai percorrendo. Fernando Guerra trabalha sobre a imagem como se descarnasse os edifícios – cuidadosamente –, até sobrarem somente elementos, texturas, luzes, sombras. Invariavelmente, os edifícios são sempre fotografados antes de existir dentro deles uma vida “normal”. As pessoas são contornos, figuras estilizadas e fugidias. Há uma tonalidade semelhante nos vários trabalhos que os aproxima, mais do que os diferencia, permitindo reconhecer o “olho” do fotógrafo e, apesar do tempo se encontrar “parado” nestas imagens, há inequivocamente a expressão de uma época, visível num quadro harmonioso.

Talvez por isso, numa primeira impressão, revisitam-se as obras que dão corpo às fotografias como se percorresse “mentalmente” o mesmíssimo objecto. Mas os fragmentos (arquitectónicos), que delas vão transbordando, são reconhecíveis e possibilitam, apesar de tudo, chegar-se a cada um dos edifícios, impedindo que a leitura passe para um plano totalmente abstracto.
Retirados do seu contexto específico e reintroduzidos numa sequência genérica, estes elementos permitem, por contraste, refazer um quadro mais aberto. Essa abertura comporta um risco – que aqui parece ter sido previamente ponderado –, o de filtrar todos os projectos pela mesma rede, reduzindo-lhes a espessura própria que os distancia. Alguns edifícios suportam pior esta abordagem, o que ameaça a estabilidade desse “mundo perfeito” que aqui se recria. Tornando-se corpos estranhos no trabalho de Fernando Guerra, também o enriquecem e permitem-nos fazer notar que muito provavelmente estamos perante um dos mais eficazes fotógrafos portugueses que se dedicam a esta área tão específica e, à qual, a arquitectura tanto exige.

Adaptação do artigo “Mundo Perfeito, Arquitectura e Fotografia”, publicado no jornal Público, suplemento Mil Folhas, 26/03/2005, p. 22



 

FOTO-SÍNTESE
Nuno Grande

«A evolução recente daquilo a que podemos chamar “fotografia de arquitectura” tem sido um espelho eloquente das relações que a sociedade contemporânea estabelece com a produção arquitectónica.
Se olharmos esse espelho a partir do campo da arte, percebemos que, nunca como hoje, tantos criadores retrataram a arquitectura enquanto objecto das contradições dessa sociedade, expondo-a de forma crítica e crua. Que dizer, por exemplo, da visão de fotógrafos como Andreas Gursky, Thomas Ruff ou Axel Hütte?
Olhando para o outro lado do espelho, e desde o campo da cultura mediática, constatamos que, nunca como hoje, tantos “meios” retrataram a arquitectura como um produto sedutor dessa mesma sociedade, expondo-a de forma ostensiva e espectacularizada. Que dizer da profusão recente de artigos e imagens selectas de “arquitecturas de autor” em suplementos culturais e turísticos de jornais ou revistas de lifestyle?
Este duplo tratamento constitui um sinal dos tempos: no seu esforço de apropriação do quotidiano cultural e social, iniciado na década de 60, a arquitectura tornou-se, ela própria, num peão desse jogo extremado entre a reflexão crítica, na arte, e o consumo acrítico, no mercado. No mesmo sentido, a commodification da obra arquitectónica – isto é, a sua conversão num “consumível” –, dificulta hoje o posicionamento de um “fotógrafo de arquitectura” que se apresente, não como artista, nem como mercador de imagens, mas tão-somente como um viajante entre espaços.
É neste contexto que devemos situar o trabalho de Fernando Guerra, arquitecto e fotógrafo que, desde 1999, se vem afirmando no panorama nacional, documentando a produção arquitectónica portuguesa, e sobretudo a obra de uma nova geração de criadores. O seu apuro fotográfico sedimentou-se em sucessivas “reportagens” de viagem que, a partir de 1987, tomaram como tema central a paisagem urbana do Oriente, e sobretudo de Macau, cidade onde viveu alguns anos. Disparando compulsivamente a sua Reflex de 35 mm, sempre em punho, Fernando Guerra foi definindo um método errante mas diligente de retratar ambientes, gentes e pormenores que acabaria por distingui-lo da postura mais tradicional de outros fotógrafos portugueses já consagrados nesta área. Essa distinção estabeleceu-se não apenas na dimensão utilizada – raramente optando por câmaras de médio ou grande formato – como também no modo de apropriação da obra de arquitectura.
Assim, e enquanto outros estudam demoradamente os melhores ângulos, Fernando Guerra “deixa-se perder” no espaço, captando empiricamente essa descoberta irreflectida e inocente; enquanto outros instalam pacientemente as suas câmaras sobre tripés à espera da melhor luz, Guerra procura, irrequieto, a incerteza do “instante” em que uma sombra muda ou um vulto passa; enquanto outros retratam fria e analiticamente o seu objecto em apenas duas ou três exposições, ele colecciona centenas de imagens que reedita depois, enquanto síntese da sua “reportagem”. Uma postura demasiado “comercial” ou “artificial”, dirão uns; uma postura descomplexada, dizemos nós, que percebe o seu tempo e que define inteligentemente o seu lugar nesse jogo contemporâneo entre arte e mercado, a que nos referimos antes.
Fernando Guerra conhece as regras da composição fotográfica, a importância da luz, o poder de um enquadramento; isto é, compreende a fotografia como “ofício” artístico. Conhece, por outro lado, os mecanismos hoje impostos à edição de arquitectura, a importância de uma “foto-síntese”, o poder da massificação e da celeridade do consumo mediático; isto é, compreende a imagem como instrumento insubstituível da difusão cultural, algo que vem testando, juntamente com o seu irmão Sérgio, a partir do “sítio” digital que ambos criaram sobre o seu trabalho (contando hoje com mais de 250 obras fotografadas e mais de 1000 visitas diárias).
Poderá parecer-nos perverso que essa difusão nos “novos media” – em sites, blogues ou newsletters – se tenha tornado num meio comum de descoberta dos arquitectos e das suas obras, conferindo aos fotógrafos e webdesigners o papel que antes pertencia aos críticos e editores tradicionais; mas esta é a realidade global em que Fernando e Sérgio Guerra se movem e que procuram qualificar fazendo do seu “sítio” uma plataforma de cruzamento e de ligação entre tantos outros endereços e autores com diferentes aprofundamentos. Não surpreende, por isso, que num momento em que, a nível internacional, se acentua o interesse editorial pela nova arquitectura portuguesa – em publicações recentes, da Espanha ao Japão, da Itália à Rússia, da França à Coreia – as fotografias de Fernando Guerra preencham as capas e os conteúdos de revistas como Arquitectura Viva, L’Architecture d’Aujourd’hui, A+U ou Casabella, ou ainda da Wallpaper, Ícon, Blueprint, ou Frame. Embora distintas, todas elas constituem, como dissemos, faces do mesmo espelho.»

Excerto do texto publicado in “Mundo Perfeito – Fotografias de Fernando Guerra”, Publicações FAUP, 1ª edição, Porto 2008.

 


 
Nasceu em Lisboa, em 1975.
Licenciou-se em Arquitectura em 1998 pela Universidade Lusíada de Lisboa. Trabalhou em diversos ateliers em Lisboa antes de fundar o atelier e estúdio FG+SG - Fotografia de Arquitectura, em sociedade com o seu irmão Fernando Guerra.
É o responsável pela produção das reportagens e gestão geral do atelier.

 

Born in Lisbon in 1975.
Degree in Architecture in 1998 from Lusíada University in Lisbon. Worked in various ateliers in Lisbon before establishing the atelier and studio FG+SG - Fotografia de Arquitectura, in association with his brother Fernando Guerra.
Is responsible for managing the office.







Vítor Gabriel

 

Nasceu em Viseu, em 1981.
Licenciou-se em Design de Equipamento em 2006 na Arca-Euac (Escola Universitária das Artes de Coimbra).
Desenvolve vários projectos como freelancer nas áreas de design de interiores e design comunicação para diversos clientes um dos quais a FG+SG em 2004 com ampliação do site fernandoguerra.com e posteriormente com o ultimasreportagens.com.
A partir de 2007, inicia a sua colaboração permanente com a FG+SG, trabalhando na edição de imagem e desenvolvimento e produção do design do site ultimasreportagens.com.

 

Born in Viseu in 1981.
Degree in Equipment Design in 2006 from Arca-Euac (Escola Universitária das Artes de Coimbra).
Has worked freelance on various projects in interior design and communication design for several clients, including FG+SG in 2004 with the expansion of the website fernandoguerra.com and subsequently ultimasreportagens.com.
From 2007 began permanent collaboration with FG+SG in image editing and development, production and design for the ultimasreportagens.com website.



Sérgio Marques

 

Nasceu em Torres Vedras, em 1982.
Frequentou a Licenciatura de Arquitectura de Interiores na Faculdade de Arquitectura da U.T.L. (2000/2004). Frequentou a Licenciatura de Arquitectura na Faculdade de Arquitectura da U.T.L., concluindo a licenciatura em 2007.
Colaborou com o atelier bquadrado arquitectos (2007), e em 2009 recebe o 2º Prémio no Concurso Dubai 2A Magazine International Competition. Colabora com a FG+SG desde 2009.

 

Born in Torres Vedras in 1982.
Attended the Interior Architecture course at the Faculty of Architecture at Lisbon Technical University (UTL) (2000/2004). Degree in Architecture from the Faculty of Architecture at U.T.L. in 2007.
Worked with the bquadrado arquitectos atelier (2007); in 2009 awarded 2nd Prize in the Dubai 2A Magazine International Competition.



David Pereira

 

Nasceu em Lisboa, em 1986.
Iniciou o Mestrado Integrado em Arquitectura no ISCTE em 2004, concluindo em 2009.
A partir de 2009, inicia a sua colaboração com a FG+SG.

 

Born in Lisbon in 1986.
Master’s degree in Architecture from ISCTE, in 2009.
From 2009 began collaboration with FG+SG.


 
Destaques | highlights :


Summer lights / summer nights
 
My summers are always filled with work. And this one is no exception. I know it’s been a little quiet around here and in Facebook lately - my apologies. The truth is we have more info and announcements coming in the next weeks than I’ve probably ever had for a long time. I have been working non stop in Portugal and abroad, shooting some great new buildings and houses to share later on. I’m pretty excited actually. But for now, some random images at a friends house near Faro, Portugal. One of the many houses that I have just shot.
An ode to a great summer. Great things to come!


Fernando Guerra
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Angola 2009
 
Football images Football can be found in every corner of the globe regardless the boundary of nationality, race or class. When working abroad, I'm constantly surrounded by kids playing and sometimes, just have to be part of that passion somehow. This World Cup Tournament final match was the most-watched event in television history. I was out shooting, but could hear the roar on the streets. "Impressive" I thought. Did not wonder about the result, and just kept working. Even if I don't follow any particular home football team or what's happening in the Portuguese championships, the photos of people playing, those I always fell the need to keep. Here are some I did last summer, when I was doing research in Angola for an upcoming book.

Fernando Guerra
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Representação Portuguesa | 12ª Exposição Internacional de Arquitectura - La Biennale di Venezia
Portuguese Participation | 12th International Architecture Exhibition – La Biennale di Venezia


A 12ª Exposição Internacional de Arquitectura - La Biennale di Venezia - recebe uma representação de Portugal que demonstra o valor de excelência da arquitectura portuguesa contemporânea. Álvaro Siza Vieira, Manuel e Francisco Aires Mateus, João Luís Carrilho da Graça e Ricardo Bak Gordon foram os arquitectos escolhidos, através de quatro propostas construídas, quatro casas que representam quatro diferentes olhares e culturas arquitectónicas no horizonte de uma enorme vitalidade nos modos de pensar e fazer arquitectura. Fernando Guerra fotografou 3 dos 4 projectos presentes na Bienal.


The 12th International Architecture Exhibition – La Biennale de Venezia – receives a representation from Portugal which demonstrates the excellence of Portuguese contemporary architecture. Álvaro Siza Vieira, Manuel and Francisco Aires Mateus, João Luís Carrilho da Graça and Ricardo Bak Gordon were the architects chosen by means of four already built projects, four houses representing four different views and architectural cultures on a very dynamic horizon in the ways of thinking and doing architecture. Fernando Guerra have shoot 3 of the 4 projects represented in the Biennale.

Images from this house on our next ultimasreporatagens update

Entrevista a FG na “house trades” | Setembro 2010
Interview FG on “house trades” | September 2010

Entrevista a FG na "O mundo da Fotografia digital" | Abril 2010
Interview on Portuguese best selling photography magazine

Desenhos ao jantar | Álvaro Siza
Sketches at dinner | Álvaro Siza


"… a culpa é do meu tio Quim que, sem saber desenhar, comprava-me lápis de cor, sentava-me ao seu colo, depois de jantar, e ensinava-me a desenhar cavalos."(mais)

 
“the blame is my uncle Quim’s, who, without knowing how to draw bought me coloured pencils and sat me up on his lap after dinner and taught me how to draw horses.” (more)

Ponte Pedonal Ribeira da Carpinteira, Covilhã | João Luís Carrilho da Graça
Pedestrian bridge over Ribeira da Carpinteira, Covilhã | João Luís Carrilho da Graça




Pedestrian bridge over Ribeira da Carpinteira, Covilhã, Portugal (2003 - 2009)


"The sinuous and segmented design of the bridge winds above de valley, along a distance of about 220 m. The central bay takes the perpendicularity to the line of the valley. The other two sections are inflected and oriented towards their anchoring points. The connection between the two points is no longer the shortest distance between them. The tensioned geometry of its layout interferes with visual orientation and with the perception of dominating heights of “Serra da Estrela”, on one side, and with the vastness of Cova da Beira on the lower side." jlcg.pt

Ur agora no Google maps
Ur now on Google maps
googlemaps
 
Planear a sua visita ficou mais simples. Pode viajar pela maior biblioteca contemporânea de arquitectura Portuguesa usando o Google maps, agora com a marcação das principais obras públicas. UR no Google maps

Planning your study trip or simple sightseeing became easier than ever. You can now travel through the most comprehensive online library of contemporary Portuguese architecture using Google maps . UR at Google maps
Due to our privacy policy only public buildings and private works open to the public, are shown on the map.

FG Entrevistado no Archdaily
Interview in Archdaily

Farol Museu de Santa Marta, Cascais | Aires Mateus
Santa Marta Lighthouse Museum, Cascais | Aires Mateus

“Alvaro Siza: The Function of Beauty” | Best Architecture Books of 2009
By Norman Weinstein - ArchNewsNow

Livro 04 - Farol Museu de Santa Marta, Cascais | Aires Mateus
Book 04 - Santa Marta Lighthouse Museum, Cascais | Aires Mateus



POSTAIS

Escrevo este pequeno texto no meu último dia de fotografias no Farol Museu, antes da publicação deste livro. Os trabalhos de fotografia nunca ficam verdadeiramente prontos. Saber quando parar de fotografar uma obra aprende-se e de preferência pratica-se diariamente, mas numa encomenda como esta a obra torna-se na evasão necessária para outros dias de fotografia. Nestes casos é sempre possível fazer mais. Ou, talvez, ver mais…

Seguir, fotografando, a obra do atelier Aires Mateus, é um privilégio. Tanto pelo acesso livre a belíssimos espaços privados como por se tratar de um tipo de arquitectura que constitui palco óptimo para o meu trabalho, pela forma como vejo a arquitectura e a registo. Talvez por se basear no conceito de um “dia na obra”, de requerer uma entrega e uma permanência no sitio e de um registo atento da mudança da luz durante o dia. Um olhar sobre o passar do tempo no edifício. O Farol Museu de Santa Marta é o tipo de projecto que me envolve e fornece pistas, e como em qualquer museu aberto ao público, dá-me actores de ocasião, protagonistas de um instante que é meu e que gosto de partilhar mais tarde.

São já alguns anos de fotografias Aires Mateus com algumas casas, edifícios de escritórios, museus e exposições. O Farol Museu de Santa Marta foi mais uma missão completa (ou como sempre... incompleta) em dias soltos e interrompida com viagens e outros trabalhos, mas onde regressei pelo prazer de fotografar, como fosse um descanso fazê-lo. E para mim é-o certamente. E ainda mais com o prazer que é ganhar as novas imagens do dia e adicioná-las como camadas de uma história que se conta num slideshow do ultimasreportagens ou nas páginas de uma revista. Ou, neste caso, na forma de um livro. Essa história não tem de ser antropológica, factual ou interpretativa, mas procura de algum modo tocar vários momentos da existência da obra, como um arqueólogo que percorre os seus passados para justificá-la no presente. Mesmo que não seja preciso fazê-lo.

Chegam mais visitantes enquanto acabo estas linhas sentado na esplanada do Farol. Quantos irão visitá-lo por verem estas imagens? Ou para quantos, serão estas imagens, o único contacto com a obra. E que obra é essa?
Tenho já muitas fotografias... Tenho o mau e o bom tempo. O princípio e o fim do dia, tenho o engano de quem queria um restaurante e não um museu, fotografei a troca de desamores de um casal e a passagem rápida de um outro que seguia em bicicletas alugadas. Fotografei famílias a chegar e a espera dos empregados do museu para os receber. Ou a eterna paciência da senhora da limpeza que apanha as folhas que caem, durante o dia, da arvore do vizinho. Apanhei também as sombras no lioz de quem passa e detalhes dos azulejos reflectores que mostram o mar. Por trás esteve sempre a obra com as suas caixas brancas ou revestidas com o muro habitado, as sombras da bateria baixa e no fim deste passeio que é quase um corredor ao ar livre cavado numa rocha, o Farol.

No fundo gosto de ser um fotógrafo de postais.
Vou fotografar mais.

Fernando Guerra
Farol Museu de Santa Marta, Cascais. 22 Novembro 2008.

 
POST CARDS

I write this small text on my last day of taking photographs at the Lighthouse Museum before the publication of this book. Photography jobs are never truly finished, and knowing when to stop is an acquired skill, preferably practised on a daily basis. However, with a commission such as this, work becomes a necessary evasion for additional days of photographing. In such cases, one can always do more. Or, perhaps, see more...

Photographically accompanying the work of Aires Mateus’ studio is a privilege. It is due as much to free access to the exquisite private spaces as to being the kind of architecture that serves as an excellent platform for my work, in the way I see and record it. Perhaps because it is based on the concept of “a day at the site...”, it requires a permanent presence as well as attention to changes in the light throughout the day. A view of the passing of time in the building. The Santa Marta Lighthouse Museum is the type of project that immerses me and provides leads, and just like in any museum open to the public, it supplies me with random actors, protagonists that are part of an instant that belongs to me, that later I like to share.

A few years have gone by of Aires Mateus photographs depicting certain houses, office buildings, museums and exhibitions. The Santa Marta Lighthouse Museum was more of a mission accomplished (or as always...unaccomplished) on random days, interrupted by trips and other work, but where I returned for the pleasure of photographing, as if it were a form of relaxation to do it, which for me it certainly is. Even more so through the enjoyment of adding the day’s new images like layers of a story told as a slideshow in ultimasreportagens or in the pages of a magazine. Or, in this case, in the form of a book. The story does not have to be anthropological, factual or interpretative, but it somehow attempts to touch various moments in the existence of the work, like an archeologist who goes through his past to justify his work in the present. Even if it is not necessary.

More visitors arrive as I finish these lines, sitting in the Lighthouse’s outdoor café. How many will visit it after seeing these images? Or, for how many will this be their only contact with the structure. And what sort of structure is it?
I already have many photographs...I have had good and bad weather. The beginning and end of the day. I make the mistake of one who wanted a restaurant and not a museum, I photographed a couple’s disdainful exchange and the quick passing of another on hired bicycles. I photographed families arriving and waiting for the museum’s employees to receive them. Or the eternal patience of the cleaning woman who picks up the leaves that fall during the day from the neighbour’s tree. On the limestone, I also caught the shadows of passers-by and the detail of reflective tiles mirroring the sea. Ever present in the background stood the structure with its white boxes or shared walls, the shadows of the low battery and at the end of this passage that is almost an open-air corridor dug out of a rock, the Lighthouse.

In the end, I like being a post-card photographer.
I’m going to take more pictures.

Fernando Guerra
Santa Marta Lighthouse Museum, Cascais. 22nd November 2008.


TEXTOS

Memória
Aires Mateus Arquitectos

Reabilitação das fortalezas marítimas de Cascais
António D’Orey Capucho

Farol museu de Santa Marta
Duarte Nobre Guedes

Cascais, 7 de Junho de 2008: 16.35h
Stephen Bates

Farol. Território. Fragmentos

Ricardo Carvalho

Postais
Fernando Guerra
  TEXTS

Memory
Aires Mateus Arquitectos

Renovation of the coastal forts of Cascais
António D’Orey Capucho

Santa Marta lighthouse museum

Duarte Nobre Guedes

16:35, 7th June 2008, Cascais
Stephen Bates

Lighthouse. Territory. Fragments

Ricardo Carvalho

Post cards
Fernando Guerra

Bilingue Portuguese – English
capa semi-rija
130x180 mm
112 PAGS
preço:  12€ + 3€ portes (correio registado)

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Novo ultimasreportagens.com v3.0
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Versão 3 do ultimasreportagens  com novo design, 385 reportagens e  20.000 fotografias online. A maior biblioteca de arquitectura contemporânea portuguesa ficou ainda maior e mais simples de consultar.
principais novidades:

aumento de 30% do interface | slideshow de abertura | novo formato para os destaques | nova barra lateral com apresentação do atelier, textos, media e ligações | nova bio da equipa FG+SG | fotografias nas reportagens 50% maiores e sem marca de água | pesquisa em tempo real | filtro por tipo de projecto | legendagem das reportagens em português e inglês | slideshow em full screen | possibilidade de ligação directa a cada reportagem.

Version 3 of ultimasreportagens.com with a new design, 385 projects and 20.000 images online. The biggest library of portuguese architecture just got even bigger and easier to browse.
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interface 30% larger | new opening slideshow | new format for news/highlights | new functionality of the side bar with links to media, clients and texts about our work | complete bio of the FG+SG team | images 50% bigger, without watermark | search box with real time results | filter by project type and year | full screen slideshows | possibility of linking directly to each project.

"Em trânsito" | Angola - Japão
"In transit" | Angola - Japan
Chá de Caxinde Luanda   Flamingo Princess Tokio

Casa das Histórias Paula Rego | Eduardo Souto de Moura
Souto de Moura latest project

 
A Casa das Histórias Paula Rego é um projecto do arquitecto Eduardo Souto de Moura. Retomando, num espírito contemporâneo, alguns aspectos da arquitectura histórica da região, distingue-se de imediato na paisagem por duas estruturas piramidais de igual dimensão e pelo betão pigmentado a vermelho.
Assumindo-se o terreno e as árvores preexistentes como elementos fundamentais, os diferentes volumes compõem o edifício configuram quatro alas, subdivididas no interior em salas sequenciais, dispostas em torno de um volume central mais elevado, que corresponde à sala de exposições temporárias. O interior, em tons neutros, pavimentado a mármore azulino de Cascais, conta, para além das áreas técnicas e de serviço, com 750 m2 de áreas de exposição, uma loja, uma cafetaria com esplanada aberta para um frondoso jardim e um auditório com 200 lugares.
O projecto, correspondendo à vontade da artista, a quem se deve a escolha do arquitecto, dá resposta às muitas exigências de funcionalidade museológica.


The Casa das Histórias Paula Rego was designed by the architect Eduardo Souto de Moura. The building makes use of certain aspects of the region’s historical architecture, which is here reinterpreted in a contemporary way. It can be immediately recognized thanks to its two pyramid-shaped towers and the red-colored concrete used in its construction.
The land and trees which previously existed at the site are incorporated as fundamental elements, while four wings, of varying heights and sizes, make up the building. The building itself is subdivided into rooms which lead into one another and are laid out around the higher central room which houses the temporary exhibition. The building’s interior has 750 m2 of exhibition space, on top of the technical and service areas, and is decorated in neutral shades and paved with the blue-grey marble of Cascais. The building also houses a shop, a café which opens onto a verdant garden and an auditorium with 200 seats.
The building’s design is fully in keeping the artist’s wishes, and it was Paula Rego herself who was responsible for the choice of architect. It meets all the requirements for a museum and its various functions, without forgetting the need to give visitors a warm welcome.



Exposição FG no Porto
Exhibition in Oporto
10 anos

FG+SG 10 anos
FG+SG 10 years
Fernando Guerrra + Sergio Guerra

Centro documentação Álvaro Siza
Álvaro Siza Documentation Center

Habitar Portugal 2006-2008 | 33 projectos seleccionados estão no últimas reportagens
Habitar Portugal 2006-2008 | 33 of the selected projects are online in ultimasreportagens.com

Revista GEO Edição de Junho
GEO Magazine June issue

About opening the latest issue of GEO
A text by FG

When, 24 years ago, at the age of 16, I started to become interested in photography, I didn’t want to photograph houses, but the people who lived in them. I only wanted architecture to serve as the stage for the short stories I would tell little by little when I would return from a trip, or after a simple day of picture-taking in Lisbon.

My first 15 years of images consisted mainly of photographing people on the street. Travelling to take pictures became an obsession. Back then, I liked to think that I would become a photographer for magazines like National Geographic or GEO, the European reference for travel photography and journalism. I had never worked for either, alas. I did not have the stories or images they felt deserved special attention or which simply had a complete and mature narrative, which is not surprising at the age of 16 or 17. They were single images of special moments grouped together in a personal diary that I rarely shared with others. Like any amateur, it was a simple desire to keep what I thought worth keeping. It was a hobby, pure and simple, and not a full-time job. My profession would always be architecture. Photography would fill in the intervals. Obviously, I got it wrong. After a number of years working as an architect and teacher, my path, for a whole number of reasons, took a different turn.

After all those years and increasingly removed from street reporting, two months ago I received an invitation to participate in the June edition of German GEO. They proposed that I open the magazine’s “showcase” page, curiously with an architectural image, which is an unexpected honour, seeing that it is not the magazine’s main theme. The chosen image, well-known from its reproduction in different specialist magazines, depicts a guide’s first day at work at the entrance to the Portugal Pavilion, designed by architect Ricardo Bak Gorden, at the World’s Fair in Saragossa in June 2008.

In some ways, this outcome in paper has felt like the completion of a circle, or the fulfilment of a desire I had almost forgotten, by including my images in a publication of this type. The unexpected feedback has been great, with many readers sending messages asking to see the series' remaining images along with various requests for copies.

Today I move in a editorial world parallel to that of travel magazines and with different responsibilities. This edition of GEO and the interest of its readership provides an excellent excuse to bring to ultimasreportagens some elements of this first body of work in which I learnt to photograph people at the right moment, waiting for light and controlling the shadows, essential factors that come together like layers in my daily work and which today mark my architectural photography.

I’ll choose some...


Portugal Convida - Barcelona | conferência de abertura com Eduardo Souto de Mora e Fernando Guerra
Portugal Convida - Barcelona | conference with Eduardo Souto de Moura and Fernando Guerra

Últimas 8 capas | Junho 2009
Latest 8 covers | June 2009

A arquitectura da fotografia por Manuel Graça Dias
The architecture of photography by Manuel Graça Dias
bd

Teve que passar bastante tempo, depois de 1839 e dos primeiros daguerreotipos que reproduziam "quadros" postos à frente do fotógrafo (para alegria e espanto sobretudo daqueles que sempre tinham, secreta e miticamente, ambicionado poder um dia ficar fixados numa tela através do "génio" de um artista pintor), para que a fotografia ganhasse um estatuto próprio, como se sabe.(mais)

As is known, it took quite a long time before photography gained its own independent status following 1839 and the first daguerreotypes reproducing “portraits” in front of the photographer (to the delight and surprise of especially those who had, secretly and mythically, always wished to be permanently captured on canvas through the painter’s “genius”).(more)



Últimas ligações 03 | Dossier especial com Archdaily
Latest links 03 | Special report with Archdaily

Desenho Urbano | Urban Design in Ponta Delgada, Açores | Risco arquitectos
Nova frente marítima de Ponta Delgada na ilha de São Miguel: Portas do Mar


A intervenção abrangeu a longa avenida marginal da cidade desde o Forte de S. Brás até às piscinas de São Pedro, tendo por objectivo principal a edificação de um novo cais para navios de passageiros.
Decorrente das opções de planeamento para a ampliação e reordenamento do Porto de Ponta Delgada e Zona Envolvente, foi definido um programa de reestruturação das instalações portuárias, separando as zonas de transporte de mercadorias e de pesca industrial das áreas de transporte de passageiros e de recreio marítimo. As novas infra-estruturas incluem uma marina de recreio, uma nova piscina oceânica, um novo passeio marítimo, um parque de estacionamento, um pavilhão para eventos, lojas e restaurantes.

A nova paisagem edificada opõem uma morfologia mais complexa à regularização que a Avenida Marginal instaurara a meio do século passado. Esta sinuosidade permite uma maior variedade de situações ao longo da orla marítima e novas relações entre os espaços edificados e o mar. De tal forma que a reformulação paisagística em conjunto com a expansão de actividades lúdicas e comerciais, espera-se constituirá um contexto mais vivo e mundano para a frente de mar da cidade. Pretendeu-se mostrar, que ao contrário da prática corrente em Portugal, há sempre margem para o "desenho" na construção de uma grande infra-estrutura.


The intervention has encompassed the city's long, coastal avenue from the São Brás Fort to the São Pedro pools, its main objective being the building of a new passenger boat terminal. As a consequence of the planning options for redevelopment and enlargement of the Ponta Delgada port and surrounding area, a restructuring programme of the port installations was drawn up separating the merchandise transport and industrial fishing zones from recreational areas. New infrastructures include a recreational marina, a new ocean pool, a new boardwalk, a car park, an event pavilion, shops and restaurants.

The newly built landscape contrasts a more complex morphology with the regularization imposed by the Avenida Marginal in the middle of the last century. This sinuosity allows for greater situational variation along the coastline and new relations between the buildings and the sea. The landscape modifications together with the expansion of leisure and commercial activities are expected to constitute a more lively and worldly context for the city's seafront. Contrary to current practice in Portugal, an attempt has been made to show that there is always a margin for "design" in large infrastructure projects.


Exposição FG "Mundo Perfeito" em Aveiro
Exhibition in Aveiro

Últimas ligações 02
Latest links 02

New Álvaro Siza Book: The Function of Beauty
Carlos Castanheira | Photography by Fernando Guerra | Phaidon
siza
This new volume highlights over 20 new projects. Each project in the book is explained in-depth with texts by author Carlos Castanheira, Nuno Higino and Álvaro Siza himself, and shown through photographs by Fernando Guerra, complete sets of drawings, and a wealth of Siza's sketches. phaidon.com

“Obras Recentes” texto de Carlos Castanheira Introdução ao novo livro

"Álvaro Siza acabou de completar setenta e cinco anos de vida e cinquenta e quatro de actividade profissional como arquitecto.
O interesse pela realização ou construção arquitectónica começou muito cedo, por volta dos quinze anos, com o projecto e construção de um anexo no quintal da casa dos pais que serviu como laboratório e espaço de estudo dos irmãos. O pavilhão, como a família lhe chamava e chama, ainda existe e em breve será restaurado.
Seguiu-se posteriormente a reestruturação da cozinha da Casa da Avó, um portão para um tio, um quarto de banho para uma amiga da família, quatro casas geminadas, os estudos de arquitectura na Escola de Belas Artes, o contacto com o mestre Carlos Ramos, as viagens ao estrangeiro em especial a visita de estudo à Finlândia e o trabalho e amizade com Fernando Távora." (mais)

“Recent Works” text by Carlos Castanheira | Intro on the new book

"Álvaro Siza has now reached seventy five years of age and has completed fifty four years of professional activity.His interest in building, or architectural construction, manifested itself early, when at about fifteen years of age, he designed and built a shed in the garden of his parent's home which served as workshop and study space for his brothers. The pavilion, as the family calls it, still exists and is soon to be restored.
Next came the remodelling of the kitchen in his grandmother's house, then a gateway for an uncle, a bathroom for a family friend, four semi-detached houses, studying architecture at the School of Fine Art, contact with the master Carlos Ramos, travels abroad, in particular to Finland and the work and friendship with Fernando Távora." (more)

Copyright Carlos Castanheira & Phaidon Press | 2009

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Ultimasreportagens @ Alltop

RIBA Gold Medal 2009


The Portuguese architect Álvaro Siza received one of architecture's most prestigious prizes, the Royal Gold Medal.  As part of the Royal Institute of British Architect's (RIBA) celebrations for its 175th anniversary, Siza was presented with the award by Her Majesty The Queen at a private audience at Buckingham Palace, followed by a celebratory dinner held in his honour at the RIBA.

Awarded in recognition of a lifetime's work, the Royal Gold Medal is approved personally by Her Majesty The Queen and is given annually to a person or group of people whose lifetime's work has had a significant influence on international architecture.
The honour recognises the impact Siza has made on architecture; he is a major figure in European architecture who has remained true to his artistic and ethical principles and achieved a prolific portfolio of work worldwide, which remains rooted in his native city of Porto.

Sunand Prasad, President of the RIBA said:

“Álvaro Siza is simply a profoundly complete architect who defies categorisation. The forging of a masterful and seemingly inevitable architecture out of the possibilities of a site is one of the supreme characteristics of Álvaro Siza's architecture. He manipulates his readings of place into sculptural forms that are never predictable or ordinary, yet are never allowed to dominate over use or typological intelligibility.
In Siza's buildings, perhaps like no others, it is the relationships between the elements of the architecture that is given primacy rather than the shape or texture of the elements themselves. This is an architecture in which an economy of expressive means is combined with an abundance of spatial revelation.
Álvaro Siza is, and always has been, a committed teacher and educator. He has enabled many younger architects to gain commissions through the work he was initially offered and this selflessness is one of many examples of his commitment to the greater architectural project, rather than to personal success. Unusually for an architect of such international standing, Siza has deliberately kept his studio small to ensure his attention to every project. He is generous with his appreciation of other architects.

For the inspiring and instructive body of work he has produced over 40 years, and for his immense contribution to architecture through dialogue and teaching, the RIBA, on behalf of H. M. the Queen, is honoured to present the 2009 Royal Gold Medal for Architecture to Álvaro Joaquim Melo Siza Vieira. We wish him many more years of fulfilment of his unique vision of the possibilities of building.”

riba book
RIBA catalogue with photography by FG


Wallpaper* 120 | FG had two comissions for the March edition issue of Wallpaper* magazine
cover wallpeper 120
The Mimesis Art Museum for publishing company Open Books is Álvaro Siza lastest and greatest Korea move
porsche
Generation S The new Porsche Cayman S coupé is pictured here at the sports pavilion Palacio Municipal de Deportes in Jerez de la Frontera, Spain - designed by architect Ramón González de la Peña.

arq|a Janeiro 2009
arq|a january 2009

A edição da revista portuguesa Arq/a de Janeiro, mostra em primeira mão o projecto da Igreja em Portalegre de João Luís Carrilho da Graça. Brevemente no últimasreportagens um portfolio completo, da obra recente deste arquitecto.

The January edition of the Portuguese magazine Arq/a shows first-hand the church project in Portalegre by João Luís Carrilho da Graça. A complete portfolio of this architect's recent works will appear shortly in últimasreportagens.

Link: Daniel Carrapa (blog barrigadeumarquitecto) sobre JLCG Arquitectos
Théâtre & Auditorium de Poitiers
Escola Superior de Música de Lisboa
Campo Maior

2G n.47 Paulo David

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Zaha Hadid Zaragoza Bridge Pavillion

Calendário 2009 revista Azure
Azure magazine 2009 calendar

Fernando Guerra na View Pictures
Fernando Guerra in View Pictures

Fernando Guerra passa a partir de Dezembro de 2008, a ser representado pela principal agência de fotografia de arquitectura, a View Pictures.
Representando mais de 40 fotógrafos de todo o mundo é a agência que fornece as principais reportagens de fotografia de arquitectura para revistas como Architectural Review, ICON, Blueprint, entre muitas outras.
Para os clientes da FG+SG acaba por ser mais um veículo de divulgação dos seus projectos nacionais em todo o mundo.
A edição de Novembro da newsletter da View inclui um breve texto sobre a experiência de fotografar para Álvaro Siza.


"On Siza...

One of Siza’s projects that has affected me the most is the Anyang pavillion, 30km south of Seoul in South Korea.

When we travel to the other side of the world, we can’t postpone a session due to poor weather or insufficient conditions. We have to create the images with no excuses. Thus, during the summer of 2006, I went to Anyang to photograph the small pavilion built on an open square carved into the mountain, and I was greeted by a week of incessant rain. It was one of my first projects for the studio and I couldn’t nor wanted to make excuses for an incomplete or insufficient piece of work. Filled with anxiety, I did what I had to do: I took pictures...
And it was worth it: The rain became part of the session, providing an unusual atmosphere. The fog ended up hiding some of the less interesting buildings nearby, and the gushing water created cascades that I have not seen since during recent visits to the building. To complicate matters, that same week inside the pavilion, on the only day I had other people working on the project, I did not have my tripod with me, for various reasons. I had to improvise using an old picnic table I found close to the pavilion to support the camera and provide the stability I required. Some images had an exposure of 4 seconds, but the improvisation worked.

The photographs I took on those days were published all over the world, and in their own way helped Siza win several distinctions such as an award from Wallpaper* magazine in 2006 as the gallery of the year. My most published photograph is probably the one of the girl on the inside by the window which was the cover image for different magazines like Casabella or the Japanese, A+U, among many others. It went well. And it was worth it. It was the start of a collaboration that has turned into a friendship of which I am proud.

Long before pointing a lens at his work, I would buy magazines and books containing his projects and visited his buildings more with the curiosity of an architect than a photographer. To be able to share a close relationship with a master is an honour that one never completely becomes accustomed to, but which we easily forget when taking a stroll or sharing a meal, above all because Siza closes the distance with his natural manner. He’s the antithesis of an inaccessible media star.

Working with Siza today is above all like working with a client who surprises me each time I am confronted with one of his works. The attention to detail, his dedication to the project’s design is total, despite his 75 years. On a trip we took together to Japan this past September, his energy left me thinking that I was the one who was his age. When he is recognised on the streets of central Tokyo and stops to sign autographs for his admirers, one understands even more the dimensions of his work. He’s an example for all Portuguese architects, and one whose recognition continues outside of Portugal, now with the important gold medal from RIBA.

Practising architecture does not imply its publication. Neither is this Siza’s objective. He works because he’s an architect and architecture is within him. He expresses it and it emanates from him. It is up to us to visit and divulge it. In the public domain, the recognition of a building’s “exceptional” nature is often through photographs. This means that in order to reach a wider audience, the architect depends a great deal on who photographs it, and principally on the way it is photographed. With Siza, his ample spaces are always conditioned through absolute control of light. I only hope I can continue to do justice to this light with the same enchantment that I had when I studied architecture and used it as a reference point in my small projects.
Fernando Guerra

At present Fernando Guerra has photographed more than 40 of Álvaro Siza’s works and continues to photograph new works for the studio on a monthly basis. "



AREA 101 | Álvaro Siza em número monográfico
AREA 101 | ÁLVARO SIZA in AREA magazine
A revista Italiana “AREA” edição de Novembro/ Dezembro é dedicada à Obra de Siza.  A revista publica 17 projectos recentes, incluindo um itinerário pelas principais obras, uma entrevista com Siza e uma análise da obra, da autoria de François Burkhardt. web site AREA
 
 
 
Álvaro Siza numa visita ao Museu Mimesis em Paju, Coreia do Sul
Álvaro Siza on a recent visit to the Mimesis Museum in Paju, South Korea
 

Exposição FG "Mundo Perfeito" em Lisboa
Exhibition in Lisbon


101 capas
101 covers

Livro CTT "Arquitectura Portuguesa Contemporânea"
New book "Contemporary Portuguese Architecture"
Com 257 páginas, a obra "Arquitectura Portuguesa Contemporânea" é uma edição do Clube do Coleccionador dos Correios, e está à venda nas estações dos CTT.
Arquitectura Portuguesa Contemporânea
Autoria de Ana Tostões com fotografias de Fernando Guerra

 

Esta edição, de seis mil exemplares, surge na sequência de duas emissões filatélicas dedicadas ao mesmo tema pelos correios em 2006 e 2007, que também fazem parte do livro.
A obra é uma recolha de alguns dos projectos mais significativos de arquitectos portugueses que, sobretudo a partir da segunda metade do século XX, marcaram as paisagens urbanas do país.
"A arquitectura é a mais social das artes. Por isso pode afirmar-se que a arquitectura tem muito que ver com o diálogo com a sociedade, a relação com o contexto, a dimensão física e simbólica da cidade", lê-se na introdução do livro.
A sede e museu da Fundação Calouste Gulbenkian, da autoria de Alberto Pessoa, Pedro Cid e Ruy D´Athouguia, o Mercado Municipal de Santa Maria da Feira, de Fernando Távora, a Casa de Chá Boa-Nova, em Matosinhos, de Álvaro Siza Vieira, a Igreja do Sagrado Coração de Jesus, em Lisboa, da autoria de Nuno Teotónio Pereira/Nuno Portas, o Pavilhão de Portugal na Expo 98, em Lisboa, da autoria de Álvaro Siza Vieira, são alguns dos edifícios emblemáticos mostrados na obra.


Exposição e Livro “Álvaro Siza. Modern Redux”
“Álvaro Siza. Modern Redux” exhibition and book

A Edição de 2008 dos Prémios FAD na revista On Diseño | Capa com projecto Nuno Grande “Very Irregular Polyhedric Room”
FAD Awards 2008 “On Diseño” | Magazine Cover of Nuno Grande Project “Very Irregular Polyhedric Room”

Exposição FG "Mundo Perfeito" em Coimbra
Exhibition in Coimbra

Exposição FG com Jesús Granada no Collegi Oficial d'Arquitectes de les Illes Baleares

Conferência Fernando Guerra | FOTOARQUITECTURA 08
Fernando Guerra Conference | FOTOARQUITECTURA 08

Fundação Iberê Camargo em Porto Alegre, Brasil | Álvaro Siza Vieira
Iberê Camargo Foundation in Porto Alegre, Brazil | Álvaro Siza Vieira
siza


Pavilhão Ponte em Saragoça | Zaha Hadid
Zaragoza Bridge Pavilion by Zaha Hadid

All images copyright Zaha Hadid Architects/ FG+SG

O Pavilhão Ponte é uma área de exposição interactiva dedicada ao tema da água e da sustentabilidade, integrando uma ponte pedonal que funciona como porta de entrada na Expo Zaragoza 2008.
Fernando Guerra foi recentemente comissionado pela arquitecta Zaha Hadid para captar a forte atmosfera desta grande infra-estrutura, uma das peças arquitectónicas de maior relevo na Exposição Internacional e palco da exibição temática intitulada «Água, Recurso Único». (mais)

The Zaragoza Bridge Pavilion is an interactive exhibition area focusing on water sustainability, integrating a pedestrian bridge to perform as gateway for the Zaragoza Expo 2008.
Fernando Guerra was recently commissioned by Zaha Hadid to capture the striking atmosphere of this massive structure, one of the highlights of the Expo and the venue for an exhibition titled «Water, a Unique Resource». (more)

 

Zaha Hadid


Mundo perfeito Exposição e livro
Perfect world Fernando Guerra Exihibition and book
Livro edição FAUP com 250 páginas (25x30x2cm). Brevemente disponível nas principais livrarias.
Clique aqui se quiser encomendar um exemplar. Book for sale only in Portugal. English version coming soon.

RECONFIGURAR O MUNDO RESHAPING THE WORLD
 

Não acredito na objectividade da fotografia. Por mais que muitos tentem apagar as contingências subjectivas da vida quotidiana que contaminam os espaços puros que os arquitectos desenham, uma imagem de um qualquer objecto arquitectónico, ou simplesmente de um objecto, é sempre a imposição de um ponto de vista. De quem fotografa, de quem escolhe o enquadramento, de quem escolhe a luz, o tempo de exposição, o tipo de lente, a máquina. É um olhar que implica uma escolha, ou infinitas escolhas, e é por definição (definitivamente?) subjectivo.
Não acredito no mito do fotógrafo de arquitectura contemplador que acha possível escolher a priori um único olhar sintético que conjugue tudo o que uma obra de arquitectura encerra. A arquitectura depende de inúmeras variáveis, nunca é totalmente apreensível, é infinitamente interpretável. A percepção da arquitectura decorre da conjugação de múltiplos pontos de vista, da reconstituição mental de inúmeros espaços. (mais)


I do not believe in the objectiveness of photography. Despite the attempt of many to erase life’s subjective contingencies that contaminate the pure spaces drawn by architects, the image of an architectural object - or of any object - is always the imposition of a point of view. Of the photographer, of the one who chooses the light, time of exposure, type of lens or the camera. Whatever the case, it will always imply a choice or infinite choices and it is by definition (definitely?) subjective.
I do not believe in the myth of the architectural photographer as a contemplative, who thinks it is possible to choose, beforehand, one single synthetic perspective that combines everything a work of architecture encompasses. Architecture depends on many variables, it is never fully apprehended; it is, on the contrary, endlessly interpretable. The perception of architecture stems from the combination of multiple points of view, from the mental recon
stitution of numerous spaces. (more)

Luís Urbano
Comissário da exposição “Mundo perfeito”
Curator of the “Perfect world” exihibit
 

Entrevista a FG na “+ arquitectura” | Março 2008 Clicar aqui para fazer donwload do pdf do artigo

Trabalhadores na praia do Calhau
Cape Verde workers collecting basalt for use in local constructions
Praia do Calhau, São Vicente Cabo Verde | Saint Vincent Cape Verde

A fundição do Sr. Cosme
Mr. Cosme's Foundary
Cruz Alta | High Cross by Robert Schad
Santíssima Trindade Church in Fátima
Em Junho de 2007 Fernando Guerra foi comissionado pelo Arquitecto Alexandros Tombazis para realizar uma reportagem fotográfica e um pequeno documentário sobre a nova Igreja da Santíssima Trindade em Fátima.
Um dos primeiros trabalhos realizados foi seguir a produção das diversas obras de arte. Nestes dois slideshow mostramos duas delas: O processo de fundição dos baixos relevos em bronze para as portas da nova Igreja. O projecto é da autoria do artista Português Pedro Calapez. A fundição é a do senhor Cosme. O sítio, uma pequena aldeia perto do Porto. O segundo slideshow é sobre a Cruz Alta de Robert Shad.
As sessões decorreram em diversos dias durante o Verão de 2007.

In June 2007, Fernando Guerra was commissioned by architect Alexandros Tombazis to do a photographic piece and small documentary on the new Santíssima Trindade Church in Fátima.
One of the tasks involved following the production process of various works of art. In this slideshow, we present one of them: the process of casting a bronze bas-relief for the doors of the new Church. The project's author is Portuguese artist Pedro Calapez. The foundry belongs to Mr. Cosme. The location is a small village near Porto.
The sessions took place over several days in the summer of 2007.

últimasmag | Nova Publicação Online de Arquitectura
New online Publication

Dar a uma publicação desenhada para a internet o corpo e o conceito gráfico de uma revista ou de um livro é o complemento de 3 anos de imagens no ultimasreportagens, com dossiers especiais, slide-shows sonorizados e a pequena colecção de livros de imagem FG+SG sobre arquitectura contemporânea Portuguesa.
A últimasmag é mais uma forma que encontrámos para comunicar a arquitectura e consequentemente o nosso trabalho. E por coincidir com o terceiro aniversário do últimas, este primeiro número tem um sabor especial.

Em cada número bilingue, uma obra de arquitectura de especial relevância e actualidade, analisada num dossier completo que inclui desde os esquissos a textos críticos, desenhos do edifício e, claro, as fotografias. Regularmente disponível e completamente gratuito, para leitura online ou descarregar para o seu computador, para que possa coleccionar ou imprimir. A escolha é sua.

A Adega Mayor do arquitecto Álvaro Siza em Campo Maior inaugura esta publicação.
É a oportunidade ideal para mostrar um trabalho de fotografia recente, que mostra uma passagem demorada por uma das mais recentes obras do mestre português. (...)


REVISTA DOS VINHOS Prémios 2007 - Campanha do ano - fotografias FG
Campaign of the year- photographs by FG REVISTA DOS VINHOS magazine 2007 awards

últimasmag na BLUEPRINT | Junho 2007
últimasmag in BLUEPRINT | June 2007

Equipamento Desportivo, Barcelona | Álvaro Siza
Prémio SECIL Arquitectura 2006
Piscinas do Atlântico | Paulo David
Prémio Internacional de Arquitectura da Pedra 2007

Últimas revistas dedicadas a Portugal | Junho 2007
Latest international magazines dedicated to Portugal | June 2007
Portuguese Houses
Barreira Antunes House, Grândola
Aires Mateus
House in Romeirão, Ericeira (Lisbon) 
ARX Portugal
Quinta dos Foios House, Azeitão (Setúbal) 
Atelier Central
 House in Afife, Viana do Castelo
Nuno Brandão
Ribeira de Abade House, Gondomar 
Carlos Castanheira
 House in Carreço, Viana do Castelo
Grande & Gadanho
Tolo House, Cerva (Vila Real) 
Álvaro Leite Siza
Two House Extensions, Beira Alta
João Mendes Ribeiro
PR House, Pombal (Leiria)
Santos & Cordeiro

Últimas revistas dedicadas a Portugal | Maio 2007
Latest international magazines dedicated to Portugal | May 2007
A+U (Japan)
Arquitectura Viva (Spain)
"Siza and Architects in Portugal"
"Portugal panorámico"

CASABELLA 752 article and cover  | February 2007
cover casabella    
front view
 
 
Álvaro Siza com Carlos Castanheira  Pavilhão de Exposições no jardim de Anyang, Coreia.
Texto de marco Mulazzani, fotografia de Fernando Guerra.
 
Álvaro Siza with Carlos Castanheira | Anyang Pavillion in korea
Text by Marco Mulazzani, photography by Fernando Guerra.
 
Other special projects in this issue: two works by Carlo Scarpa in Venice, Zaha Hadid and Frank Gehry winery, Jean Nouvel museum in Paris. Projects also from Toyo Ito and Arata Isozaki in Japan.
 

Wallpaper* Awards | February 2007
cover wallpaper
"Formally inaugurated last October, with a Fernando Guerra photographic exhibition of the architects´s work, the Anyang Álvaro Siza Hall is set for a grand opening in autumn this year."
"Siza´s team included longime collaborator and friend Carlos Castanheira, also Portuguese, and Korean architect Jun-sung Kim"

 
page wallpaper

Entrevista a FG na arkinetia
arkinetia logo
“El fotógrafo de arquitectura suele ser el Midas de los arquitectos. A menudo basta que un buen fotógrafo oriente su retina de celuloide hacia una obra para que ésta sea conocida en todo el mundo. Por el contrario, una obra de arquitectura no fotografiada es usualmente inadvertida. La presencia de una obra en los medios depende de la sensibilidad y de la sagacidad del fotógrafo tanto como de la calidad del arquitecto.”
Interview in arkenetia - English version coming soon

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1. last 2. latest, most recent; Latest is the superlative of late. adj You use latest to describe something that is the most recent thing of its kind. 3 adj You can use latest to describe something that is very new and modern and is better than older things of a similar kind.
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